Google
Mantenha-se actualizado.
Subscreva a nossa RSS
Twitter Tinta Fresca
Os espectadores de futebol devem poder regressar aos estádios?
Sim, com restrições
Não
Não sei / talvez
Edição Nº 229 Director: Mário Lopes Terça, 11 de Fevereiro de 2020
“Pegadas da Vida” é o concretizar de um sonho menineiro
Emigrante Cremilde Neves viaja da Suíça para lançar livro no Cadaval
  
           José Bernardo Nunes, Cremilde Neves e Fátima Paz
A Biblioteca Municipal do Cadaval promoveu, recentemente, o lançamento do livro “Pegadas da Vida”, de Cremilde Neves, um compêndio de memórias, pensamentos, sentimentos e poesias. A menina oriunda de Casais de Montejunto (Cadaval) é hoje mulher na Suíça, ocupando o seu tempo livre com a escrita, o desenho, o voluntariado e o desporto.

   Aquando do lançamento, ocorrido a 26 de janeiro, Fátima Paz, vereadora da Cultura, começou por felicitar Cremilde Neves pela concretização deste sonho, tendo enaltecido o facto de a autora se ter deslocado propositadamente a Portugal para lançar o livro no seu concelho de origem.

    Para João Carlos Costa, responsável da 91 FM Rádio e amigo de Cremilde, trata-se esta de uma edição (limitada) de autor, «um livro que a Cremilde fez praticamente sozinha», não obstante as naturais dificuldades de português de quem lida há mais de 20 anos com a língua alemã. Explica o profissional de comunicação que a autora cadavalense fez tudo por conta própria, desde a escolha das fotos, passando pela elaboração e seleção de textos e poemas, até às ilustrações, feitas também por si.

  João Costa, que assina o prefácio da publicação, refere tratar-se este de um livro sem grandes artifícios ou grafismos, que assenta na «simplicidade dos nossos sonhos». «Aquilo que a Cremilde nos deixa aqui é uma lição de que podemos sempre concretizar aquilo com que sonhamos», refere o radialista.

   «Onde fui criada, eu não aprendi a ler nem a escrever; aprendi a cavar vinha», refere Cremilde Neves. «Com o pouco que aprendi na escola, onde só fiz a quarta classe [quarto ano], sempre senti vontade de escrever, e escrevia sempre aquilo que sentia e que pensava, em pequenas folhas de papel», relata.

   «Por vezes, dizia à minha mãe para me comprar um caderno; ela comprava e eu escrevia. Tenho mais de três mil poemas escritos. Comecei a escrever aos 12, 13 anos e dizia sempre que um dia gostaria de publicar todos os meus poemas», acrescenta Cremilde.

   «Este livro fala um pouco daquilo que eu aprendi com os meus pais, com as pessoas da terra onde cresci, dos pouco estudos que fiz. Por isso, tive de pedir ajuda ao meu amigo João Carlos Costa, pois não sei escrever corretamente português, mas um dia saberei», afirma.

  «O meu livro também fala do que podemos fazer por um mundo melhor, porque, na Suíça, eu sou voluntária do hospital da cidade onde vivo», explica. A autora ajuda ainda os portugueses que para lá vão, e não sabem falar alemão, a tratar de trâmites legais junto dos organismos.

  Este seu livro retrata desde o seu passado no Cadaval ao seu presente na Suíça, com enfoque especial, segundo a própria, nos seus pais e nos ensinamentos que deles recebeu.

    Novos projetos na forja

   O próximo desafio literário de Cremilde Neves trata-se de um livro para crianças, que aponta poder trazer à luz dentro de um a dois anos. A ideia resulta de uma proposta do hospital suíço onde é voluntária mas é também um desafio que vem dos EUA, mais precisamente da comunidade portuguesa de Newark.

   «Os desenhos que eu faço significam aquilo que eu gostava que o mundo fosse. Cores que transmitem paz, alegria. Acho que, se existisse em cada sala de hospital uma imagem destas, todos os doentes sentiriam mais vontade de viver», defende Cremilde.

   «Já tenho aproximadamente 50 desenhos feitos e vou-me dedicar, então, a fazer um livro para as crianças, com estes desenhos, e tentar iluminá-las, para que elas possam fazer um mundo melhor, com mais amor e paz», declara.

   «Se tudo correr bem, no verão vou à América, e para não levar só este meu livro, levarei todos os desenhos que já tenho feitos, para selecionar 24 para fazer lá uma exposição, na Casa do Ribatejo», diz.

   Por seu turno, Fátima Paz deixou, publicamente, a disponibilidade camarária para voltar a acolher, no futuro, o trabalho da conterrânea Cremilde Neves, seja ele uma exposição de desenhos ou uma nova edição literária.

   Cremilde Neves, 44 anos, emigrante na Suíça desde setembro de 1999, trabalha na área da restauração (cozinha) e vive em Suhr (Aarau, Argóvia), perto de Zurique. Para além do desenho e da escrita, gosta de andar de bicicleta e de fazer desporto, sendo praticante de kickboxing e de karaté.
 
    Fonte: BF|SCRP|CMC
11-02-2020
« Voltar

Comentários

Nome:*
Email:*
Comentário:*

* Obrigatório
Ao comentar aceita automaticamente a
política de utilização deste portal.
Para que o seu comentário seja válido deve preencher todos os campos acima indicados como obrigatórios. O email é usado apenas para efeitos de verificação e não será exibido com o comentário. Os comentários deste portal são moderados, pelo que são sujeitos a verificação antes de serem publicados. Não serão aceites comentários de carácter insultuoso, discriminatório, racista ou spam.
Pesquisar
Ed. Anteriores
Contactos
Newsletter
 
Cartas ao Director
Blogue Tinta Fresca
Blogues
Sítios Úteis
 
OPINIÃO
Marcha lenta 2 – IP/Governo 0
Nuno Catita
Impacto da humidade na sua saúde
Dr Bartolome Beltran
Cancro e fumo do tabaco: dicas para deixar de fumar
Dr. Paulo Vitória
Novo Coronavírus provoca epidemia com desfecho imprevisível
Dr. Alfredo Martins
A reabilitação do Mercoalcobaça
Carlos Bonifácio
 

Projecto Co-Financiado por  Promotor  Desenvolvimento
Acessibilidade [Alt + D seguido de ENTER] D  POS_Conhecimento
FEDER União Europeia
FEDER
Associa��o de Munic�pios do Oeste Makewise - Engenharia de Sistemas de Informa��o