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| Governo anunciou redução dos passes mensais nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa |
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| Federação Regional do Oeste do PS quer passes low cost extensivos à Região Oeste |
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 Passes da Rodoviária do Oeste para Lisboa chegam a custar mais de 100 euros Na reunião do Secretariado da Federação Regional do Oeste, ocorrida no dia 9 de outubro, no Sobral de Monte Agraço, mais uma vez descentralizada, e, face às notícias veiculadas, no início de outubro de 2018, em diversos Órgãos de Comunicação Social no que concerne à redução do valor a pagar pelos passes mensais de transportes públicos em todos os municípios das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa, uma medida que poderá ser implementada em 2019 através da criação de um passe único, a FRO (Federação Regional do Oeste) mostra-se claramente preocupada com esta estratégia.
A criação de uma tarifa única, a ser confirmada nos moldes atualmente noticiados, será colocada em prática abrangendo todos os munícipes residentes nos concelhos pertencentes às áreas metropolitanas, deixando de fora os residentes dos Municípios de Alenquer, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.
A Federação Regional do Oeste alerta que, desta forma, será criada uma desigualdade cada vez maior nestes 5 territórios (também eles) pertencentes ao distrito de Lisboa, uma vez que o esforço financeiro e mais precisamente o valor de orçamento familiar de todos os cidadãos que se deslocam, via transportes públicos, destes concelhos (que constituem a FRO) para Lisboa, continuará muito elevado e haverá diferenças de valores de passe mensal muito desajustadas face a outras cidades vizinhas.
Em teoria, esta medida de redução do preço dos passes dos transportes públicos e de gratuitidade para crianças e jovens até aos 12 anos irá atrair cada vez mais utentes e simultaneamente irá ter um impacto muito positivo em termos ambientais. No entanto, esta medida não deverá ser adotada apenas nos concelhos das áreas metropolitanas, sob pena de em todas as cidades limítrofes, os seus residentes registarem uma descriminação negativa.
A Federação Regional do Oeste recorda que são milhares os oestinos, sejam jovens que se deslocam para Lisboa para estudar ou sejam trabalhadores que diariamente reforçam a mão-de-obra da nossa Capital que, pelo simples fato de ao residirem em Alenquer, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras irão continuar a ter de pagar valores mensais pela utilização de transportes públicos acima dos 100,00 euros/pessoa e em alguns casos acima dos 150,00€/pessoa, enquanto os territórios das áreas metropolitanas registarão uma redução total ou parcial nestes valores mensais.
Por isso, a FRO reforça que esta medida poderá criar assimetrias graves no curto prazo e também numa estratégia de médio e longo prazo, no que diz respeito à retenção e fixação de agregados familiares nos territórios de Alenquer, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.
A FRO congratula-se com uma medida que, simultaneamente, diminua o custo dos transportes públicos, possa aumentar a adesão de utentes e tenha um impacto de menor utilização de viaturas ligeiras para melhorar o ambiente, no entanto, considera ser fundamental que esta medida seja aplicada em todo o País, pois só assim teremos um Portugal Melhor para todos. “Por um Oeste Melhor, por um Portugal Melhor”, conclui.
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| 21-10-2018 |
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