Google
Mantenha-se actualizado.
Subscreva a nossa RSS
Twitter Tinta Fresca
Qual é a melhor solução para o Oeste Norte?
Ampliação do Hospital das Caldas
Construção de novo hospital
Manter apenas os actuais hospitais
Outra solução
Edição Nº 85 Director: Mário Lopes Sexta, 2 de Novembro de 2007
Linhas vão ter estação comum em Leiria
Modernização da Linha do Oeste pode ser contrapartida à passagem do TGV

     


A modernização da Linha do Oeste é
uma reivindicação dos autarcas da região

A RAVE defende que a polémica passagem do TGV pela região poderá facilitar uma eventual modernização da linha do Oeste. Para já, assegura uma estação comum em Leiria e apresenta uma perspectiva optimista da passagem da linha do TGV no concelho de Alcobaça. No seu sítio na Internet, a RAVE prevê o atravessamento do Vale do Mogo e respectiva área de protecção do Carvalhal em viaduto e a não afectação da casa do Monge Lagareiro e da Ermida de S. João Baptista. Quanto ao atravessamento da Área de Localização Empresarial da Benedita, a RAVE garante que “implica a expropriação de uma parcela muito reduzida de terreno”, sendo, por isso, articulável com o plano da zona industrial.

     Barroso e Aznar põem TGV em movimento

      A administração da Rede de Alta Velocidade (RAVE) justifica a opção pela linha de alta velocidade entre Lisboa e o Porto com decisões políticas tomadas pelos governos de Durão Barroso - na Cimeira Ibérica de Novembro de 2003 e na Resolução de Conselho de Ministros de 9 de Junho de 2004 - e de José Sócrates, através das apresentações públicas promovidas pelo Ministério das Obras Públicas em Dezembro de 2005 e pela RAVE em Junho de 2007.

      Além disso, adianta que os Estudos de Viabilidade Técnica da ligação Lisboa-Porto, iniciados em 2002, conjuntamente com os anteriores, permitiram determinar a velocidade de projecto (300 km/hora), o tipo de tráfego (exclusivo de passageiros), o tempo de percurso (1h15m na ligação directa entre Lisboa e Porto) e as estações intermédias a considerar (Leiria, Coimbra e Aveiro).

Estação em Leiria inviabiliza passagem do TGV a este das Serras d’Aire e Candeeiros

      A RAVE explica que as opções de linha a nascente e a poente das Serras de Aire e Candeeiros existiam para viabilizar estações intermédias do TGV no Entroncamento / Tomar ou em Leiria, respectivamente. Assim, RAVE argumenta que os corredores a nascente foram abandonados após a decisão de servir Leiria com uma estação, uma vez que as duas situações não são compatíveis.

      Na base da decisão esteve o facto de ser na zona mais litoral que se encontra a maior densidade populacional, e consequentemente a necessidade de uma maior oferta à população, e onde se assiste a maior dinamismo do sector económico. Sendo que, por outro lado, a zona central, a este das Serras d’Aire e Candeeiros, já é servida com a Linha do Norte, onde se espera uma melhor qualidade e fiabilidade do serviço ferroviário, com a transferência das viagens de passageiros de longo curso para a Alta Velocidade.

TGV versus Linha do Norte congestionada

      A RAVE justifica a criação de um serviço de Alta Velocidade entre Lisboa e o Porto, em detrimento da melhoria da Linha do Norte, porque esta “apresenta já, em vários locais, um elevado grau de congestionamento. A exploração simultânea de tráfego de longo curso, regional e suburbano, juntamente com o transporte de mercadorias (tráfegos com velocidades distintas), conduz a  uma qualidade de serviço incompatível com a promoção do transporte ferroviário.”

      Ou seja, “as alterações a efectuar à Linha do Norte que poderiam efectivamente resolver estes problemas, passavam pela construção de grandes variantes que apresentam custos com ordens de grandeza semelhantes aos da Alta Velocidade, permanecendo sempre condicionalismos ao aumento da sua capacidade e à sua exploração, resultantes da existência de tráfegos com velocidades distintas.”

