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Edição Nº 238 Director: Mário Lopes Quarta, 18 de Novembro de 2020
VIII Encontro Politécnico de Leiria + Indústria anuncia mudanças nas bolsas para licenciaturas no ano letivo 2020/2021
Politécnico de Leiria, Nerlei e Cefamol apresentam modelo de atribuição de bolsas
  
                   Ana Sargento
O Politécnico de Leiria, a Associação Empresarial da Região de Leiria (NERLEI) e a Associação Nacional da Indústria de Moldes (CEFAMOL) anunciaram o modelo de atribuição de bolsas Politécnico de Leiria + Indústria de empresas da região a estudantes da instituição no ano letivo 2020/2021. O modelo prevê a concretização do programa Mestrados + Inovação, que inclui o apoio financeiro no valor de 3.000 euros a estudantes que desenvolvam investigação aplicada a projetos submetidos pela empresa, o programa de “labelling” e remodelação de quartos nas residências de estudantes, em que as empresas ajudam financeiramente para a criação de melhores condições, bem como as bolsas para licenciatura, este ano atribuídas num formato distinto.

  No VIII Encontro Politécnico de Leiria + Indústria, que decorreu no dia 16 de novembro, em formato de webinar, e que juntou convidados e empresários da região para realçar a ligação já consolidada entre a Academia e a Indústria, a vice-presidente do Politécnico de Leiria, Ana Sargento, revelou o modelo proposto para 2020/2021, onde as bolsas para licenciatura passam a premiar o desempenho académico ao longo do curso, bem como uma estratégia promotora da existência de uma componente de experiência de imersão em contexto empresarial, mantendo-se a distinção das Escolas Secundárias de origem.

  «As motivações para a mudança nas bolsas para licenciatura devem-se ao facto dos parceiros do Politécnico de Leiria + Indústria terem identificado a necessidade de promover uma maior aproximação dos estudantes contemplados com as empresas e ainda o sucesso académico no curso. Além disso, a situação de pandemia forçou a alteração do calendário habitual do programa +Indústria, originando a oportunidade para melhorar o modelo», explicou Ana Sargento.

  Cada empresa pode atribuir uma ou mais bolsas a estudantes de licenciatura, de qualquer curso do Politécnico de Leiria, direcionando a sua oferta para diferentes anos do respetivo plano de estudos. A recolha de manifestações de interesse das empresas decorre até 20 de dezembro de 2020, através do preenchimento de um formulário online, que será divulgado em breve. O anúncio do “pool” total de bolsas angariado das empresas aderentes, por anos letivos e por curso, decorre na primeira semana de janeiro de 2021, estando o apuramento dos estudantes beneficiários das bolsas agendado para o fim da época de avaliação do primeiro semestre.

  No evento online, Rui Pedrosa, presidente do Politécnico de Leiria, salientou que a concretização do protocolo apenas é possível «graças ao envolvimento das associações que permitem esta relação», apontando as três grandes dimensões do protocolo. A primeira passa por colocar de perto a formação dos estudantes com as necessidades do território e do mercado. «O propósito é ajudar a fazer com que o caminho, neste território, seja ainda mais fácil. Queremos aproximar cada vez mais a academia às empresas», afirmou Rui Pedrosa.

   O protocolo visa igualmente reforçar os projetos de investigação e desenvolvimento entre o Politécnico e as empresas da Região, sem esquecer a responsabilidade social. «Este foi um sentido de compromisso assumido em 2013, e que hoje é ainda mais importante. Esta ideia de responsabilidade social, de todos, e das próprias empresas, de apoiarem os estudantes que têm mérito», referiu o presidente, não deixando de abordar o atual contexto da saúde pública. «Este contexto exigente que estamos a atravessar está a ter um impacto grave e complexo na indústria. O facto de hoje estarmos aqui, neste contexto, a reafirmar este protocolo, é também um sinal de compromisso de todos juntos combatermos estas questões que estamos a viver e um sinal forte de esperança», concluiu Rui Pedrosa.

