| Verdes questionam encerramento do balcão da CGD na avenida General Norton de Matos |
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Tomar perde segundo balcão da Caixa Geral de Depósitos em quatro anos |
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 Balcão de Tomar encerrou a 2 de julho O deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério das Finanças sobre o encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósito, na avenida General Norton de Matos em Tomar.
Sabe-se que a intenção da CGD é encerrar cerca de 70 balcões ainda este ano, a adicionar aos 67 já fechados em 2017, uma medida inserida no acordo entre o Estado Português e a Comissão Europeia, como contrapartida pela recapitalização do banco em 2017.
No entendimento do Grupo Parlamentar de Os Verdes tal desejo não é admissível, pois considera que o banco público não pode ter o mesmo comportamento de qualquer outro banco privado, onde as decisões se tomam tendo por base apenas os critérios economicistas, deixando em muitas zonas do país a população sem qualquer alternativa viável, principalmente as pessoas mais idosas e com mobilidade reduzida. O PEV entende que o encerramento destes serviços de proximidade é mais uma causa real para o agravamento das assimetrias regionais que afeta o nosso país e que é necessário combater.
Através da comunicação social local de Tomar foi anunciada a pretensão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em encerrar no fim de junho mais um balcão na cidade, desta vez o que está situado na Avenida General Norton de Matos, o que veio a concretizar-se no dia 2 de julho.
Esta situação é considerada estranha quando se sabe que estamos perante um balcão no centro da cidade, junto ao mercado municipal, que nos dias de funcionamento era o mais procurado, não apenas pelos comerciantes, mas também por todos aqueles que vindo das freguesias de Tomar, vêm à cidade.
Em quatro anos a CGD passa de três para apenas uma agência, ficando os serviços concentrados na Rua Serpa Pinto, na zona histórica da cidade, sendo previsível que o atendimento irá decorrer com maiores tempos de espera, na única agência que resta a prestar o serviço, com claros prejuízos para os utentes.
Segundo o PEV, acresce também que na zona referida de Tomar, existem grandes condicionamentos ao trânsito, o que colocará em causa o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.
O deputado José Luís Ferreira não esquece também a situação dos próprios trabalhadores da CGD, que ficará seriamente afetada, pois estarão sujeitos a sobrecarga das tarefas, a deslocações para outros balcões ou até a despedimentos.
Assim, o deputado José Luís Ferreira questiona o Governo, através do Ministério das Finanças, se foram avaliados os impactos sociais e económicos causados pelo encerramento da agência bancária da CGD na avenida General Norton de Matos em Tomar, quantos são os trabalhadores afetados pelo encerramento deste balcão e qual será o futuro desses trabalhadores, se a deslocação ou o despedimento.
Por fim, questiona que medidas pondera o Governo tomar para garantir a reabertura desta agência bancária em Tomar.
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| 13-07-2018 |
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