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Edição Nº 72 Director: Mário Lopes Quinta, 28 de Setembro de 2006
Opinião
Gerir Cidades

     
            Rui Rasquilho


O principal desafio que se coloca aos autarcas na gerência múltipla das cidades é o da criatividade. Dito assim, parece uma observação inconsequente, mas na realidade muito do futuro das cidades e das suas zonas urbanas passa pela capacidade autárquica em jogar em múltiplos tabuleiros, ou seja, os executivos, apoiados nas assembleias municipais devem ser capazes de encontrar parceiros que ajudem a concretizar projectos de desenvolvimento que tragam modernidade e giram empregos. A utilização plena das competências locais, regionais e nacionais pode fazer a diferença entre a ambição e a rotina.

      É verdade que em Alcobaça se aproveitou financiamento europeu destruindo a área envolvente do Mosteiro para reabilitar para o pedestre, o espaço anterior considerado demasiado ocupado pelos automóveis e autocarros e massacrado por camiões. Não está aqui em causa se o que foi feito é o que deveria ter sido feito, sequer se foi caro ou barato. A pergunta está noutro patamar: seguiu a intervenção para promover o desenvolvimento económico, social e ambiental? Talvez ainda seja cedo para responder.

     Entre o próximo ano e 2013, há fundos estruturais. Há por isso, que organizar projectos de candidatura que continuem o que está feito. A ficar como está, está errado. Devemos então, Autarquia, organismos do poder central, associação de comércio indústria e serviços e outros agentes, entender-se imediatamente para aproveitar com justeza os fundos da Comunidade Europeia.

     Deveríamos avançar seriamente com um projecto para o mosteiro devoluto, criar condições para o desenvolvimento equitativo entre as freguesias do concelho, entre as camadas confinantes reforçando assim o equilíbrio entre todos. Promover a indústria apoiar as iniciativas empresariais, tornar as nossas cidades e vilas em pólos de crescimento, apoiar a criação de empregos, consolidar a segurança antes do crescimento da criminalidade ou simples delinquência.

     Planear em conjunto todas as intervenções urbanas esquecendo calendários eleitorais e estabelecer caminhos de permuta entre todos os agentes envolvidos para separar o trigo do joio nos projectos a estabelecer. Olhar todas as engrenagens da engenharia financeira que possam convencer à atribuição dos fundos. Será que se tudo até agora tivesse seguido este figurino não haveria um parque de estacionamento subterrâneo próximo ao comércio do núcleo antigo?

      Só a criação e a inovação podem vir alterar a aparente retracção que parece ameaçar Alcobaça. Não teremos dimensão para ser incluídos na chamada “auditoria urbana” da Comissão mas pedindo “a Cartilha” talvez pudéssemos nós fazê-lo seguindo-a. Atrevo-me a pensar que temos mais necessidade de equipamentos - está à vista - do que de apartamentos. Estamos longe ainda, de sistematicamente nos depararmos com uma zona antiga devoluta ou degradada mas.....

      O Mosteiro deverá ser a nossa preocupação. Hotel, Centro de Estudos Medievais, Universidade em moldes adequados, Ateliers de Trabalhos de temas nossa cultura regional e monástica.             Precisamos de muita criatividade, muito entusiasmo, muita cooperação institucional e cidade, nenhuma má língua.

             Rui Rasquilho

28-09-2006
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