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Edição Nº 203 Director: Mário Lopes Sexta, 15 de Setembro de 2017
Jorge Esteves de Carvalho não se revê na candidatura de Carlos Bonifácio
Ex-líder da Concelhia de Alcobaça do CDS anuncia apoio à candidatura do PSD
  
            Jorge Esteves de Carvalho
Jorge Esteves de Carvalho, ex-presidente da Concelhia de Alcobaça do CDS, anunciou no dia 11 de Setembro, que irá apoiar a candidatura do PSD, liderada por Paulo Inácio. O gestor, que militou no CDS durante mais de 30 anos, justificou a sua opção de não votar CDS no próximo dia 1 de Outubro com o argumento de que o partido “deixou de existir em Alcobaça desde 2013”, após ter perdido as eleições no concelho para o actual presidente, Luís Querido, estando “a candidatura à Câmara Municipal que constará nos Boletins de Voto com a sigla CDS-PP subordinada, em exclusivo, aos interesses de Carlos Bonifácio”, que se recandidata como independente na lista do CDS.

   Segundo Jorge Esteves de Carvalho, “há quatro anos, Luís Querido foi obrigado a dar a mão a Carlos Bonifácio, de quem foi sempre crítico, por não ter conseguido “convencer” um candidato que fosse, da área ou não do Partido.”

   Por outro lado, “durante o mandato que agora termina, a luta pela sua sobrevivência política permitiu a Carlos Bonifácio tomar de assalto a Concelhia de que é Presidente, nomeadamente, emitir opinião sobre filiações, decidir quem são os candidatos do CDS e os lugares em que concorrem, exigir para se recandidatar um orçamento de campanha folgado”, afirma o ex-presidente da Concelhia de alcobaça do CDS, para quem “Luís Querido tem-se limitado a ser o “Fiel Escudeiro” de Carlos Bonifácio, o que me leva a perguntar se os militantes da Concelhia de Alcobaça elegeram o presidente da Comissão Politica ou a Rainha de Inglaterra.”

   Para Jorge Esteves de Carvalho, “existe uma real crise política no Partido, que é tudo aquilo que o Concelho de Alcobaça não precisa. O CDS em Alcobaça transformou-se num saco de gatos, está dividido e balcanizado. Assistimos a demissões de militantes dos cargos para que foram eleitos, tanto a nível concelhio como distrital. Outros deixaram de comparecer às reuniões da Comissão Politica. Outros ainda se desfiliaram do Partido e alguns destes concorrem por outros Partidos”, embora admita que o número de militantes nestas condições não é significativo no universo de militantes locais do partido.

   O antigo dirigente do CDS afirma que “quando em 2012 Luís Querido assumiu a liderança da Concelhia, recebeu um Partido que começava a dar sinais de maturidade e de coesão, já sentidos no exterior. Agora, no seu terceiro mandato, a imagem que passa para fora é de que têm sido anos de ajustes de contas pessoais”, ressalvando que as suas divergências com Luís Querido enquanto militante, sempre foram no plano da conduta político partidária”, mas que o tempo veio dar-lhe razão.

   Jorge Esteves de Carvalho classifica o discurso de independente de Carlos Bonifácio, desde a primeira hora, “um embuste”, não se diferenciando de Paulo Inácio ou Rogério Raimundo porque também não necessitou de recolher quaisquer assinaturas para se candidatar. Por outro lado, recorda que Carlos Bonifácio tentou regressar à cena política concelhia através de candidaturas às estruturas Concelhias e Distritais do PSD, tendo sido derrotado em ambos os actos eleitorais e que “a derradeira oportunidade para voltar à cena política foi-lhe servida numa bandeja por Luís Querido.”

   Para o ex-dirigente do CDS de Alcobaça, “Carlos Bonifácio beneficia da estrutura e do dinheiro do CDS, para com o qual não tem qualquer tipo de responsabilidades” e “mais não é do que um ressabiado, com o PSD, a que já pertenceu e que deixou de alimentar as suas ambições, além de “já ter demonstrado que o único sentimento que o move, desde que Gonçalves Sapinho o “deixou cair”, é o calculismo e não Alcobaça.”