      A RAVE sustenta que “o simples “alargamento” da Linha do Norte não é suficiente uma vez que o traçado apresenta curvas sinuosas onde não é praticável velocidade elevada, acrescendo ainda, não só a dificuldade associada ao elevado índice de ocupação urbana e industrial que se tem desenvolvido junto da mesma, mas também às dificílimas condições de execução de obra decorrentes de terem de ser efectuadas com a Linha do Norte em exploração.”

      Pelo contrário, “com a transferência do tráfego de passageiros de longo curso para a Alta Velocidade, a Linha do Norte passará a oferecer uma melhor qualidade e fiabilidade do serviço no tráfego ferroviário regional, suburbano e de mercadorias.”

A Linha do Oeste e o TGV

      Quanto à eventual ligação entre a linha de alta velocidade e a linha do Oeste, a RAVE revela que “a nova ligação de alta velocidade tem já assegurada a viabilidade da articulação com a Linha do Oeste, numa nova Estação em Leiria, cuja execução é mais favorável se a opção de traçado que vier a ser aprovada em sede de avaliação ambiental corresponder à “solução poente”.

      A RAVE garante que a execução da ligação à linha do Oeste será contemporânea à construção da infra-estrutura de alta velocidade, mas admite que a revitalização da Linha do Oeste é apenas uma hipótese, apesar de deixar no ar a ideia de que o TGV constituirá “um forte apoio à modernização da Linha do Oeste.”

O TGV e a A1

      A hipótese da Linha de Alta Velocidade acompanhar a Auto-Estrada do Norte no atravessamento das Serras d’Aire e Candeeiros é descartado pela RAVE devido às
características do traçado, uma vez que “a linha de Alta Velocidade é projectada para 300 Km/h, com raios superiores a 5000 m e inclinações inferiores a 2,5%, enquanto o dimensionamento das auto-estradas se faz para uma velocidade de 120 Km/h, com valores, para os raios mínimos e para as inclinações máximas, da ordem dos 700m e 6%, respectivamente.”

      Por outro lado, a RAVE defende que a travessia em túnel das Serras d’Aire e Candeeiros não é viável devido aos elevados custos e exigentes requisitos de segurança ferroviária, nomeadamente, devido às características geológicas únicas do maciço cársico e à existência de uma das maiores reservas de água subterrânea da Península Ibérica.
 
      No corredor considerado ambientalmente mais favorável, no entendimento da RAVE, entre Alenquer e Pombal, com cerca de 110 km de extensão, e numa largura de 400 m foram identificadas 635 edificações. Numa faixa de 40 m para cada lado do eixo, onde se admite que possam vir a ocorrer afectações, detectaram-se 129 edificações de vários tipos, desde casas de habitação a simples arrecadações. Destas edificações, estima-se que 60% possam corresponder a afectações directas que impliquem demolições.

RAVE minimiza impactes do TGV no concelho de Alcobaça

      A RAVE admite que o sistema do Vale do Mogo, zona de interesse ecológico concelhio, inclui, dentro da sua vasta área, entre outros valores de património natural, as manchas de Carvalhal de Aljubarrota, o Vale da Ribeira do Mogo e o Campo de Dolinas e que, na mesma área, existem zonas urbanas, nomeadamente Carrascal e Casal do Rei, entre outras, e algumas explorações de inertes. O traçado que a RAVE considera ambientalmente mais favorável, atravessa esta área, em cerca de 6 km, e as soluções previstas permitem atravessar o Vale do Mogo e respectiva área de protecção do Carvalhal em viaduto.

      No que se refere ao campo de Dolinas de Casal do Rei e Lagoa do Vale do Cão, não se prevê nenhuma afectação directa para as que se encontram identificadas e cartografadas no âmbito do Estudo de Impacte Ambiental, prevendo-se que “a permeabilidade prevista para a infra-estrutura da linha de Alta Velocidade, quer para a população quer para a fauna, e a integração paisagística programada permitem mitigar significativamente os impactes expectáveis.

