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Edição Nº 198 Director: Mário Lopes Quinta, 13 de Abril de 2017
Banda atua a 24 de junho no Central Park, Nova Iorque
The Gift iniciam hoje e amanhã em Alcobaça
a digressão do álbum “Altar”
  
    The Gift: John Gonçalves, Miguel Ribeiro, Sónia Tavares
                                             e Nuno Gonçalves
Os alcobacenses The Gift iniciam esta quinta e sexta-feira, dias 13 e 14 de abril, a digressão o seu mais recente álbum “Altar”, com concertos no Cine-Teatro de Alcobaça João d’Oliva Monteiro. A banda regressa assim à sua cidade Natal para apresentar o seu sétimo álbum de originais, que levou cerca de três anos a preparar e promete ser o seu melhor trabalho. “Altar” é, segundo Nuno Gonçalves, “uma celebração da música” e reúne “canções que podem ser por um lado muito vibrantes e muito excitantes e, por outro lado, mais sentidas”. Em entrevista ao Tinta Fresca, o músico falou sobre o novo álbum, produzido por Brian Eno.

Tinta Fresca – Os The Gift irão lançar dias 13 e 14 de abril, no Cine-Teatro de Alcobaça, o seu sétimo álbum de originais. O que se pode esperar deste novo projeto?
Nuno Gonçalves -
“Altar” é um dos melhores discos dos Gift, senão o melhor. É um disco produzido pelo Brian Eno, um dos produtores de renome mundial. Sentimo-nos muito agradados por, com 22 anos de carreira, a banda estar, na minha opinião, a atravessar o melhor momento, o que significa que ainda nos sentimos estimulados pelas músicas e, se o disco não tivesse a qualidade que tem, isso não aconteceria. Significa também um momento muito bom da carreira dos Gift e achamos que este disco é como que um recomeço para a banda.

Tinta Fresca – O que é que Brian Eno trouxe a este álbum dos Gift?
Nuno Gonçalves
– Brian Eno trouxe mais amor ainda pela música, trouxe humildade, não no sentido que não fossemos humildes, mas deu-nos uma lição de como uma pessoa tão grande como ele consegue ser uma pessoa perfeitamente normal. Para sermos grandes internacionalmente temos que ser humildes, não há como não o ser. Com Brian Eno descobrimos muita música do mundo, como a música do Mali, por exemplo. E, depois de algumas noites a ouvir música do Mali, um dos temas passou mesmo a chamar-se “MaliFest”.

Tinta Fresca – E a nível de influência instrumental? O que se nota mais de Brian Eno neste trabalho?
Nuno Gonçalves –
Se calhar está tudo muito mais limpo, não há tanta densidade sonora. O Brian Eno tem um lado muito impulsivo. Muitas das vezes os takes das vozes da Sónia foram feitos no ensaio e já não foram gravados em estúdio, o que era algo que nós poucas vezes fazíamos.

Tinta Fresca – Porquê “Altar”? Está relacionado com o Centenário das Aparições de Fátima?
Nuno Gonçalves -
Não, de todo. Nós quando estávamos a gravar o disco sentimos de alguma forma que todos os dias em que o Brian entrava pela sala dentro logo às 9h da manhã, estávamos a fazer uma cerimónia em volta da música, da nossa música. Cerimónia não tem que ser um culto, cerimónia pode ser uma festa. Esse lado cerimonial, festivo e de celebração estava inerente a todas as sessões dos The Gift. Analisámos as músicas todas que tínhamos e havia sempre muita magnificência à volta das canções e como é que retratamos esta magnificência num nome que seja comum a todas? Foi assim que surgiu “Altar”.

Tinta Fresca – Existe alguma música neste álbum que vos toque mais, que tenha mais significado?
Nuno Gonçalves
– Cada um de nós tem a sua opinião. Eu tenho duas: “Vitral” e “Hymn to Her” são canções mais calmas mais tranquilas onde estão retratados alguns momentos importantes da minha vida.

Tinta Fresca – Estiveram algum tempo sem lançar um álbum. Este tempo serviu para preparar melhor este trabalho?
Nuno Gonçalves –
Sem dúvida. A banda parava sempre que tinha de lançar um disco. Não dávamos concertos, isso por um lado era um trabalho de muita pressão, porque não queríamos que demorasse muito tempo. A banda precisa de tocar para sobreviver, a todos os níveis, financeiramente, mental e fisicamente. Neste disco não fizemos isso, continuámos a tocar, tínhamos uma tournée longuíssima dos 20 anos, não podíamos parar e tínhamos que jogar com o calendário do Brian Eno. Mas isso foi muito bom, até para as canções, porque apuraram.


