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Edição Nº 201 Director: Mário Lopes Quarta, 12 de Julho de 2017
Opinião
Não adiemos a esperança
  
                              Victor Gil
Viver fora da nossa terra, visitar frequentemente outras terras e lugares, no país e por esse mundo fora, permite um olhar com alguma distância, um juízo com alguma objetividade e noção dos méritos e deméritos nossos e dos outros, mas nunca uma visão desapaixonada, antes marcada pelo grande amor que lhe temos e pela vontade de que, além de bela, a nossa terra seja perfeita.

   Custa-me dizê-lo, mas a sensação que tenho é que Peniche estagnou. Não porque no passado não se tenha feito obra, mas porque o que se tem feito é muito pouco, muitas vezes orientado em direções em minha opinião pouco consistentes e claramente insuficiente para garantir um presente de realização pessoal e comunitária, como base sólida para um futuro de esperança.

   O surf é uma boa ideia, que trouxe animação e juventude, algumas lojas e hostels. Mas a palavra-chave "capital da onda" é perigosamente redutora. Como de muito alto risco é assentar a ideia de desenvolvimento quase exclusivamente no turismo. Mesmo que o turismo viesse a ser o grande empregador do concelho, gostaria de ver mais que emprego na hotelaria como saída profissional para a nossa juventude.

   Atrair investimento, promover o desenvolvimento, criar condições de emprego e crescimento profissional, melhorar substantivamente a tão fraca qualidade urbana, são tarefas de absoluta prioridade, que devem exigir o empenhamento de todos. Só assim será possível atrair e fixar populações jovens, proporcionar condições para criar os filhos, numa estratégia que tem que ir muito mais longe, incorporando imaginação e trabalho, de forma a produzir riqueza nova, geradora de mais valias.

   Abundam em Peniche projetos incompletos, desajustados ou falhados. Peniche é uma cidade adiada em que a esperança tem sido colocada entre parêntesis.

   A elevação cultural da população é uma obrigação prioritária; a cultura deve ser encarada como motor e protagonista de desenvolvimento.

   A Universidade tem que ser desafiada a comprometer-se com a comunidade e com os empreendedores na concepção e realização de projetos translacionais que impactem a vida da cidade e que contribuam verdadeiramente para um desenvolvimento sustentado.

   Sinto que estamos numa encruzilhada: se não soubermos, agora, mudar de rumo, o caminho será inevitavelmente o retrocesso. Dos projetos autárquicos candidatos a Peniche, uns são protagonizados por grandes senhores da política local, que generosamente se apresentam à população, com o natural perigo de serem portadores de projetos já esgotados.

   Um projeto, liderado pelo Filipe Sales, traz consigo a novidade e a vontade em abrir novos caminhos de esperança para Peniche.

   É tempo de mudar de rumo. É tempo de apostar em soluções diferentes, alternativas. Como fizeram os franceses nas recentes eleições presidenciais, eu aposto em dar voz à juventude e lançar-lhes o desafio. Também por isso, apoio o projeto do Filipe Sales e da sua equipa. Porque não podemos adiar mais a esperança.

   Victor Gil
Mandatário para a Cidadania, Médico, Professor Universitário
12-07-2017
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