Google
Mantenha-se actualizado.
Subscreva a nossa RSS
Twitter Tinta Fresca
Quem vai vencer as eleições presidenciais no Brasil?
Jair Bolsonaro
Fernando Haddad
Edição Nº 213 Director: Mário Lopes Sábado, 13 de Outubro de 2018
Cadaval
Vinho leve é a estrela da 17ª Festa das Adiafas
  
José Bernardo Nunes, Pedro Folgado e Carlos Miguel brindam
                                       às Adiafas do Cadaval
Até domingo, 14 de outubro, o Cadaval, principal produtor nacional de pera rocha e vinho leve, volta a celebrar o final das colheitas e a estimular o desenvolvimento económico, com a tradicional “Festa das Adiafas”. O certame inclui gastronomia, exposições, espetáculos gratuitos, com alguns nomes de referência nacional, e animação variada e o 17.º Festival Nacional do Vinho Leve. O pavilhão municipal, junto ao campo da feira do Cadaval, volta a ser palco deste certame, onde a homenagem às tradições rurais se associa à divulgação e à dinamização económica. Uma edição que dedica uma parte significativa dos seus stands ao vinho leve ou não fossem os concelhos vizinhos de Alenquer a Capital Europeia do Vinho de 2018.

   A inauguração contou com as presenças do secretário de Estado das Autarquias, Carlos Miguel, e dos presidentes das Câmaras Municipais do Cadaval, Alenquer e Cartaxo, José Bernardo Nunes, Pedro Folgado e Pedro Magalhães Ribeiro, respetivamente, bem como do presidente da Assembleia Municipal do Cadaval e presidente da Adega Cooperativa da Vermelha, Rui Soares, entre outras individualidades.

   No final, o presidente da Câmara Municipal do Cadaval referiu aos jornalistas que o número de visitantes à Feira das Adiafas depende das condições climatéricas, mas admitiu esperar muita afluência de visitantes este ano, a exemplo do ano passado, se se confirmarem as previsões de bom tempo, para assim se “divulgar os produtores, os produtos locais e o concelho, e para celebrar as Adiafas, que é o que se pretende. “

   Relativamente às vindimas, José Bernardo Nunes admitiu existirem quebras de produção devido ao calor excessivo que assolou o País, de 3 a 5 de agosto, que queimou uma parte significativa da uva, também no concelho do Cadaval. Contudo, a queda de produção não foi igual em todas as castas, dado que umas são mais resistentes aos calor e outras menos. A quebra mais significativa registou-se no moscatel, uma casta que não era usual há alguns anos no Cadaval, mas que agora já tem alguma expressão. Dado ser uma casta com muito pouca folha, a queda de produção foi muito significativa, superior a 50%

   Contudo, “a qualidade da uva está razoável devido a este tempo quente e seco, o que permite que não haja podridões e, por isso, vamos ter uma ano de qualidade razoável, com uma quantidade ligeiramente inferior”, garantiu.

  
                Stand da Pera Rocha
Relativamente ao espaço da Feira, o autarca desvalorizou o facto deste ano o sector do vinho ocupar uma área bastante maior que o da pera rocha, explicando que o facto do stand da pera rocha se situar em último lugar no certame se deve a uma opção da Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha, que assim beneficia da circunstância de ficar junto ao espaço de restauração e de espetáculos, de modo a permitir ao público que aí permanece aceder mais facilmente ao stand da pera rocha e assim, poder comprar a fruta em exposição, se o desejar.

   Ainda relativamente à pera rocha, José Bernardo Nunes realçou que “a Central Fruteira do Cadaval deve ser a única do País que teve um aumento de produção de 2%”, dado que “a generalidade das centrais fruteiras tiveram quebras. O edil explicou que dentro do concelho do Cadaval houve duas zonas de produções completamente diferentes. No sul do Cadaval, para lá do Vilar, houve uma queda significativa de produção. Para norte, houve um aumento significativo de produção. Há produtores com 20 a 30% de quebra de produção e produtores com 20 a 30% de aumento de produção”, pelo que a produção deste ano no concelho deve ser semelhante à do ano anterior.

   Por sua vez, secretário de Estado das Autarquias Locais destacou o facto das feiras terem como objetivo não só manterem a traição, mas também puxarem pela economia. Carlos Miguel recordou que “a agricultura esteve muito bem nos tempos da crise, com o vinho, a pera rocha e as hortícolas a aguentaram muito bem a Região Oeste na crise que o País passou e foi vivendo sempre em contraciclo. Enquanto as empresas foram mirrando, esta agricultura que é uma agricultura moderna foi florescendo.”

   O secretário de Estado das Autarquias Locais testemunhou que hoje se produz vinho em todo o País, mas recordou que “o vinho leve é algo que é exclusivo da nossa região. E ao juntarmos ao vinho leve o moscatel, este arredonda muito o vinho, torna-o um vinho leve mais doce e mais feminino.” O governante garante que “o vinho leve tem uma estrada muito larga para produzir, assim os produtores o saibam promover, cm muito mercado.”

   Carlos Miguel assegura que “a nossa região tem cada vez melhores vinhos, de excelente qualidade e a um excelente preço, mas se trabalharmos bem iremos vender mais e vender melhor. O valor de uma garrafa à saída da adega é muito baixo, diria que o vinho é o que menos se paga numa garrafa de vinho - o que mais se paga é o rótulo, a rolha e a garrafa -, pelo que temos de melhorar também a qualidade de venda do vinho.”

  
Exposição de máquinas agrícolas com a Serra de Montejunto
                                                em fundo 
O secretário de Estado também comentou as quebras de produção da pera rocha, criticando a posição das seguradoras neste cenário ao não assegurarem o pagamento dos correspondentes prejuízos aos agricultores. O governante realçou que o Estado é o que mais perde pois “os seguros são financiados pela Administração Central em 85% e os agricultores em 15%. Nós temos muito pouca tradição nos seguros e temos de evoluir muito mais e ser muito mais exigentes para com as companhias, de forma a que isto não seja só um bom negócio para uns, tem de ser um bom negócio para os dois. Os seguros hão-de ganhar dinheiro, é a vida deles, só que não pode ser só à custa de quem faz os seguros, neste caso, os agricultores”, concluiu.

   Programa da Festa das Adiafas em http://www.cm-cadaval.pt/Festa-das-Adiafas-2018

   Mário Lopes
13-10-2018
« Voltar

Comentários

Nome:*
Email:*
Comentário:*

* Obrigatório
Ao comentar aceita automaticamente a
política de utilização deste portal.
Para que o seu comentário seja válido deve preencher todos os campos acima indicados como obrigatórios. O email é usado apenas para efeitos de verificação e não será exibido com o comentário. Os comentários deste portal são moderados, pelo que são sujeitos a verificação antes de serem publicados. Não serão aceites comentários de carácter insultuoso, discriminatório, racista ou spam.
Pesquisar
Ed. Anteriores
Contactos
Newsletter
 
Cartas ao Director
Blogue Tinta Fresca
Blogues
Sítios Úteis
 
OPINIÃO
Feira de Santa Iria: que futuro?
Tiago Carrão
Estado da limpeza dos contentores e do Mercado Semanal de Alcobaça
Carlos Bonifácio
 

Projecto Co-Financiado por  Promotor  Desenvolvimento
Acessibilidade [Alt + D seguido de ENTER] D  POS_Conhecimento
FEDER União Europeia
FEDER
Associa��o de Munic�pios do Oeste Makewise - Engenharia de Sistemas de Informa��o