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Edição Nº 141 Director: Mário Lopes Terça, 17 de Julho de 2012
Rui Rasquilho
O Congresso: apontamentos
      


Rui Rasquilho

Já passou um mês sobre a realização do Congresso relativo ao Passado Presente e Futuro da Ordem de Cister. A Cidade de Alcobaça, vila mãe de Cister, acolheu centena e meia de cidadãos interessados em analisar temas tão diversos quanto a espiritualidade, a economia, a agropecuária, a história e a arquitetura da Ordem mais importante que se constitui na Europa em 1093 e ainda existe em inúmeros países do mundo. 

   Quando as atas saírem, na primavera do próximo ano, poderá avaliar-se com precisão a qualidade científica das comunicações e os importantes contributos das inúmeras individualidades que as proferiram. 

   Universidades de vários países e mosteiros espanhóis deram o contributo maior. Investigadores, professores, monges cistercienses e de outras ordens, arquitetos, arqueólogos, agrónomos, especialistas em manuscritos, medievalistas, enfim um mundo de estudiosos de todas as vertentes da Ordem de Cister trabalhou em Alcobaça durante três dias. 

   A abertura na tarde do dia 14 na Sala do Capítulo teve para além da qualidade das mensagens e intervenções a imagem de um abade da Ordem a falar, virada a Poente, sobre o futuro dos cistercienses, para duas centenas de pessoas gratas por ouvirem uma voz moderna falar da Ordem nos dias que correm, da sua história contemporânea e do seu amanhã. 

   Para Alcobaça, este congresso foi um meio de promoção de uma cidade que deixou fechar o Armazém das Artes mas que só sobrevivera da mediania através da Cultura. 

   O município apoiou integralmente o congresso, uma empresa privada de Leiria, a Jorlis, patrocina as atas. 

   Poder local e sociedade civil regional de mãos dadas. As associações, AMA, Portuguesa de Cister, ICOMOS (Unesco) organizaram o evento. 30 anos depois de um grande congresso de salvaguarda do património e alguns anos depois de encontros cistercienses mais pequenos que vão mantendo a chama com vida. 

   Quanto ao futuro, ninguém compreende o arrastar do concurso para o hotel de charme, dir-se-ia que o Governo menospreza o município, ignora milhares de assinaturas, deseja que a crise que não logra resolver “imponha” um concurso sem propostas. E não é só. A cultura, o turismo, e as finanças são culpadas também nesta vergonha. 

   A Ordem de Cister saiu em 1833, o museu é pedido desde o final do século XIX, o teto da Sala da Biblioteca começou a cair em 1902. O Centro de Estudos Medievais foi criado no papel vai para 30 anos. O Museu do Vinho, que poderia ter ligação aos Coutos, está como se sabe. Ou não se sabe. 

   Tudo isto irrita porque é a face prática microeconómica de uma região que, apesar dos encontros científicos, se afunda ingloriamente no meio dos pequenos poderes e da falta de competência consequente. 

   Rui Rasquilho
17-07-2012
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