Google
Mantenha-se actualizado.
Subscreva a nossa RSS
Twitter Tinta Fresca
O peso excessivo das mochilas escolares é um problema grave para as crianças?
Sim
Não sei / talvez
Não
Edição Nº 196 Director: Mário Lopes Sexta, 3 de Fevereiro de 2017
Opinião
As pedras não nos traem
  
                    Jorge Mangorrinha
A propósito da coordenação das Comemorações do Centenário da Mina do Espadanal, tarefa que exerci até ao momento essencial em que se definiram os documentos entre a Câmara Municipal de Rio Maior e a EICEL1920, pretendo deixar este testemunho, porque terminadas que estão as Comemorações e devendo fazer o meu sublinhado em relação à sensibilidade, confiança e probidade com que a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Dra. Isaura Morais, colocou no processo negocial que os dois liderámos e que, pessoalmente, sempre acreditei e no qual usei independência de pensamento e de actuação, quando acreditava que o associativismo teria uma marca de participação colectiva livre e sem constrangimentos. Numa terra que me é alheia por nascimento ou residência, tive em relação ao seu património mineiro um olhar com interesse cultural.

   O património incorpora bens de todos, de todos, sem excepção. Não é, portanto, apenas pertença de uns, porque têm a posse administrativa, ou de outros, porque dele têm um conhecimento histórico e técnico profundo. Por esta ordem de razões, o património é um pretexto de convergência, porque esta favorece a essência de representação do mesmo.

   O património apenas o é quando, em cada geração, signifique história, cultura, identidade, alma e economia. E há nele o espírito do lugar em que se insere e uma significância universal se lhe for proporcionado integrar as redes internacionais. Daí que um bem patrimonial alarga a sua pertença até quando cada geração quiser e ela veja nele uma parte importante das heranças que recebe e transmite. Presentemente, o que está em causa no património é a sua defesa e, por causa dele, o estabelecimento de relações estruturais e estratégicas, mutuamente vantajosas e ditadas pelo interesse público. Mas é claro que essas relações devem assentar num compromisso sólido, o que não se compadece com táticas de cariz pessoal ou corporativista. Muitas vezes o que tolda mesmo alguns processos é um problema de pertença, não apenas administrativa, mas uma certa pertença moral. Não há pior do que se considerar que as pedras são nossas, se por alguma circunstância elas nos deram ou podem dar proveito.

   As pedras, como imagem metafórica do património, são genuínas e merecem que as tratemos bem, mesmo que isso nos traga custos pessoais. Eu confio nas pedras.

   As pedras não nos traem.

   Jorge Mangorrinha


   Lisboa, Fevereiro de 2017
03-02-2017
« Voltar

Comentários

Nome:*
Email:*
Comentário:*

* Obrigatório
Ao comentar aceita automaticamente a
política de utilização deste portal.
Para que o seu comentário seja válido deve preencher todos os campos acima indicados como obrigatórios. O email é usado apenas para efeitos de verificação e não será exibido com o comentário. Os comentários deste portal são moderados, pelo que são sujeitos a verificação antes de serem publicados. Não serão aceites comentários de carácter insultuoso, discriminatório, racista ou spam.
Pesquisar
Ed. Anteriores
Contactos
Newsletter
 
Cartas ao Director
Blogue Tinta Fresca
Blogues
Sítios Úteis
 
EDITORIAL
Obama,the troubleshouter. Trump, the troublemaker
Mário Lopes
OPINIÃO
Alzheimer e outras demências: como lidar com as alterações cognitivas e comportamentais
Drª Margarida Rebolo
"Um Oeste para Jovens?"
Gonçalo Silva
As pedras não nos traem
Jorge Mangorrinha
 

Projecto Co-Financiado por  Promotor  Desenvolvimento
Acessibilidade [Alt + D seguido de ENTER] D  POS_Conhecimento
FEDER União Europeia
FEDER
Associa��o de Munic�pios do Oeste Makewise - Engenharia de Sistemas de Informa��o