      Em termos do impacte dos traçados de alta velocidade no património cultural - casas do Monge Lagareiro, Ermida de São João Baptista, manchas de ocupação pré-histórica e grutas de ocupação pré-histórica – a RAVE defende que o património cultural nos corredores em estudo foi cuidadosamente inventariado e identificado antes da definição dos traçados, de forma a evitar a sua afectação. No caso particular das casas do Monge Lagareiro e da Ermida de S. João Baptista não se prevê qualquer afectação.

      Quanto às manchas e grutas de ocupação pré-histórica que se situam no Vale do Mogo, serão transpostas numa área próxima e em viaduto. Estas zonas foram identificadas e serão objecto de uma caracterização detalhada em fase de projecto de execução, de forma a assegurar que o viaduto não as afecte.

      Relativamente ao impacte dos traçados de alta velocidade na actividade económica, designadamente, na exploração de inertes nas pedreiras de Prazeres e São Vicente de Aljubarrota, no areeiro de Alpedriz e no barreiro da Senhora da Luz, na zona de exploração de petróleo e gás natural de Aljubarrota e nas explorações agro-pecuárias,
não se prevê a sua afectação. “No traçado considerado ambientalmente mais favorável pela RAVE, não é afectada nenhuma das pedreiras referidas. Nesta alternativa, prevê-se a afectação de duas explorações de inertes: na Ribeira do Grou (nº 6231) e na zona de expansão da Pedreira do Vale da Pedreira em Rio Maior (nº 4652).“

      Quanto às explorações agro-pecuárias, para o traçado que a RAVE considera ambientalmente mais favorável, prevê-se que sejam afectadas três explorações agro-pecuárias, uma na Barosa e duas em Regueira de Pontes, sendo que uma apenas parcialmente.

      A RAVE não prevê também a afectação da futura área de exploração de Localização Empresarial da Benedita, da Escola Básica 1 dos Covões ou da Capela da Moita do Poço. “A actividade industrial da futura área de Localização Empresarial da Benedita é, no entender da RAVE, compatível com a existência da linha de Alta Velocidade. O traçado proposto implica a expropriação de uma parcela muito reduzida de terreno desta área, podendo a solução construtiva da linha de alta velocidade ser articulada com o plano da zona industrial, de modo a não comprometer a sua actividade”, argumenta a REFER.

      Por sua vez, “a Capela da Moita do Poço e a Escola Básica 1 dos Covões não sofrem afectação directa, na solução que a RAVE entende como ambientalmente mais favorável. Em concreto: a capela fica situada a cerca de 100m desta alternativa e a Escola também não é afectada directamente, dado situar-se a 40m do eixo do traçado. No caso do seu uso poder estar comprometido será assegurada a sua relocalização.”

      Mais informações em www.rave.pt

02-11-2007
« Voltar

Comentários

Nome:*
Email:*
Comentário:*

* Obrigatório
Ao comentar aceita automaticamente a
política de utilização deste portal.
Para que o seu comentário seja válido deve preencher todos os campos acima indicados como obrigatórios. O email é usado apenas para efeitos de verificação e não será exibido com o comentário. Os comentários deste portal são moderados, pelo que são sujeitos a verificação antes de serem publicados. Não serão aceites comentários de carácter insultuoso, discriminatório, racista ou spam.
Pesquisar
Ed. Anteriores
Contactos
Newsletter
 
Cartas ao Director
Blogue Tinta Fresca
Blogues
Sítios Úteis
 
EDITORIAL
História de uma vítima anunciada
Mário Lopes
OPINIÃO
A importância do Latim
Luís Reis
A alternativa do Diabo
João Paulo Pedrosa
A cena triste do Rosa
Rosalina Melro
Homenagem a Adriano Correia de Oliveira
Henrique Tigo


 

Projecto Co-Financiado por  Promotor  Desenvolvimento
Acessibilidade [Alt + D seguido de ENTER] D  POS_Conhecimento
FEDER União Europeia
FEDER
Associa��o de Munic�pios do Oeste Makewise - Engenharia de Sistemas de Informa��o