   Por isso, anuncia publicamente que “nestas eleições autárquicas irei votar Paulo Inácio, para a presidência da Câmara Municipal de Alcobaça. Todos nos lembramos de que quando Paulo Inácio chegou à autarquia encontrou a Câmara com um nível de endividamento elevado e do trabalho exemplar que foi feito, permitindo hoje, ter as finanças do município equilibradas, reconhecido por todos os candidatos. Finalmente, no próximo mandato, Alcobaça poderá beneficiar de mais opções políticas, porque há orçamento que o permite.”

  
      Ex-dirigente do CDS vai participar
                 na campanha do PSD
Jorge Esteves de Carvalho aproveita para se referir ao debate de sábado entre os vários candidatos à Câmara Municipal de Alcobaça, recordando que Carlos Bonifácio afirmou que Paulo Inácio só reduziu o endividamento porque a isso foi obrigado por imposição legislativa, contrapondo que “todos os que acompanham mais de perto a actividade da Câmara Municipal sabem que não foi essa a razão. Já as contas de 2010 e 2011 mostravam uma tendência de redução do endividamento. Mas mesmo que tivesse sido verdade, ao expressar-se desta forma, mais não faz do que assumir uma situação financeira extremamente deficitária, deixada pelos executivos camarários, de que foi vice-presidente durante oito anos.”

   O ex-militante do CDS admite que o seu apoio não se traduz automaticamente em votos e que os eleitores são soberanos, mas “mesmo assim, com esperança e a pensar em Alcobaça, não poderia, mesmo que tal possa ser incompreendido por alguns, deixar de corresponder ao sentir da minha consciência.”

   Questionado se admite voltar a filiar-se no CDS, caso Luís Querido abandone a liderança da Comissão Política Concelhia, Jorge Esteves de Carvalho garante que tal não irá acontecer, não por divergências com a direcção nacional, mas por não se reconhecer nas lideranças concelhias e distritais do partido.

   Confrontado com o crescimento significativo do resultado eleitoral do CDS nas eleições de 2013, Jorge Esteves de Carvalho desvaloriza os 18% obtidos pela candidatura de Carlos Bonifácio, alegando que cerca de 1/3 dos votos pertenciam já ao CDS, defendendo que “crescer sim mas não a qualquer preço e nunca através de alguém que apenas tem como horizonte os seus interesses pessoais.”

   Jorge Esteves de Carvalho garante que Carlos Bonifácio não é a alternativa a Paulo Inácio e lembra que o próprio candidato do CDS já admitiu que “só os divide a questão das prioridades.”

   O ex-presidente da Concelhia do CDS prognostica que “o resultado de Carlos Bonifácio ira ser inferior ao de há quatro anos, o que o
obrigará e a Luís Querido, a tirarem as devidas consequências politicas.
Também “a candidatura da CDU, pareceu-me pela primeira vez cansada, agastada e os ovos de colombo de Rogério Raimundo já passaram o prazo de validade.”

   Jorge Esteves de Carvalho também não poupa a candidata do PS que “denota muita inexperiência. Conseguimos perceber o que ela diz, tenho dúvidas que ela própria perceba o significado do seu discurso.
Vai ter três semanas de muito trabalho se quiser que o PS reeleja os dois vereadores.”

   Além disso, “ainda falta esclarecer o eleitorado, caso (Cláudia Vicente) venha a ser eleita, se assumirá o lugar, ou se o lugar será ocupado por César Santos. Se estará disponível para estar nas reuniões de câmara com periodicidades completamente distintas das que teve enquanto presidente da Assembleia de Freguesia da Benedita”, argumenta.

   Já António Delgado e Lúcia Duarte “correm por fora para um lugar na vereação”, admitindo, contudo, que “talvez a euforia nacional do BE permita a António Delgado recuperar o eleitorado perdido nas últimas eleições” e que Lúcia Duarte poderá ser a alternativa àqueles que não se revêm nos restantes candidatos. “Considero que fez um debate sereno e que tocou pontos importantes para o nosso Concelho e que Paulo Inácio deverá ter em conta no próximo mandato”, recomenda

   O ex-presidente da Concelhia de Alcobaça do CDS, que anunciou a sua participação activa em ações de campanha do PSD nesta campanha eleitoral no concelho de Alcobaça, é peremptório ao manifestar “a certeza de que Paulo Inácio irá ganhar as eleições no dia 1 de Outubro e acreditar que “tem todas as condições para recuperar a maioria.”

   Mário Lopes
15-09-2017
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