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Edição Nº 228 Director: Mário Lopes Sábado, 4 de Janeiro de 2020
Opinião
Mulheres portuguesas, por quem os sinos dobram
    
                      Joaquim Vitorino
Os portugueses estão mais pobres, mais incultos e violentos. A situação económica em que muitas famílias caíram não justifica a espiral de violência doméstica, que em apenas 10 meses tirou a vida a mais de 40 mulheres, que deixaram órfãos muitas crianças.

Não vamos esconder-nos atrás de causas subjacentes como o desemprego, que atingiu com severidade a classe média, que foi a principal responsável pela maior percentagem de divórcios no nosso país, o que nem sempre é bem digerido por uma das partes. Os filhos são forçados a assistir aos constantes atos de violência, que depois transportam para as escolas, onde um aluno violento é suficiente para desestabilizar toda uma turma, como tem sido noticiado em casos frequentes, enfraquecendo a motivação dos professores e a qualidade do ensino.

As consequências do trauma na sociedade e famílias pode ser um entrave à recuperação do ânimo coletivo, para sairmos rapidamente do desespero em que se encontram muitos portugueses e partirmos em busca da paz e justiça social, que nos conduza ao desenvolvimento económico, imprescindível para o equilíbrio mental daqueles, que se refugiam na violência gratuita, faltando-lhe muitas vezes a coragem, para enfrentar um novo rumo nas suas vidas.

   As mulheres portuguesas não devem nem podem ser o elo mais fraco tradicional nas sociedades latinas, porque há muito tempo que já deram provas da sua afirmação nos campos profissional e sóciocultural. É um direito adquirido e merecidamente reconhecido nas civilizações ocidentais: os homens não são donos das mulheres e dos filhos. Trata-se de um abuso feudal que não pode ser praticado em pleno século XXI. Esta barreira que tem que ser quebrada para que acabe o machismo grosseiro que ainda existe na cultura portuguesa, que não é justificável ou tolerável numa sociedade democrática, sendo até a agressão verbal inaceitável do ponto de vista sociológico e humano.

   Muitas das mulheres que conseguem divórcios litigiosos optam por abandonar o nosso País, levando consigo os filhos com medo de perseguições e represálias, procurando abrigo em países onde a legislação local as protejam, o que não impediu que recentemente um português se deslocasse à Suíça, para assassinar a ex-mulher e o companheiro desta.

     A nossa sociedade está desagregada e à beira do desequilíbrio. Sem objetivos concretos vai rumando contra a maré, sempre na tentativa de encontrar culpados para as suas próprias culpas. Enganam-se os que se desculpam com a crise porque as dificuldades unem as pessoas, não as dividem.

   O País está a perder o leme do barco que nos referenciava como um povo generoso e pacífico e não existe justificação ou causa para matar, porque ninguém é dono da vida de alguém.

   A legislação portuguesa tem vindo a dar alguma proteção aos infratores, porque só age depois do crime consumado. Esta bola de neve só terá um fim depois de ações severas contras os prevaricadores. Uma calamidade social que se tem agravado com o abandono do país de centenas de milhares dos nossos licenciados, que vai empobrecendo a nossa educação em geral, notando-se já um tremendo vazio. A crise deixou grandes mazelas na sociedade portuguesa, onde futuramente o ensino terá um papel preponderante para as cicatrizar, sendo neste setor que teremos que apostar o nosso futuro.

    Portugal terá que seguir em frente, esta é uma exigência que se nos impõe, em nome das próximas gerações e das crianças de hoje, porque serão elas que vão levantar este país de novo.

     J. Vitorino

OBS: Às mulheres portuguesas que foram vítimas da irracionalidade e da intolerância; aqui lhes deixo, a minha sincera homenagem.
04-01-2020
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