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| António Delgado e Adelino Granja encabeçam listas do BE à Câmara e Assembleia Municipal |
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 Heitor de Sousa, António Delgado e Adelino Granja O Bloco de Esquerda apresentou no dia 29 de maio, na Taverna "O Capador", em frente ao Mosteiro de Alcobaça, António Delgado, como cabeça de lista à Câmara Municipal de Alcobaça e Adelino Granja, como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Alcobaça, para as próximas eleições autárquicas de 1 de outubro. Na apresentação estiveram, além dos candidatos, Heitor de Sousa, deputado do BE eleito por Leiria e Maria Manuela, coordenadora do Bloco de Esquerda. Segundo António delgado, a sua candidatura “assentará em três pontos fortes: Coesão Social, Economia e Cultura”.
Na ocasião, Heitor de Sousa referiu que o Bloco abriu “as suas candidaturas a pessoas que estejam de acordo connosco, embora não sejam aderentes do partido, mas que estejam dispostas como independentes a fazer um percurso comum com o partido a nível local”. Assim, “iremos construir listas de pessoas de fora do partido por forma a reforçar a nossa presença a nível das freguesias”. Segundo o deputado, “será uma candidatura mais alargada, mais abrangente que em 2013 e será mais bem sucedida porque vamos conseguir ter eleitos em todos os territórios em que nos apresentaremos.”
Por seu turno, Adelino Granja iniciou a sua apresentação referindo que escolheram este local para apresentar a candidatura uma vez que “o BE foi a única força política, para além da ACSIA-Associação Comercial de Serviços e Industrial da Alcobaça, que encetou uma série de ações com vista ao embargo das obras de alteração da área envolvente ao Mosteiro. Recolhemos milhares de assinaturas para se impulsionar um referendo junto da Assembleia Municipal, o que foi impossível de concretizar devido à maioria absoluta deste órgão deliberativo, que estava amarrado à decisão do Executivo de então”.
O candidato à Assembleia Municipal de Alcobaça salientou que a vsuav candidatura escolheu este local “porque mantemos o apoio solidário para com os comerciantes, que com as obras nesta área envolventes ao Mosteiro viram os seus direitos adquiridos há décadas completamente destruídos, levando ao encerramento de estabelecimentos e à queda abrupta das suas receitas.
Segundo o advogado, o BE pretende, com estas candidaturas, “voltar a ocupar um lugar, o qual, devido a circunstâncias muito peculiares das últimas eleições, ficou vago e sem a voz de um eleito pelas nossas listas”, salientando que os “cidadãos ainda não tiveram resposta aos casos mais fraturantes e dispendiosos que lhes foram impostos pelos executivos anteriores”, como por exemplo a aquisição do terreno da Quinta da Cela.
Adelino Granja acredita que “o BE, a nível nacional, com o impulso de novas formas de exercer as suas políticas, que lhes foram confiadas pelos eleitores, com registos de dados positivos para a vida dos cidadãos, terá, certamente, reflexos a nível local” e “é com essa convicção que os candidatos do BE às próximas eleições autárquicas aspiram a que entrem novos rostos com novos métodos de intervenção, nos vários órgãos a que nos candidatamos”.
Já António Delgado referiu que “a gestão de um concelho faz-se em todos os campos com ideias simples e claras onde os seus cidadãos se revejam com plena consciência e onde as políticas de inclusão dos mais desprotegidos, a transparência nas decisões e o espaço para a cultura sejam determinantes e salutares para a vida no concelho e seus munícipes” pelo que a sua candidatura se estrutura em três pontos fortes: “coesão social, economia e cultura”.
Segundo o candidato à autarquia alcobacense, “as políticas sociais, como o combate à pobreza e à exclusão, o apoio aos desempregados, aos jovens aos idosos e suas famílias, serão o nosso primeiro desígnio”.
O Professor do IPL afirma querer “construir oportunidades para todos sejam de que freguesia forem ou condição, os que nasceram em Alcobaça e os que nos deram o privilégio de escolher o nosso concelho para viver e trabalhar, não podemos tolerar que os cidadãos deste concelho tenham de abandoná-lo para encontrar emprego ou casa, noutros adjacentes, nem os investidores e comerciantes para criar os seus negócios e empresas”.
Relativamente à economia, “queremos apostar em políticas ativas que dotem o concelho com um ambiente atrativo para o investimento e que estimule políticas de emprego e desenvolvimento económico como forte fator de coesão social, sustentado na indústria existente, no comércio, na agricultura e agropecuária, as novas tecnologias e o turismo que o território proporciona. Connosco não haverá investimentos ou negócios espetaculares e ou assente em amiguismos”, afirmou. No que se refere à Cultura, António Delgado salientou que “por saber que a Cultura é um fator de desenvolvimento e por saber que Alcobaça é diferente de todos os outros concelhos adjacentes, será importante dar atenção à sua Cultura, como garante dessa identidade, que projeta a sua imagem e reforça o sentido de pertença e o sentimento de liberdade dos alcobacenses e todos os que compartem connosco o concelho”.
O candidato afirma que o Bloco de Esquerda quer “um concelho autêntico, leal e genuíno, ambicioso e desenvolvido. Queremos um concelho de Alcobaça que, ao mesmo nível e ao mesmo tempo, conjugue tradição com modernidade. Um concelho que saiba manter os seus usos e costumes e que, em simultâneo, sabe arriscar e ousa inovar”.
A finalizar, António Delgado afirmou que o Bloco de Esquerda irá “fazer um concelho inclusivo e solidário. Vamos ter um concelho dinâmico, criativo e criador. Vamos ter um concelho que se orgulha das suas tradições mas que nunca tem medo de se transformar. Vamos ter um concelho que sabe ser cosmopolita sem nunca deixar de ser popular”.
Mónica Alexandre
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| 31-05-2017 |
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