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Edição Nº 77 Director: Mário Lopes Quinta, 1 de Março de 2007
Opinião
Palavras Soltas

     


José Pires

Existindo desde 1966, o Teatro José Lúcio da Silva, atravessa agora uma fase de mudança e remodelação que afecta todas as áreas da instituição.

       Ao longo da sua existência criou junto da comunidade uma relação muito forte de pertença, contudo com o passar dos anos, e apesar de em algumas áreas ser considerado um dos melhores do país, foi ficando debilitado em aspectos fulcrais para o seu funcionamento.

      Nesta nova etapa que atravessa, pretende remodelar, equipar e dotar a instituição de meios técnicos e humanos capazes de a fazer enfrentar os novos tempos, procurando de uma forma coerente, sustentada e eficaz satisfazer, ou mesmo antecipar as necessidades e carências culturais, artísticas e de entretenimento da população Leiriense, bem como, de novos públicos.

      Com o fecho do Teatro D. Maria Pia em Janeiro de 1958 a projecção de filmes passa a realizar-se num barracão, adquirido no Montijo, por 100 contos até que em 1963, José Lúcio da Silva, o benemérito, entra em “cena” e manifesta o desejo de construir um Teatro oferecendo esta estrutura ao Município. A obra arranca numa antiga propriedade de vinha da família Marques da Cruz. O lançamento da primeira pedra tem lugar no dia 29 de Julho de 1964. A obra fica concluída em cerca de 18 meses, sendo o teatro inaugurado na noite de 15 de Janeiro de 1966, um sábado, com a presença do almirante Américo Thomaz.

      Nesse sábado, dia 15 de Janeiro de 1966, duas peças subiram ao palco do Teatro José Lúcio da Silva. Na primeira parte pôde-se assistir à peça "Monólogo do Vaqueiro" (ou "Auto da Visitação"), de Gil Vicente, interpretado por João Motta e na segunda parte os espectadores puderam deliciar-se com a peça "Os Velhos", uma comédia em 3 actos, original de D. João da Câmara.

      O primeiro espectáculo de cinema nesta sala da cidade deu-se no dia 16, domingo, com o filme "Lord Jim", que tinha estreado recentemente em Lisboa, criticado como "a mais extraordinária e grandiosa aventura até hoje filmada". Sobreviveu a tempos de censura e já foram muitos milhares de pessoas que nele assistiram a grandes espectáculos.

      Curiosidades à parte, o ranking dos filmes mais vistos no Teatro José Lúcio da Silva é liderado por Titanic que, em 1998, esteve quatro semanas em cartaz e teve 28.659 espectadores. Nas artes de palco, o espectáculo “Amália” de Felipe La Féria ocupa o primeiro lugar do ranking com 6.000 espectadores.  

      Esta sala sofreu, ao longo dos anos, várias remodelações, tais como a implementação do sistema de som digital, as novas cadeiras, a nova alcatifa, a remodelação do palco e por último a aquisição de uma máquina nova para a projecção, permitindo um melhor recorte de imagem. “Sem dúvida, uma das melhores salas do País”, afirmou o administrador da Solercine – Equipamentos cinematográficos e audiovisuais.

      O Teatro José Lúcio da Silva é também membro fundador do m|i|mo – museu da imagem em movimento, museu que em 2004 entrou para a Rede Portuguesa de Museu e que tem no seu espólio um fundo dedicado ao Teatro JLS.

Desde a data da doação do património do Teatro José Lúcio da Silva ao Município de Leiria, a administração do Teatro teve autonomia administrativa e financeira com o aval do Tribunal de Contas.

      O Teatro José Lúcio da Silva tem como missão dotar a cidade de Leiria de um espaço de lazer, saber, conhecimento, cultura e entretenimento fomentando uma relação entre o público e o Teatro, mantendo sempre os mais elevados padrões de qualidade.

      O teatro enquanto espaço de serviço público deverá oferecer uma programação cultural variada e abrangente cujo objectivo seja o enriquecimento cultural da comunidade. 

      A estratégia cultural a desenvolver pelo Teatro José Lúcio da Silva vai ao encontro de uma das suas principais funções: a prestação de um serviço público. Por um lado através da criação de parcerias estratégicas com outras instituições, criando consensos locais a nível da programação cultural como forma de unir esforços, tirando o máximo partido de recursos financeiros, humanos e competências, garantindo assim o intercâmbio de informação.

      Por outro lado pretende desenvolver acções que conduzam à democratização do acesso à cultura.

      O contacto com o público vai ser uma das estratégias mais importantes a adoptar pelo Teatro José Lúcio da Silva, na medida em que quanto mais o conhecermos, mais facilmente detectamos as suas necessidades e expectativas, os seus desejos e ambições. Tendo este conhecimento em relação aos públicos, passamos a ter uma base de trabalho importantíssima para orientar toda a nossa programação cultural, almejando por esta via, um feito destinado a manter um público fiel, como de resto se pode verificar que num mês de abertura contabilizámos mais de seis  mil espectadores, 4 500 dos quais nas artes palco e 1500 no cinema.

      Possuindo uma experiência de décadas, com pessoal pertencente aos seus quadros com uma vasta experiência na área, o Teatro José Lúcio da Silva aposta forte nos recursos humanos para esta nova fase. (Caracterização dos recursos humanos).

      Paralelamente, a nível técnico, se já se encontrava bem equipado, após as obras o teatro irá ficar ao nível dos melhores do país. (Ecrã, som, conforto dos clientes)  

      O que mais almejo para o Teatro, não é só e apenas o sucesso de bilheteira, mas sim também o aumento de capital humano junto do desta instituição.

      Aproveito ainda este texto para agradecer a todos os funcionários e colaboradores do Teatro José Lúcio da Silva, quer prestem serviço nesta ou nas outras três salas geridas pelo teatro, devido à dedicação e carinho sentido pela reabertura deste Teatro

Leiria, 28 de Fevereiro de 2007

O Director,
José Manuel Pires

 

01-03-2007
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