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Edição Nº 84 Director: Mário Lopes Terça, 9 de Outubro de 2007
Santarém
Moita Flores apresenta projecto de 96 milhões de euros de requalificação da frente ribeirinha

     


João Nunes, Teresa Castro, Dina Vieira
e Moita Flores

O projecto de requalificação urbana da frente ribeirinha de Santarém, apresentado no dia 3 de Outubro, no Waterfront 2007, no Centro de Congressos de Lisboa, promete revolucionar a zona e tornar Santarém um dos melhores destinos turísticos do País e da Europa. A Câmara Municipal de Santarém prevê a construção de um dique para libertar a zona ribeirinha das cheias e transformá-la no grande Parque da Cidade, a construção de uma via pedonal de ligação entre Alfange e a Ribeira de Santarém, no actual troço da linha de caminho-de-ferro a ser desactivado e a implantação de um pólo universitário da Universidade de Ciências Gastronómicas na antiga Fábrica de Alfange.

     Estiveram presentes no Centro de Congressos de Lisboa Francisco Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém; Dina Vieira, directora do Departamento de Gestão Urbanística e Ambiente da Câmara Municipal de Santarém; Teresa Castro e João Nunes, arquitectos responsáveis pelo projecto, além de outras entidades do concelho e investidores. O projecto conta com um orçamento 96 milhões de euros, repartidos em investimentos públicos e privados, com uma área de intervenção de 350 mil m2 e um período de execução entre 2007 e 2014.

   


Planta do projecto

Segundo Francisco Moita Flores, a Santarém “que agora desabrocha será a Santarém que teremos daqui a um século”. Para o autarca “os sonhos comandam a vida se puderem tornar-se realidade”, e para tal é necessário mobilizar públicos e privados para que seja possível a concretização deste sonho: “Devolver a Ribeira e Alfange à cidade de Santarém.”

       Para o presidente da Câmara Municipal de Santarém, a linha de comboio funciona como “um Muro de Berlim” entre a cidade e a Ribeira de Santarém e Alfange. Como tal, a hipótese de afastamento da linha é para o autarca “decisivo para esta requalificação”, bem como a consolidação das Barreiras de Santarém que custarão ao município cerca de 20 milhões de euros, estando a apresentação da candidatura ao QREN prevista para Outubro.

     


Moita Flores e Dina Vieira

Moita Flores considera também que neste momento “Alfange é um dos maiores cancros” do concelho de Santarém, que se isolou devido às barreiras e à linha de comboio, criando-se assim dessa forma mecanismos de autodestruição, urgindo devolvê-lo à cidade e estabelecer interacções com a Ribeira de Santarém porque é “uma das zonas mais belas da cidade.”

       Para o autarca, independentemente da localização do novo Aeroporto Internacional de Lisboa, Santarém é a cidade mais próxima e a única que tem à sua volta uma coroa circular de acessibilidades, pelo que investir em Santarém, é segundo o autarca, aproximar-se muito rapidamente do futuro. Moita Flores acredita que “Santarém vai começar uma caminhada que a vai levar a ser uma das mais belas e ricas cidades da Europa. Estamos a olhar a cidade não só olhando a Ribeira de Santarém, mas incluindo a Ribeira na requalificação urbana que estamos a fazer na cidade.” 

O projecto

   


Apoio fluvial

As principais âncoras do projecto são a revitalização da Zona Ribeirinha; a nova aproximação ao rio; a construção de um porto fluvial; a criação de um novo parque urbano da cidade; tornar Santarém a Capital da Gastronomia; tornar Santarém como destino turístico e criar um pólo universitário da Universidade de Ciências Gastronómicas.

       Actualmente a zona da Ribeira de Santarém e Alfange sofre de vários problemas, tais como: abandono, perda de identidade, crise no sector agrícola; degradação do tecido urbano; desertificação e envelhecimento populacional; tecido económico e social empobrecido; desarticulação entre cotas altas e baixas da cidade; descaracterização urbana; acessibilidades e espaços públicos desqualificados e falta de capacidade de atracção para o investimento e fixação de pessoas e turismo, entre outras.  Desta forma caminha-se para uma situação de sub-urbanização, dependência de Lisboa, desertificação, perda de identidade, além de vários riscos ambientais que podem provocar o colapso das barreiras e cheias.

     


Universidade de Ciências Gastronómicas

Como tal, segundo a autarquia, é necessário executar um projecto global de estabilização das encostas de Santarém que promova a ligação do planalto às zonas ribeirinhas, reforce a identidade da cidade histórica, crie novos sistemas de acessibilidades regionais e desenvolva a apetência turística das zonas ribeirinhas, entre outros.

       Segundo o projecto, Santarém enfrenta agora desafios, tais como: a fomentação da marca “Santarém”; a valorização das potencialidades turísticas do rio Tejo; a concentração na Ribeira de Santarém de programas museológicos; a potenciação da vivência da cidade e as ligações aos núcleos ribeirinhos; a criação de uma Santarém histórica revisitada; e Santarém como novo destino europeu na formação e na investigação gastronómica universitária, entre outros.

      Os objectivos da presente transformação urbana e ambiental são a requalificação da frente ribeirinha de Santarém conseguida através de uma série de operações que envolvem a atribuição de uma condição urbana à Ribeira de Santarém e a Alfange, condição hoje negada pelo risco de inundação a que estão sujeitas. A construção de um dique que liberte a zona ribeirinha das cheias e ao mesmo tempo a transforme no grande Parque da Cidade; a construção de uma via pedonal de ligação da Alfange à Ribeira de Santarém, no troço da linha de caminho-de-ferro a desactivar e a implantação de um pólo universitário da Universidade de Ciências Gastronómicas na antiga Fábrica de Alfange são os pontos fortes da estratégia de requalificação urbana da frente ribeirinha.

      O projecto será dividido em 6 fases, a saber:

Fase A – realojamento habitacional, na zona de Alfange, que se iniciará em 2007 e terminará em 2008, e cujo orçamento será de 2.375 milhões de euros;

Fase B – requalificação urbana da Ribeira de Santarém, que se iniciará em 2008 e terminará em 2014 e cujo orçamento rondará os 37.287 milhões de euros;

Fase C – construção de Dique, Parque Urbano e Praia Fluvial, que se iniciará em 2008 e terminará em 2012, e cujo orçamento previsto ronda os 16.100 milhões de euros.

Fase D – construção do Núcleo Universitário na zona de Alfange, que se iniciará em 2008 e terminará em 2010, com um orçamento de cerca de 8.124 milhões de euros;

Fase E – construção de Apoio Fluvial e Açude, que se iniciará em 2011 e terminará em 2014, e cuja verba ronda os 19.207 milhões de euros.

Fase F – construção da Promenade de ligação da Ribeira de Santarém a Alfange, com início previsto para 2012 e fim para 2014, e cujo orçamento ronda os 12.634 milhões de euros.

      O orçamento total é de 95.727.000€, repartidos da seguinte forma: 38.232.432.270€ provenientes de Investimento Público, através do REN, Orçamento de Estado e Interreg; 17.293.085.900€ através de parcerias Público-Privadas  e 40.201.957.000€ de Investimento Privado.

 Ficha Técnica:
Câmara Municipal de Santarém
ISA – Instituto Superior de Agronomia
José Soalheiro & Teresa Castro + OPR (Arquitectura)
PROAP João Nunes (Arquitectura Paisagista)
SQUARE am (Engenharia financeira)
Cesur_ F. Nunes da Silva (Acessibilidades, mobilidade, e Desenvolvimento Regional)
GR Lda (Hidráulica)

09-10-2007
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