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Edição Nº 66 Director: Mário Lopes Sábado, 29 de Abril de 2006
Santarém
Wagner Tiso, Victor Biglione e Márcio Malard: quando a música é um poema

O trio de "Samba de uma nota só" 

Wagner Tiso apresentou-se no dia 22 de Abril no Teatro Sá da Bandeira acompanhado do guitarrista Victor Biglione e do violoncelista Márcio Malard para uma viagem musical pelos clássicos da canção brasileira. O pianista e maestro começou o concerto com "Por causa de você", de Tom Jobim e Dolores Duran e encerrou com "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso. Perante uma sala cheia, o rigor interpretativo de Wagner Tiso e Márcio Malard foi temperado com o fulgor improvisativo de Victor Biglione, deixando no espectador a melhor das sensações: a de ter vivido um momento único, numa noite em que a música se transformou num poema.

O concerto integrou-se no âmbito das comemorações do 32º aniversário do 25 de Abril, realizadas pela Câmara Municipal de Santarém. Moita Flores, que além da presidência da autarquia, detém o pelouro da Cultura, esteve presente neste concerto, o segundo com um grande nome da música mundial, no espaço de um mês, depois do catalão Pi de La Serra. O autor das séries "A Ferreirinha" e "Pedro e Inês" não esconde a sua intenção de converter Santarém num pólo de atracção cultural a nível regional.

Wagner Tiso

 Wagner Tiso

Compositor, instrumentista e arranjador, o mineiro de Três Pontas, Minas Gerais, começou sua carreira muito jovem, integrando com Milton Nascimento o conjunto Luar de Prata em seguida os W"sBoys, com Milton como crooner. Nos seus mais de 40 anos de carreira está à vontade tanto no jazz como à frente de uma orquestra sinfónica (como solista e como regente) e na música popular brasileira(MPB). Tocou com duos, trios, quartetos; é um dos mais requisitados arranjadores do Brasil.

Tem 30 discos gravados, quase todos lançados também no estrangeiro e apresenta-se nas grandes casas de concertos do mundo. Uma de suas mais festejadas actividades é a composição para cinema, teatro e televisão, com vários prémios nos principais festivais de cinema do Brasil. Há alguns anos que se dedica à música sinfónica, compondo suítes e choratas, e realizando concertos em diversas cidades do Brasil e de alguns países da Europa.

Apresenta anualmente concertos no Teatro Municipal do Rio de janeiro. Coordenada também a série MPB/JAZZ com a orquestra Petrobras Sinfónica e apresentações de solistas da MPB e grandes nomes internacionais. Aso 59 anos de idade e 45 de carreira, Wagner Tiso ocupa hoje um lugar único na música brasileira.

Vitor Biglione

Tiso e Biglione 

Considerado um dos excelentes guitarristas e violinistas do Brasil da actualidade, conquistou o reconhecimento de público e crítica. Com um estilo musical ecléctico, misturando bossa nova, rock, jazz e blues, tocou com mais 300 nomes da MPB e da música internacional, lançou 16 CDs (solo ou em duo) em diversos países e ainda mais dois discos de quando integrava o grupo A Cor do Som, de 1982 a1984.

Importantíssimo na consagração do pop-rock no Brasil. Gravou com Andy Summers, ex-integrante do grupo The Police, os CDs Strings of Desire e Brazil Splendid. Participou, nos últimos dez anos em festivais de jazz em vários continentes, entre eles Free Jazz, Festival de Montreal e New York Guitar Festival, entre outros.

Compôs algumas bandas sonoras para cinema, TV e teatro, entre elas para a mini série A Justiceira de 1977, de Daniel Filho, e para os filmes "Como nascem os Anjos", de Murilo Salles, pela qual recebeu o Kikito de melhor banda sonora no Festival de Gramado, e a Faca de Dois Gumes, melhor banda sonora no Rio Cine Internacional.

Márcio Malard

 Márcio Malard passou 37 anos à frente
da Orquestra Sinfónica Brasileira

É seguramente um dos violoncelistas brasileiros que mais ocupou uma cadeira de primeiro violoncelista de uma orquestra sinfónica. Tinta e sete anos à frente da Orquestra Sinfónica Brasileira, com a qual fez digressões pela Europa, Estados Unidos e Canadá. Tocou nas mais famosas salas de concerto do mundo, entre elas Carnegie Hall, Concertgebow , Salle Pleyl, Queen Elisabeth Hall. Participou no Japão nas tournés da World Phillarmonic sob a regência do Maestro Sinopolli e membro do Quarteto Guanabara.

Foi fundador do "Rio Cello Ensemble" com o qual fez digressões pela Europa com Wagner Tiso. A sua versatilidade também na música popular proporcionou encontros com grandes expressões artísticas como Tom Jobim, Maria Bethânia e Caetano Veloso.

29-04-2006
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