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Edição Nº 233 Director: Mário Lopes Segunda, 29 de Junho de 2020
Docente e ex-diretor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior
Abel Santos anuncia candidatura à presidência do Instituto Politécnico de Santarém

  Susana Colaço (Mandatária), Carla Vivas, Margarida Oliveira,
                            Marina Lemos e Abel Santos
Abel Santos, docente e ex-diretor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM), apresentou esta segunda-feira, dia 29 de junho, a sua candidatura à presidência do Instituto Politécnico de Santarém (IPSantarém).

   Respondendo ao desafio que lhe foi lançado internamente, entendeu reunir as condições, tendo em conta o seu percurso pessoal, profissional e de participação nos vários órgãos da ESDRM e do Instituto durante quase duas décadas, para construir uma liderança que promova a participação e a cooperação, interna e externa, condições essenciais para dar uma perspetiva de futuro num momento crítico para a sobrevivência da instituição.

   “Chegado a um momento crítico da vida institucional, ciente das dificuldades e da complexidade dos problemas com que nos defrontamos, suportado nos estímulos e nos apoios recebidos, internos e externos, decidi assumir a responsabilidade pessoal de procurar criar as condições para que possamos ter um futuro mais próspero, fazendo mais, melhor e com resultados com maior impacto na vida do IPSantarém”, afirma Abel Santos na sua carta de Motivação para uma Candidatura.

   Sob o lema “Participar, Cooperar e Desenvolver”, Abel Santos escolheu a equipa com que se propõe trabalhar internamente, sinalizando não só os imperativos de contenção financeira que se impõem a uma instituição com um passivo da ordem dos 2,5 milhões de euros, como também a necessidade de valorização das pessoas que integram o IPSantarém e de dar visibilidade à vitalidade existente, desfazendo uma perceção negativa, em muitos casos injusta, que a sociedade, e principalmente a tutela, faz da Instituição.

   “Mobiliza-me a genuína vontade de, através do exercício da função, querer contribuir para estimular o melhor do potencial existente, de agregar as competências, capacidades e recursos da Instituição, de utilizar a diversidade, a pluralidade, o pensamento livre, o respeito democrático e estatutário pelo sistema de órgãos eleitos”, declara o candidato.

    Abel Santos defende que um sistema federado, respeitando uma identidade que foi assim construída, que funcione “em rede e orientado para a partilha e construção, envolvendo as pessoas em processos de cooperação e de aprendizagem”, é o “principal recurso” e o que o IPSantarém tem “de mais poderoso para inovar e ultrapassar as dificuldades” com que se defronta.

   Para a operacionalização das linhas estratégicas, definidas num dos documentos que integram a sua candidatura, Abel Santos conta, “no primeiro nível de responsabilidade, com saber especializado, competência técnica, experiência e trabalho efetuado em diversas áreas da Instituição”, com o apoio das professoras doutoras Margarida Oliveira (atual subdiretora da Escola Superior Agrária) e Carla Vivas (docente da Escola Superior de Gestão, onde foi sub-diretora e diretora interina), enquanto vice-presidentes, e com a mestre Marina Lemos (atual secretária da ESDRM), nas funções de administradora.

   Nota biográfica

    No plano afetivo, dois espaços do atual IPSantarém foram marcantes na minha formação enquanto jovem e, estou certo, fazem parte do imaginário de algumas gerações de escalabitanos. Desde muito cedo, comecei a desfrutar dos espaços verdes e desportivos que a Escola Superior Agrária disponibilizava à comunidade. Nos finais dos anos setenta, com muito poucos equipamentos na cidade, era o espaço de encontro privilegiado de dezenas de jovens, um autêntico parque desportivo de cidade, onde existiu a primeira piscina/ tanque, de utilização pública. Foi também ali que, mais tarde, trabalhei com várias seleções nacionais e distritais de basquetebol, em escalões juvenis, no ginásio e nos alojamentos da Escola. Frequentei também, no ciclo preparatório, atuais 5.º e 6.º anos de escolaridade, o Complexo Andaluz, nas atuais instalações dos Serviços Centrais e das Escolas Superiores de Educação e de Gestão e Tecnologia.

  A minha primeira experiência profissional, a tempo parcial, aconteceu no início dos anos oitenta, no Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis (direção regional de Santarém do FAOJ), coordenando os programas de apoio à ocupação dos jovens (programas OTL e OTJ).

   Fui docente na Escola Básica 2, 3 Mem Ramires e na Escola Secundária Dr. Ginestal Machado. Em medos dos anos noventa, lancei, com amigos da faculdade, uma startup, depois empresa, a ACTIFILA (Atividades Físicas e Lazer, Organizações Desportivas, Lda.), que trabalhava, a nível regional e nacional, na área da animação desportiva e do turismo ativo. Ligado ao movimento associativo, fui treinador de basquetebol durante dez anos, em clubes, de Santarém e de Lisboa, e da Associação Distrital de Santarém e formador da Federação Portuguesa de Basquetebol.

   Ainda na década de noventa, trabalhei, em Lisboa, no Centro de Estudos e Formação Desportiva, Instituto Público do Ministério e da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, como técnico superior e depois como chefe de divisão, do Gabinete de Direito e Economia do Desporto, como diretor de serviços de formação e, em vários momentos, em substituição do diretor-geral.

