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Edição Nº 20 Director: Mário Lopes Quinta, 20 de Abril de 2006
Marrazes Leiria
Museu Escolar celebra aniversário e projecta abertura de um centro cultural

 Ana Brito, Alda Mourão moderadora-
e António Gomes Ferreira

O Museu Escolar de Marrazes festejou no dia 15 de Junho o seu quinto aniversário. A cerimónia decorreu no salão social da Junta de Freguesia de Marrazes e para assinalar o dia foram proferidas duas conferências pelo Professor Dr. António Alves Ferreira e pela Mestre Ana Parracho Brito.

"Rever a escola e perspectivar condições de formação para o futuro", assim se intitulava a primeira conferência que permitiu aos presentes lançar um olhar analítico sobre a escola na actualidade e perspectivar o futuro no âmbito do quadro envolvente da sociedade portuguesa. António Gomes Ferreira, pela sua larga experiência enquanto agente educativo, foi convidado pelo Museu Escolar a debater o tema, com o inevitável interesse manifestado por uma assistência constituída maioritariamente por professores e educadores.

Licenciado em História pela Faculdade de Letras e doutorado em Ciências da Educação pela Universidade de Coimbra, trabalha actualmente na Faculdade de Psicologia, para além de desempenhar funções de coordenação do grupo de História e Sociologia da Educação no Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX.

 Sessão comemorativa do aniversário do Museu

António Gomes Ferreira escreveu ainda vários artigos para Revistas da especialidade, entre as quais a Revista Portuguesa de Pedagogia e a Revista Portuguesa de Ciências do Desporto. O seu currículo conta ainda com várias publicações, tendo editado recentemente "Gerar, Criar, Educar. A criança no Portugal do Antigo Regime".

Sofia Carreira, museóloga no Museu Escolar, esclarece que com a realização destas conferências o Museu pretende aproximar-se da comunidade local e incentivar a sua participação. Todas as iniciativas encetadas pelo museu têm tido como público alvo as crianças em idade escolar e a opção pela realização destas conferências, pretende atrair o público em geral.

A segunda conferência proferida por Ana Parracho Brito, foi subordinada ao tema "O liceu Rodrigues Lobo em Leiria: momentos da sua história". Natural de Vieira de Leiria, onde reside, Ana Brito lecciona na Escola Secundária Pinhal do Rei e no Instituto Superior de Humanidades e Tecnologias.

O público presente na sessão 

Licenciada em História possui uma especialização em Psicologia da Educação e um mestrado em Ciências da Educação. Preside ao conselho pedagógico do Instituto Superior de Humanidades e, paralela-mente à sua actividade como educadora, tem desenvolvido investigação no âmbito do projecto Liceus de Portugal, tendo a seu cargo a elaboração da monografia do Liceu de Leiria. Foi na qualidade de investigadora e educadora que foi convidada a discursar sobre o percurso histórico do Liceu Rodrigues Lobo.

Estas conferências colocaram especial ênfase nas actuais condições de ensino em Portugal, no papel do professor na construção e preservação da identidade e no papel da escola enquanto instituição histórica. Na cerimónia estiveram presentes cerca de cinquenta convidados, entre os quais o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Leiria, Vitor Lourenço, o presidente da Junta de Freguesia de Marrazes, António Ferrinho, o presidente da Assembleia Freguesia, José Manuel Verdasca e a deputada Isabel Gonçalves, ex-vereadora da Câmara Municipal de Leiria, entre outros.

A história do Museu Escolar

Sala de aula tradicional de ensino primário 

O Museu Escolar nasceu de um projecto pedagógico encetado por professores da Escola Primária de Marrazes no ano de 1992, cujo objectivo inicial era o de realizar uma exposição. intitulada " A escola através dos tempos". Contou não só com a participação dos alunos e dos pais, mas também da população em geral. Foi o sucesso da iniciativa que determinou o prolongamento da referida exposição até ao final do ano lectivo de 94 /95. Por exigências decorrentes da realização de obras no edifício que albergava este espólio, procedeu-se nesse ano ao seu encerramento.

Dadas as circunstâncias, tornou-se impreterível encontrar um espaço que pudesse albergar este espólio e permitir o seu conhecimento por parte do público em geral, tarefa que se tornava difícil dada a dimensão considerável que o espólio ia adquirindo. A Junta de Freguesia de Marrazes decidiu então apadrinhar o projecto, cedendo um edifício para a sua instalação e assumindo a responsabilidade de conservação e preservação do material. Em 1997, o Museu Escolar é então inaugurado oficialmente.

 Sala do Museu Escolar dos Marrazes

Cinco anos passados, o museu mantém uma actividade regular e apresenta já um conjunto de projectos ambiciosos a desenvolver a curto prazo, como seja a criação de um serviço educativo e a construção de um novo edifício de dimensão considerável, a funcionar como centro cultural em terreno anexo ao actual edifício. O museu prepara já a apresentação pública do projecto arquitectónico e possui neste momento três investigadores a trabalhar no projecto museológico. O financiamento do novo espaço será assegurado pela autarquia e pela Rede Portuguesa de Museus.

A exposição estende-se ao longo de oito salas, onde podemos observar desde objectos produzidos nas aulas de trabalhos manuais (artesanato e carpintaria), passando pela reprodução das salas de aula em pleno Salazarismo, até à invocação do espaço de recreio com brinquedos tradicionais. O museu alberga ainda um espaço para exposições temporárias.

Objectos usados nas escolas pri-márias há algumas décadas atrás 

Para além da mostra expositiva, existem ainda, em reserva, livros e documentos de instrução primária que enriquecem o valioso espólio do museu, mas que a dimensão do espaço não permite o usufruto público, o que certamente será resolvido com a construção do novo edifício, cuja apresentação pública será agendada para breve.

Situado no largo da feira, em terreno contíguo às instalações da Junta de Freguesia de Marrazes, o Museu Escolar pode ser visitado das 9 h às 12h30 e das 14 h às 17h 30, nos dias úteis, e das 14 h às 17 h, aos fins-de-semana.

Dora Santos

20-04-2006
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