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Edição Nº 80 Director: Mário Lopes Segunda, 11 de Junho de 2007
PRADBA 2007
Bazar das Monjas de Coz institui Prémio
de Revelação Artística D. Benta de Aguiar

      O Bazar das Monjas de Coz instituiu, no dia do seu 3º aniversário, a 5 de Junho, o Prémio de Revelação Artística D. Benta de Aguiar (PRADBA). O concurso pretende contribuir para a descoberta de novos valores no campo das artes e para a divulgação da riqueza cultural e patrimonial da Freguesia de Cós, Concelho de Alcobaça, onde pontifica o Mosteiro de Santa Maria de Cós. O monumento, fundado em 1279, viria a ser transformado na casa conventual das monjas da Ordem feminina de Cister no século XVI, situação que se manteve até à extinção das ordens religiosas (1834). Os interessados poderão concorrer nas modalidades de Ensaio, Texto Literário, Pintura, Desenho, Escultura, Fotografia e Vídeo.

Valor dos prémios

1º Classificado – 1 500 Euros
2º Classificado - 750 Euros
3º Classificado - 250 Euros
Menções honrosas - 150 Euros cada

Data limite para a recepção dos trabalhos: 31 de dezembro de 2007
Cerimónia de entrega do prémio: 7 de junho de 2008
Exibição dos trabalhos: 14 de junho a 31 de julho de 2008
Levantamento dos trabalhos: 1 a 17 de Agosto de 2008

Regulamento disponível em www.bazardasmonjas.blogspot.com
Informações
Bazar das Monjas de Coz
R. Prof. José dos Santos Teodoro, 24
2460 – 396 Coz ǀ Alcobaça ǀ Portugal
Tel. & Fax 262 544 227
bazardasmonjas@gmail.com

Razão histórica

      Sobressai na história do Mosteiro de Sta. Maria de Coz o período fulgente de 1530 a 1578, durante o qual as monjas de Coz foram governadas por Dona Benta de Aguiar. Mulher austera, descendente de famílias “antigas e luzidas” com solar em São Paio da Pousada, nas proximidades de Braga, foi nomeada abadessa por mandado de D. João III com apenas vinte e sete anos de idade. Como sustentam os historiadores (1), D. Benta de Aguiar representa o tipo de monja integrada nos padrões da piedade e da mística conventuais próprios do catolicismo da segunda metade do século XVI.

      Tal como Teresa de Ávila (1515-1582), também Benta de Aguiar se entregava a frequentes jejuns e outras penitências, cumprindo zelosamente todos os rituais associados à vida conventual. A sua fé e fervorosa devoção ao culto religioso fizeram com que se acumulassem em seu redor os indícios místicos do miraculoso, existindo mesmo alguns registos de milagres por si supostamente realizados.

      D. Benta atraiu deste modo a atenção do Cardeal D. Henrique que se aproveitava dos seus “sanctos conselhos” e se encomendava às suas orações. Nas vésperas da batalha de Alcácer Quibir, em que D. Sebastião acabaria por desaparecer, D. Benta de Aguiar terá entre sonhos prenunciado o desastre das tropas portuguesas: Beati mortui, qui in Domino moriuntur, terá ouvido dizer em sonho, ao que se terá seguido a visão de um “campo alastrado de corpos mortos e despedaçados”.

      Tendo comunicado tal visão ao Cardeal D. Henrique este terá, segundo os registos históricos, ficado muito “triste e melancolizado”. A abadessa foi sepultada em 1578 no centro do coro monástico onde posteriormente receberia a veneração piedosa das monjas. Do seu epitáfio consta a frase Benta na Vida e Águia na subida ao Ceo, palavras que traduzem bem o prestígio e a aura milagrosa que rodeou esta mulher.

  (1) Pina e Sousa, C. M. A.; Gomes, S. A. (1998) – Intimidade e encanto: o Mosteiro Cisterciense de Sta. Maria de Cós (Alcobaça). Leiria: Edições Magno.

11-06-2007
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