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Edição Nº 142 Director: Mário Lopes Terça, 4 de Setembro de 2012
Alcobaça
Mohave investe 230 milhões de euros
em Portugal nos próximos 5 anos
          

Arlindo Alves, Joseph Ash, Artur Trindade, Santos Pereira,
Paulo Inácio, Palha da Silva e Stephen Whyte
   O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, anunciou em Alcobaça, no dia 3 de setembro, a aprovação por parte do Governo do plano geral de trabalhos de desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos, apresentado pela Mohave Oil & Gas Corporation. A empresa canadiana propõe-se investir em Portugal, ao longo dos próximos 5 anos, cerca de 230 milhões de euros. O plano representa também a criação de 200 postos de trabalho diretos e cerca de 1400 indiretos. A empresa espera ainda produzir cerca de 8 mil barris de petróleo bruto destinado, após tratamento, a gás e/ou petróleo, segundo adiantou o CEO da Mohave Joseph Ash.

   O anúncio foi feito à margem da visita do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira e do secretário de Estado da Energia Artur Trindade ao local onde irão realizar-se os trabalhos de exploração e perfuração da Mohave, na Quinta do Telheiro, em Alcobaça. Antes da deslocação ao local, a comitiva visitou o Parque de Negócios de Alcobaça, onde esteve presente uma exposição representativa de algumas das principais empresas do concelho, e onde se assinou o protocolo de aquisição de 50% de uma das concessões da Mohave em Portugal, pela Galp Energia.
 
   A Mohave Oil & Gas Corporation começou esta semana os trabalhos de perfuração, que se estima durarem 50 dias, esperando atingir uma profundidade que deverá chegar aos 4 mil metros. A Mohave, a operar em Portugal há vários anos, já investiu no nosso país 127 milhões de euros, dos quais cerca de 48 milhões em 2011, e irá investir cerca de 230 milhões de euros no âmbito deste plano de desenvolvimento, ao longo dos próximos 5 anos.

  
Carla Moreira (Arfai-IGM), Paulo Inácio, Artur Trindade
e Álvaro Santos Pereira
 Na ocasião, Álvaro Santos Pereira referiu que o Governo aprovou recentemente em Conselho de Ministro “uma Estratégia Nacional para os Recursos Geológicos, em que pela primeira vez em 30 anos são estabelecidas as linhas orientadoras e estratégicas para este sector, adaptando-o finalmente ao século XXI”, e passando a vê-la como “uma fonte potencial de captação de investimento, de criação de emprego e de receita para o Estado.”

   Além dos dividendos a criar para o Estado, a indústria dos hidrocarbonetos pode ser uma “alavanca do desenvolvimento regional”, onde “os recursos têm de ser explorados onde existem, trazendo consigo uma melhoria da qualidade de vida das populações locais”, salientou Álvaro Santos Pereira.

    Joseph Ash, CEO da Mohave Oil & Gas Corporation, reforçou o entusiasmo da empresa em começar os trabalhos em Alcobaça, garantindo que “a economia local irá sentir os efeitos da nossa estada aqui”, já que a empresa irá investir “nos próximos 5 anos, 230 milhões de euros em Portugal” e “criar 200 postos de trabalho diretos e cerca de 1400 indiretos”. Recorde-se que a Mohave Oil & Gas Corporation tem em Portugal 5 concessões que se estendem desde Torres Vedras até à Figueira da Foz. O responsável adiantou também, que segundo estudos que a empresa já dispõe, a estimativa de produção de hidrocarbonetos será de cerca de “8 mil barris diários de petróleo bruto”, destinados a petróleo e/ou gás.

   Por seu turno, Paulo Inácio, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, congratulou-se pelo investimento que a Mohave Oil & Gas Corporation está a fazer no concelho, e apelou ao ministro da Economia para que o Governo estude e aprove legislação que permita aos municípios receberam contrapartidas pela exploração de hidrocarbonetos nos seus concelhos.

  
Visita à plataforma da Mohave
  Após a visita à plataforma de perfuração da Mohave Oil & Gas Corporation, Álvaro Santos Pereira destacou em declarações aos jornalistas que “pela primeira vez temos um plano geral de trabalhos de desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos, apresentado por uma empresa em Portugal” e que estarmos “a falar também em cerca de 230 milhões de euros que serão investidos em Portugal, que terão um impacto muito assinalável para a economia local e nacional."

   O ministro considera que “este investimento dá indícios bastante animadores de que haverá petróleo em Portugal” e é “um sinal de confiança nos nossos recursos naturais”, lembrando que “nós precisamos de aproveitar da melhor forma a exploração dos nossos recursos naturais e é isso que vamos fazer”.

   Em resposta ao pedido efetuado por Paulo Inácio relativamente às contrapartidas para os municípios, Álvaro Santos Pereira referiu que “no âmbito dos recursos geológicos, o desenvolvimento regional e as comunidades locais são fundamentais, porque não se pode fazer investimento sem as comunidades locais”, pelo que “obviamente que isso será uma questão a tratar pelo Estado".

   Mónica Alexandre
04-09-2012
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