    Em 2002, ingressei, como docente, na Escola Superior de Desporto de Rio Maior, onde lancei a área da gestão do desporto, e da qual fui diretor entre 2007 e 2011. Fiz mestrado e doutoramento em temáticas ligadas à estratégia e à gestão de organizações desportivas. Além da atividade docente, liderei uma equipa que realizou mais de duas dezenas de trabalhos de planeamento e desenvolvimento estratégico para federações, administração pública central, comité paralímpico e municípios, o que proporcionou conhecimento e ligação às realidades e entidades no terreno.

   Acresce que a minha ligação pessoal e profissional a Santarém, onde nasci há 55 anos e onde vivo, é facilitadora de uma relação institucional e pessoal com muitos dos responsáveis das entidades públicas e privadas da região.

   Fui, ainda, Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Gestão do Desporto (APOGESD) e, durante uma década, membro do Conselho Nacional do Desporto, como representante dos institutos superiores politécnicos que lecionam cursos no âmbito do desporto, designado pelo CCISP. Atualmente integro a direção do European Observatoire of Sport and Employment.

   Motivação para uma candidatura

    Acompanhando a atividade institucional do IPSantarém com maior responsabilidade desde 2007, na função de diretor de Escola, mas também sempre enquanto docente, coordenador de curso, responsável por departamento, de área científica e fazendo parte de vários órgãos, em particular do Conselho Geral, fui confrontando os sucessivos responsáveis com os desafios que então se colocavam à Instituição. Era meu entendimento que não estava a ser dada uma resposta adequada à grande transformação interna que se exigiria a partir de 2009, com a alteração estatutária realizada, a instalação dos novos órgãos das unidades orgânicas, a perda de autonomia financeira das escolas, a necessidade de consolidar um conjunto de atividades administrativas e de gestão, que até então estavam dispersas e que, por via do RJIES, passavam a estar centralizadas.

   Pressentia-se que a forte transformação que iríamos realizar não estava a ser devidamente preparada. As exigências que estavam a começar a ser colocadas sobre a acreditação de ciclos de estudos e a avaliação da qualidade do ensino superior não estavam a ser atempadamente consideradas e não se interpretava uma ideia de intervenção coletiva. Para mais, as limitações organizativas, processuais e tecnológicas com que trabalhávamos, se não fossem resolvidas, colocariam a Instituição em dificuldades na sua atividade e com elevada incapacidade de ser competitiva perante a forte concorrência de outras instituições próximas e com ofertas formativas semelhantes.

   Uma progressiva indefinição, ao longo do tempo, sobre uma lógica consistente de intervenção, a ausência de segurança e de confiança na condução da gestão global da Instituição e a reduzida transparência sobre os processos de decisão e sobre as contas, para além de uma forma negativa de colocar rivalidade e competição entre Escolas, explorando e beneficiando da divisão, foram constituindo as condições para que a Instituição se encontre hoje numa situação de impasse e bastante aquém das condições de desenvolvimento e progresso que todos aspiramos e que merecemos.

    O esforço que coletivamente se tem realizado, para se ter novas ofertas formativas, para se ter mais alunos, mais projetos, mais investigação e iniciativas a realizar com os parceiros, não tem encontrado um igual dinamismo e orientação global na direção da Instituição. Vivemos mesmo situações em que, por força de opções de gestão, e consequente redução de recursos, somos confrontados com a necessidade de limitar, de reduzir essa vitalidade. Tal tem tido um impacto negativo também na perceção, em muitos casos de forma injusta, que a sociedade, e principalmente a tutela, faz da Instituição.

    A insatisfação com a forma como se trabalha, com a incapacidade de se construir coletivamente e com o estilo de orientação institucional que foi sendo dado, levou-me várias vezes a apoiar alternativas para a presidência do Instituto ou mesmo a possibilidade de introdução de melhorias com quem esteve em funções. Incentivei e apoiei ativamente, por várias vezes, outros colegas para candidaturas ou fazendo parte de equipas que se posicionaram para gerar alternativas, infelizmente sem sucesso.

   Chegado a um momento crítico da vida institucional, ciente das dificuldades e da complexidade dos problemas com que nos defrontamos, suportado nos estímulos e nos apoios recebidos, internos e externos, decidi assumir a responsabilidade pessoal de procurar criar as condições para que possamos ter um futuro mais próspero, fazendo mais, melhor e com resultados com maior impacto na vida do IPSantarém.
 
    Mobiliza-me a genuína vontade de, através do exercício da função, querer contribuir para estimular o melhor do potencial existente, de agregar as competências, capacidades e recursos da Instituição, de utilizar a diversidade, a pluralidade, o pensamento livre, o respeito democrático e estatutário pelo sistema de órgãos eleitos, para defender que um sistema federado, respeitando a nossa identidade assim construída, a funcionar em rede e orientado para a partilha e construção, envolvendo as pessoas em processos de cooperação e de aprendizagem, é o nosso principal recurso e o que temos de mais poderoso para inovar e ultrapassar as dificuldades com que nos defrontamos.

    No programa de candidatura hoje entregue expresso um pensamento, um posicionamento, sobre o modo como interpreto a intervenção que me proponho realizar e que sustenta, de forma mais detalhada, a motivação e o propósito com que me candidato a Presidente do Instituto Politécnico de Santarém.

29-06-2020
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