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| Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça |
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| Secretário de Estado João Tiago Silveira inaugurou obras de requalificação da ESDICA |
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 Descerramento da lápide comemorativa
João Tiago Silveira, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, inaugurou, no dia 9 de Janeiro, as obras de requalificação da Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça (ESDICA), precisamente 50 anos depois de inaugurado o edifício matriz (1961). Estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio, o director da Escola, Gaspar Vaz, os deputados socialistas João Paulo Pedrosa e Jorge Gonçalves, os vereadores Hermínio Rodrigues, Mónica Batista, José Vinagre, José Acácio Barbosa e Rogério Raimundo, o presidente da Assembleia de Escola, Rui Rasquilho, professores, auxiliares de educação, cerca de uma dúzia de actuais alunos e ainda antigos alunos, como Jorge Vasco e António Nabais, que inauguraram a precursora Escola Técnica de Alcobaça no ano lectivo de 1955/1956. Gaspar Vaz começou por elogiar a qualidade do trabalho e a disponibilidade dos colaboradores da obra, nomeadamente os gestores da empresa pública Parque Escolar, o arquitecto João Miguel Silva, do ateliê Gárgula – Arquitectura e Empreendimentos, e os engenheiros e funcionários das empresas Alexandre Barbosa Borges (ABB) e Britalar.
 Entrada principal é agora as traseiras do antigo bloco matriz
O director da ESDICA, no cargo há 14 anos, adiantou que não foi fácil chegar a este ponto, lembrando que para obter a instalação de uma portaria para a entrada da escola teve de fazer uma paciente espera à porta da Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa, tendo então a anterior ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, depois de ouvir os seus argumentos, respondido ao director regional de Educação de Lisboa: “Dê lá a portaria ao homem!”. Também difícil foi a requalificação do primeiro edifício da escola, a "Escola Velha", o que veio ocorrer há cerca de 10 anos, depois de anos votado ao abandono..
“Um verdadeiro arquitecto, excêntrico e teimoso, felizmente para nós”, assim se referiu o director da ESDICA ao arquitecto João Miguel Silva, elogiando também a sua frontalidade que, no entanto, não o impediu de ser flexível quando se revelou necessário.
 Algumas das personalidades presentes na inauguração
Por exemplo, o acesso pedonal coberto mereceu a discordância do arquitecto por colidir com a estética do conjunto urbanístico, mas João Miguel Silva não deixou de ser sensível ao argumento do desconforto que representaria a caminhada diária de alunos, professores e auxiliares de educação para a escola debaixo de chuva e a cobertura irá ser instalada em breve.
Outro momento de discordância, desta vez com a Parque Escolar, deu-se quando a direcção da Escola pediu um parque de estacionamento para servir a escola. “A parque escolar faz escolas, não faz parques de estacionamento”, sentenciou o administradorr que, no entanto, acabaria por mudar de opinião quando confrontado com a ausência de espaços de estacionamento nas imediações. Menos feliz foi o dia do assalto à escola, na noite de 21 de Outubro de 2010, que destruiu, nomeadamente, mais de uma dúzia de portas. Contudo, o incidente mobilizou toda a equipa para repor o equipamento e mobiliário danificado e nesse mesmo dia estava contratada uma empresa de segurança. No dia seguinte, a normalidade regressou à escola, com todas as aulas a funcionarem, o que levou Gaspar Vaz a considerar tratar-se de “uma equipa fantástica.” Paulo Inácio: “É preciso ter optimismo nestes tempos”
 Paulo Inácio, João Tiago Silveira e Gaspar Vaz
Por sua vez, Paulo Inácio lembrou que a maior parte das escolas básicas portuguesas datam da época do Estado Novo, mas que nos últimos anos o Governo e Câmaras Municipais promoveram uma pequena revolução no parque escolar, requalificando escolas ou construindo novos centros escolares. O autarca considerou que “é preciso ter optimismo nestes tempos” de incerteza e instabilidade social. João Tiago Silveira: “O Governo aposta na escola pública porque garante a igualdade de oportunidades para todos”
A finalizar, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros recordou neste dia foram inauguradas mais 21 escolas, de um total de 370 a requalificar até 2015, das quais 75 já estão concluídas. João Tiago Silveira afirmou que o Governo se tem desdobrado em iniciativas para valorizar a escola pública, como a introdução do Inglês no Ensino Básico, da escola a tempo inteiro e das aulas de substituição. A criação do Plano Tecnológico da Educação trouxe às escolas quadros interactivos, computadores e acesso à Internet em banda larga, o que “permite preparar melhor os alunos para a vida profissional.” Cerca de 1,7 milhões de alunos passaram a usar computadores portáteis e um milhão teve acesso à banda larga nos programas e-Escola e e-Escolinha, uma medida que, segundo o governante, contribuiu para reduzir a taxa de abandono escolar. J
 Traseiras do novo edifício construído de raiz
oão Tiago Silveira recordou que, nos países da OCDE, metade dos alunos frequentavam o ensino profissional, em contraste com Portugal, onde o ensino profissional era residual. Por isso, o Governo promoveu nos últimos anos um aumento de cursos do ensino profissional, o que fez aumentar em 300% a sua frequência, dando como exemplo o caso da ESDICA.
 Laboratório de Química
O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros sublinhou também que, nos testes PISA, os alunos portugueses foram os segundos no aumento de competências a Ciências e os quartos a Leitura e a Matemática. João Tiago Silveira justificou a aposta na escola pública com a igualdade de oportunidades que proporciona, para que o País possa evoluir, inovar e criar valor acrescentado. O governante lembrou ainda que, em 2005, 39% dos jovens entre os 18 e os 24 anos não frequentavam a escola nem tinham concluído o ensino secundário, defendendo que a escola pública garante qualificações que proporcionam melhores empregos e melhores condições de vida.
 Espaços verdes e o pavilhão gimnodesportivo em fundo
João Tiago Silveira aproveitou também para se congratular com a parceria realizada com as autarquias para requalificar o parque escolar, considerando que “a cooperação com as autarquias tem sido excelente.” O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros sublinhou adiantou que estão previstos 589 novos centros escolares, dos quais 384 já estão concluídos e 186 em fase de obra. O Governo aprovou também um programa de requalificação das escolas dos 2º e 3º Ciclos, que conta já com76 escolas seleccionadas e um programa e o ensino particular que contempla 181 escolas, o que representa “um bom aproveitamento dos fundos comunitários.” O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros frisou que existe um movimento forte de investimento público e de aposta na escola pública para haver igualdade de oportunidades e para garantir uma escola de qualidade, de forma a garantir competitividade económica ao País e dar às pessoas oportunidade de terem mais sucesso nas suas vidas.
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| 03-02-2011 |
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