   Por sua vez, o presidente da NERLEI, António Poças, começou por dar uma palavra de apreço às três entidades envolvidas no protocolo “Politécnico de Leiria + Indústria” e às empresas que participam no projeto. «O facto de mantermos este protocolo a funcionar é sinal de que a nossa região é uma região dinâmica empresarialmente, mas também uma região que consegue trabalhar em conjunto. Somos capazes de ter esta dimensão mais solidária, que é uma das características da região de Leiria», defendeu o responsável.

  Dirigindo-se aos estudantes que ingressaram este ano no Politécnico de Leiria, António Poças garantiu haver «um mar de oportunidades nas empresas». «Nós, empresários, acreditamos no conhecimento que estes estudantes podem acrescentar às nossas empresas e, nesse sentido, esperamos por eles e pelo contributo que podem dar à nossa região. Estamos aqui todos para trabalhar em conjunto», sublinhou o presidente da NERLEI.

   João Faustino, presidente da CEFAMOL, relembrou os fatores que, em 2013, motivaram a assinatura do protocolo entre o Politécnico de Leiria, a Associação Empresarial da Região de Leiria e a Associação Nacional da Indústria de Moldes. «No início do protocolo fomos logo muito claros naquilo que queríamos, ou seja, a aproximação das empresas à academia. Tínhamos necessidade de aprofundar o conhecimento dentro das empresas e, com a ajuda da ciência (Politécnico de Leiria), queríamos aprofundar esse conhecimento. Além do mais, pretendíamos dar continuidade a uma intenção de cooperação que gostávamos que os estudantes tivessem com as empresas», referiu João Faustino.

   Num balanço «positivo» dos resultados obtidos pelo protocolo de cooperação ao longo dos últimos sete anos, o presidente da CEFAMOL apontou as atividades que o projeto tem potenciado. «Desde a promoção de estágios, as visitas a empresas, a realização de seminários ou a definição de ações para projetos conjuntos, têm sido várias as atividades desenvolvidas e, nesse sentido, aquilo que temos de fazer é um balanço positivo desta cooperação», salientou.

   No âmbito dos desafios que as indústrias e as empresas enfrentam atualmente, nomeadamente a Indústria 4.0, João Faustino destacou a «mais valia» que os estudantes podem acrescentar ao tecido empresarial. «Hoje em dia as indústrias têm desafios muito grandes pela frente. Têm um conjunto de indicadores que as obriga a fazer mais e melhor em menos tempo. Com o conhecimento que os estudantes e os docentes trazem para as empresas, sem dúvida que podem ser uma mais valia para as empresas se tornarem mais competitivas», defendeu o presidente da CEFAMOL.

   Durante o evento, foram ainda revelados os principais resultados do protocolo “Politécnico de Leiria + Indústria” relativos a 2019/2020. A parceria entre as três entidades resultou, no último ano letivo, na realização de mais de 60 visitas de estudo a empresas e 1.050 estágios, mais de 150 seminários e aulas abertas com oradores das empresas, e 90 projetos de mestrado aplicados a empresas. Ao nível da partilha e valorização do conhecimento, foram desenvolvidos 143 projetos com parceiros da Região, e adjudicados 68 novos contratos de prestação de serviços, no valor de 455 mil euros. No que se refere ao programa de “Bolsas + Indústria”, foram atribuídas um total de 53 bolsas por 39 empresas.

   No âmbito do protocolo de cooperação, o Politécnico de Leiria apresentou também os resultados de um inquérito realizado junto dos estudantes que receberam bolsas nos últimos anos, que salientaram a importância da bolsa para o percurso académico e apontaram alguns dos aspetos a melhorar na concretização e desenvolvimento das atividades que decorrem nas empresas.

   Fonte: Midlandcom
18-11-2020
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