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Edição Nº 124 Director: Mário Lopes Quinta, 3 de Fevereiro de 2011
Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça
Secretário de Estado João Tiago Silveira inaugurou obras de requalificação da ESDICA
    


Descerramento da lápide comemorativa

João Tiago Silveira, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, inaugurou, no dia 9 de Janeiro, as obras de requalificação da Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça (ESDICA), precisamente 50 anos depois de inaugurado o edifício matriz (1961). Estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio, o director da Escola, Gaspar Vaz, os deputados socialistas João Paulo Pedrosa e Jorge Gonçalves, os vereadores Hermínio Rodrigues, Mónica Batista, José Vinagre, José Acácio Barbosa e Rogério Raimundo, o presidente da Assembleia de Escola, Rui Rasquilho, professores, auxiliares de educação, cerca de uma dúzia de actuais alunos e ainda antigos alunos, como Jorge Vasco e António Nabais, que inauguraram a precursora Escola Técnica de Alcobaça no ano lectivo de 1955/1956. 

   Gaspar Vaz começou por elogiar a qualidade do trabalho e a disponibilidade dos colaboradores da obra, nomeadamente os gestores da empresa pública Parque Escolar, o arquitecto João Miguel Silva, do ateliê Gárgula – Arquitectura e Empreendimentos, e os engenheiros e funcionários das empresas Alexandre Barbosa Borges (ABB) e Britalar.

    


Entrada principal é agora as traseiras do antigo bloco matriz

O director da ESDICA, no cargo há 14 anos, adiantou que não foi fácil chegar a este ponto, lembrando que para obter a instalação de uma portaria para a entrada da escola teve de fazer uma paciente espera à porta da Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa, tendo então a anterior ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, depois de ouvir os seus argumentos,  respondido ao director regional de Educação de Lisboa: “Dê lá a portaria ao homem!”. Também difícil foi a requalificação do primeiro edifício da escola, a "Escola Velha", o que veio ocorrer há cerca de 10 anos, depois de anos votado ao abandono..
“Um verdadeiro arquitecto, excêntrico e teimoso, felizmente para nós”, assim se referiu o director da ESDICA ao arquitecto João Miguel Silva, elogiando também a sua frontalidade que, no entanto, não o impediu de ser flexível quando se revelou necessário. 

   


Algumas das personalidades presentes na inauguração

 Por exemplo, o acesso pedonal coberto mereceu a discordância do arquitecto por colidir com a estética do conjunto urbanístico, mas João Miguel Silva não deixou de ser sensível ao argumento do desconforto que representaria a caminhada diária de alunos, professores e auxiliares de educação para a escola debaixo de chuva e a cobertura irá ser instalada em breve.

Outro momento de discordância, desta vez com a Parque Escolar, deu-se quando a direcção da Escola pediu um parque de estacionamento para servir a escola. “A parque escolar faz escolas, não faz parques de estacionamento”, sentenciou o administradorr que, no entanto, acabaria por mudar de opinião quando confrontado com a ausência de espaços de estacionamento nas imediações. 

   
Menos feliz foi o dia do assalto à escola, na noite de 21 de Outubro de 2010, que destruiu, nomeadamente, mais de uma dúzia de portas. Contudo, o incidente mobilizou toda a equipa para repor o equipamento e mobiliário danificado e nesse mesmo dia estava contratada uma empresa de segurança. No dia seguinte, a normalidade regressou à escola, com todas as aulas a funcionarem, o que levou Gaspar Vaz a considerar tratar-se de “uma equipa fantástica.”

   Paulo Inácio: “É preciso ter optimismo nestes tempos”

   


Paulo Inácio, João Tiago Silveira e Gaspar Vaz

Por sua vez, Paulo Inácio lembrou que a maior parte das escolas básicas portuguesas datam da época do Estado Novo, mas que nos últimos anos o Governo e Câmaras Municipais promoveram uma pequena revolução no parque escolar, requalificando escolas ou construindo novos centros escolares. O autarca considerou que “é preciso ter optimismo nestes tempos” de incerteza e instabilidade social. 

   João Tiago Silveira: “O Governo aposta na escola pública porque garante a igualdade de oportunidades para todos”

   A finalizar, o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros recordou neste dia foram inauguradas mais 21 escolas, de um total de 370 a requalificar até 2015, das quais 75 já estão concluídas. João Tiago Silveira afirmou que o Governo se tem desdobrado em iniciativas para valorizar a escola pública, como a introdução do Inglês no Ensino Básico, da escola a tempo inteiro e das aulas de substituição. A criação do Plano Tecnológico da Educação trouxe às escolas quadros interactivos, computadores e acesso à Internet em banda larga, o que “permite preparar melhor os alunos para a vida profissional.” Cerca de 1,7 milhões de alunos passaram a usar computadores portáteis e um milhão teve acesso à banda larga nos programas e-Escola e e-Escolinha, uma medida que, segundo o governante, contribuiu para reduzir a taxa de abandono escolar.

   J


Traseiras do novo edifício construído de raiz

oão Tiago Silveira recordou que, nos países da OCDE, metade dos alunos frequentavam o ensino profissional, em contraste com Portugal, onde o ensino profissional era residual. Por isso, o Governo promoveu nos últimos anos um aumento de cursos do ensino profissional, o que fez aumentar em 300% a sua frequência, dando como exemplo o caso da ESDICA.

   


Laboratório de Química

O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros sublinhou também que, nos testes PISA, os alunos portugueses foram os segundos no aumento de competências a Ciências e os quartos a Leitura e a Matemática. João Tiago Silveira justificou a aposta na escola pública com a igualdade de oportunidades que proporciona, para que o País possa evoluir, inovar e criar valor acrescentado. O governante lembrou ainda que, em 2005, 39% dos jovens entre os 18 e os 24 anos não frequentavam a escola nem tinham concluído o ensino secundário, defendendo que a escola pública garante qualificações que proporcionam melhores empregos e melhores condições de vida.

   


Espaços verdes e o pavilhão gimnodesportivo em fundo

João Tiago Silveira aproveitou também para se congratular com a parceria realizada com as autarquias para requalificar o parque escolar, considerando que “a cooperação com as autarquias tem sido excelente.” O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros sublinhou adiantou que estão previstos 589 novos centros escolares, dos quais 384 já estão concluídos e 186 em fase de obra. O Governo aprovou também um programa de requalificação das escolas dos 2º e 3º Ciclos, que conta já com76 escolas seleccionadas e um programa e o ensino particular que contempla 181 escolas, o que representa “um bom aproveitamento dos fundos comunitários.”

   O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros frisou que existe um movimento forte de investimento público e de aposta na escola pública para haver igualdade de oportunidades e para garantir uma escola de qualidade, de forma a garantir competitividade económica ao País e dar às pessoas oportunidade de terem mais sucesso nas suas vidas.
03-02-2011
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