                     Nuno Gonçalves
Tinta Fresca – Quanto tempo demorou a preparar este trabalho?
Nuno Gonçalves –
Nós tivemos 12 sessões, espaçadas entre dois a três meses, portanto estamos a falar de dois anos e meio, quase três, a fazer o disco. As sessões dividiram-se entre Galiza, Londres e Alcobaça. Depois, temos as sessões de mistura que foram feitas também em Londres e que demoraram também entre três a seis meses.

Tinta Fresca – Como é que surgiu o encontro entre Brian Eno e The Gift?
Nuno Gonçalves –
Brian Eno é tão grande, é daquelas coisas utópicas que nunca pensámos conseguir. Como é que uma pessoa tão grande pode “perder” três anos da vida dele para escolher os Gift em detrimento de outros. Só podia acontecer com uma sorte do destino e depois aliado à sorte, ele apaixonar-se pela banda. Ele pode decidir o que fazer e pesou para ele, ser importante, até para a sua carreira, trabalhar com os Gift. Uma banda que não tem manager, não tem editoras à porta a dizer o que fazer. Os Gift deram-lhe controlo e liberdade artística total, o que não acontece quando trabalha com U2 ou Coldplay, onde estão envolvidos milhões de euros e há uma pressão muito grande. Com The Gift teve liberdade total e, se calhar, foi isso que o cativou.

Conheci Brian Eno no Rio de Janeiro quando fazia um trabalho com algumas ONG nas favelas do Rio de Janeiro e de são Paulo, onde as ONG tentam através da cultura retirar os miúdos do tráfico de droga e da criminalidade. Houve uma amizade que se criou. Um ano ou dois anos depois de estar com ele, ele foi ver um concerto nosso, a Sónia acabou por o conhecer, ele apaixonou-se pela voz da Sónia e pela maneira como a Sónia é. A cereja em cima do bolo foi quando a Sónia em Londres num almoço lhe perguntou o que achava de trabalhar com a banda. A resposta dele não podia ser mais conclusiva, foi algo como “nós vamos divertir-nos muito”. E foi.

Para mim, e acontece o que acontecer aos Gift, o momento que tivemos a trabalhar com ele, é para mim o momento mais alto da banda.

Tinta Fresca – Alcobaça continua a ter um papel muito importante na vossa carreira, daí este lançamento aqui?
Nuno Gonçalves –
É natural que assim seja. É aqui que ensaiamos, é daqui que somos, é aqui que temos as nossas casas, é aqui que temos as nossas famílias, é o centro nevrálgico.

Tinta Fresca – O que é que os alcobacenses podem esperar do vosso concerto?
Nuno Gonçalves –
Um concerto bonito, um concerto muito emotivo. Canções que podem ser por um lado muito vibrantes e muito excitantes e, por outro lado, mais sentidas. È um espetáculo perfeito para uma sala como o Cine-Teatro de Alcobaça. Acho que as pessoas vão sentir-se orgulhosas da banda. Acho que esta é de longe a digressão mais bem preparada dos Gift.

Tinta Fresca – “Altar é um álbum de originais, todo em Inglês, porque é que não há uma música em Português?
Nuno Gonçalves
– O Brian queria uma música em Português, mas não saiu. Não calhou. Nós nunca fizemos as canções em Português por necessidade, é porque sai assim e, neste disco, não saiu nenhuma.

Tinta Fresca – As músicas são da autoria de quem?
Nuno Gonçalves –
As músicas originais são todas minhas, mas as letras são minhas, da Sónia e do próprio Brian Eno, que, além de produtor, também foi co-autor de letras.

Tinta Fresca – Depois de Alcobaça há já uma digressão preparada por todo o País. Qual é o destino seguinte?
Nuno Gonçalves
– Iremos a 19 de maio a um dos maiores festivais em Inglaterra. No dia 25 de maio, voltamos a Londres com um concerto em nome próprio no “Bush Wall” que é uma sala para 500, 600 lugares. No dia 30 de maio, estaremos em Berlim, em 24 de junho, no Central Park, em Nova Iorque, um grande concerto para 5 ou 6 mil pessoas. É de facto o grande concerto fora do País. E está também planificada na primeira semana de junho uma ida ao Brasil, com uma pequena digressão por São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

   Mónica Alexandre
13-04-2017
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