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Edição Nº 213 Director: Mário Lopes Terça, 9 de Outubro de 2018
Serviço permite o retorno dos doentes ao meio familiar
Centro Hospitalar de Leiria vai criar Unidade
de Hospitalização Domiciliária
 
Cuidados hospitalares vão poder
   agora ser realizados em casa
O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) vai criar uma Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD), um serviço que permite potenciar o retorno dos doentes ao seu ambiente familiar e reduzir os riscos do internamento convencional, evitando igualmente estadas desnecessárias nos serviços de internamento dos hospitais por razões alheias ao seu estado de saúde. O compromisso foi assinado pelo Conselho de Administração do CHL, representado pela vogal executiva Alexandra Borges, com o Ministério da Saúde, num evento que decorreu na passada quarta-feira, dia 3 de outubro, e a Unidade deverá estar a funcionar no primeiro semestre de 2019.

   «A nossa missão é, e sempre foi, garantir os melhores cuidados aos nossos utentes, dentro e fora de portas, e a criação da Unidade de Hospitalização Domiciliária é um projeto que temos preparado há dois anos», revela Alexandra Borges, vogal executiva do CA do CHL. «Mas, como em tudo o que temos feito, os desafios são enormes, mas não desistimos, e conseguimos, finalmente, que nos fosse dada a oportunidade de o pôr em prática», salienta, afirmando que «os utentes do CHL irão beneficiar muito com este novo serviço, que lhes permitirá a mesma qualidade e o mesmo rigor dos cuidados, na sua própria casa, junto da sua família».

   Esta unidade representa, portanto, uma alternativa ao internamento convencional na fase aguda da doença, sempre de acordo com a vontade do utente e da sua família, e em situações menos graves em que, ainda assim, é necessário internamento, sob permanente vigilância de uma equipa hospitalar multidisciplinar. Os doentes terão de cumprir um conjunto de critérios clínicos, sociais e geográficos que permitem a sua hospitalização no domicílio, sob a responsabilidade dos profissionais de saúde da UHD, e com acesso aos medicamentos exatamente como se estivessem internados no hospital, com total igualdade nos direitos e deveres dos doentes internados no hospital ou no domicílio.

   «Estamos a criar um “Hospital sem Muros”, em que os utentes são acompanhados como se estivessem num serviço hospitalar, mas com uma envolvente psicológica que é mais favorável ao seu tratamento, com a presença da família e num ambiente que lhe é próximo», destaca Alexandra Borges, referindo ainda as vantagens para a recuperação, já que «o doente estará mais disponível para aceitar o tratamento e cumpri-lo rigorosamente como é necessário que aconteça».

   A UHD funcionará todos os dias do ano, 24 horas por dia, com uma equipa multidisciplinar e em que uma visão holística do doente será o caminho a seguir. Será à partida composta por médico, enfermeiro, assistente técnico, assistente social, e, em caso de necessidade, integrando outros profissionais como fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, entre outros.

   Este sistema é focado no doente e na sua família, enquanto cuidadores, e
depende, naturalmente, do seu consentimento. Garantindo um cuidado rigoroso e próximo, à semelhança do que acontece no internamento hospitalar, este internamento domiciliário proporciona uma maior humanização e valorização da componente familiar e, por conseguinte, um maior conforto físico e psicológico e a melhor aceitação do tratamento por parte do doente.

   As patologias, tratamentos e demais critérios de seguimento pela equipa da Unidade de Hospitalização Domiciliária serão definidos na sua criação, devendo a sua utilização ser decidida caso a caso de acordo com o diagnóstico, a estabilidade da situação clínica e a capacidade de controlo da situação e potenciais complicações no domicílio. Caberá à Direção-geral da Saúde criar uma norma de orientação clínica que defina a lista de doenças tipicamente elegíveis para a hospitalização domiciliária e os critérios de inclusão ou exclusão de doentes, que todas as unidades a nível nacional deverão seguir.

   Este projeto integrará igualmente a cooperação com outros recursos do SNS, nomeadamente os cuidados primários, comunitários e continuados, onde os utentes poderão continuar a ser seguidos.

   Fonte: Midlandcom
09-10-2018
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