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Edição Nº 116 Director: Mário Lopes Quarta, 16 de Junho de 2010
Carta Aberta
Pela Defesa da Mata e do Parque das Caldas da Rainha Património Secular do Termalismo e do Hospital Termal
    Caldas da Rainha possui, ainda hoje, o maior espaço verde em centro urbano histórico de todas as cidades portuguesas, e deve-o à secular actividade do Termalismo e da Administração Central do Estado Português.

   A partir do final do século XV, Caldas da Rainha formou-se em torno do seu complexo hospitalar, e a reserva por parte do Hospital de terrenos arborizados ou destinados ao cultivo de vinha e de produtos horto-frutícolas bloqueou, desde logo, o crescimento urbano nessas direcções.

   No século XVIII, a “refundação” deste Hospital, através das obras promovidas pelo rei D. João V, manteve as áreas verdes de enquadramento e protecção dos recursos aquíferos termais, acção consequente e reforçada no final do século XIX, quando a Administração Hospitalar, com o financiamento do Governo, fez do Passeio da Copa um grande Parque, implantado numa faixa de terreno do Hospital.

   Desde esse período, a Mata e o Parque têm sido os principais espaços da ritualização dos aquistas das termas, incluindo neles os antigos e mais recentes edifícios complementares à prática termal e fundamentais para construir um cenário capaz de proporcionar o estado de repouso, convivência e diversão. Estas duas grandes áreas verdes do Termalismo local e da Cidade são lugares onde o aquista estabelece o contacto com a Natureza, o lazer, o silêncio e a celebração, após o seu contacto íntimo com as águas. Mas, também, a Mata e o Parque sempre foram de entrada franca, permitindo a sua apropriação pelos usos urbanos e pela população em geral.

   Estas características fazem deste conjunto um exemplo importante no contexto das cidades termais europeias e singular pelas suas características históricas associadas ao particularismo da História do seu Hospital Termal, fundado em 1485, o primeiro e mais antigo do mundo, no qual, desde sempre, o Governo do País soube manter como seu todo este Património.

   Mesmo considerando a futura participação da iniciativa privada na reabilitação e gestão de parte do restante património construído para efeitos de regeneração do Termalismo local, os subscritores desta Carta Aberta solicitam ao Ministério da Saúde que este Património não seja desagregado, mantendo a Mata Rainha D. Leonor, o Parque D. Carlos I e o Hospital Termal como unidade funcional, estética e simbólica, sob uma mesma gestão.

   Separar a Mata e o Parque das Caldas do Hospital Termal é destruir um trajecto de mais de cinco séculos de História, é pôr em risco uma área vital, a ser protegida e valorizada necessariamente numa lógica de integração multidisciplinar, como zona de lazer e de saúde e local diversificado de convívio.

   Junho de 2010

SUBSCRITORES
01 Jorge Mangorrinha Investigador em Termalismo - Lisboa e Caldas da Rainha
02 António Eloy Especialista em Ambiente - Lisboa
03 Arnaldo Rocha Engenheiro Químico / Administrador - Caldas da Rainha
04 Eugénio Sequeira Engenheiro Agrónomo / Presidente da Assembleia Geral da Liga para a Protecção da Natureza - Lisboa
05 Fernando Catarino Biólogo / Professor Catedrático Jubilado / Ex-Director do Jardim Botânico de Lisboa - Lisboa
06 Helena Gonçalves Pinto Historiadora / Investigadora em Arquitecturas da Saúde -Lisboa e Caldas da Rainha
07 João Caldeira Cabral Engenheiro Agrónomo / Professor Universitário - Lisboa
08 José Charters Monteiro Arquitecto - Lisboa
09 José Sancho Silva Especialista em Turismo / Professor Universitário - Lisboa
10 Madalena Braz Teixeira Museóloga - Lisboa
11 Maria Helena Portugal Empresária / Professora Aposentada - Caldas da Rainha
12 Nuno Valadas Juiz Desembargador / Presidente da Assembleia Magna do Conselho da Cidade (Caldas da Rainha) - Caldas da Rainha
13 Paulo Aguiar Designer / Empresário - Caldas da Rainha
14 Paulo Ferreira Borges Escritor - Caldas da Rainha
15 Victor Valente dos Santos Coronel de Infantaria Aposentado - Caldas da Rainha
16-06-2010
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Comentários

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Comentário de penteacrinus penichensis
25-06-2010 às 15:44
Ou se conserva devidamente o parque e a mata, sem mais mutilações e atropelos, em nome de um pseudo-desenvolvimento à chico-esperto ou se muda o nome à cidade e se lhe retira o "Caldas", porque sem a mata devidamente preservada acabam-se as termas. Os políticos não vêm isso ?
Comentário de Carlos Alberto de Sá e Silva
21-06-2010 às 22:28
O parque D.Carlos I e o Hospital Termal são um todo harmonioso que urge preservar por respeito a um passado e presente e para os garantir no futuro. Quem nos garante que um cisão não acarrete a extinção desse espaço de lazer ambiental, o único da cidade e dos mais valorosos do país? Com os interesses do capitalismo selvagem cada vez mais atiçados, o seu futuro correría sérios riscos, tendo cada um de nós muito a perder.
Comentário de jose marques
16-06-2010 às 20:48
Só há duas alternativas: ou construímos o futuro, ou o comprometemos. O passado não se gere, o presente também não, resta-nos gerir o futuro. A nossa nobre atitude de cidadania implica honrar o passado, respeitar o presente e construir o futuro. Assim, venho felicitar os subscritores desta carta aberta por esta atitude de activismo solidário, a favor da defesa de um património que nos foi legado pelas gerações passadas. Não temos o direito a deixar degradar esta área verde, orgulho dos Caldenses, que devem fruir destes espaços, com prazer e liberdade. Perspectivar outras utilizações revela uma falta de respeito pela nossa história colectiva e respectiva herança. É proibido errar mais! Temos de estar atentos e activos na defesa desta dádiva dos homens e da natureza Para mal já basta assim!
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