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Edição Nº 213 Director: Mário Lopes Sábado, 29 de Setembro de 2018
Jorge Vala reclama meio aéreo em permanência na helipista de Alcaria
Eduardo Cabrita inaugura obras de ampliação do Centro de Meios Aéreos de Porto de Mós
  
  Eduardo Cabrita cumprimenta os bombeiros acompanhado
                                           por Jorge Vala
O presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, pediu ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que garanta a permanência de um helicóptero durante todo o ano no Centro de Meios Aéreos de Porto de Mós, em Alcaria. O pedido foi feito no dia 28 de setembro, durante a cerimónia de inauguração das obras de requalificação e ampliação do Centro de Meios Aéreos de Porto de Mós, onde foi feito um pequeno balanço dos incêndios na região e se realçou a importância do ataque inicial com recurso ao meio aéreo.

   Segundo Jorge Vala, “a localização geográfica desta helipista, bem como as excelentes condições de operacionalidade já criadas, permitem que este Centro de Meios Aéreos passe a dispor de um meio aéreo em permanência, quer de combate a incêndio, quer de proteção e socorro”.

   O edil justificou a exigência já que “este território é atravessado pelos principais eixos rodoviários nacionais", tem o "património natural das Serras de Aire e Candeeiros, bem como a mancha florestal da região de Leiria" e “não possui qualquer meio aéreo em permanência”.

   Jorge Vala revelou que este ano durante a permanência do meio aéreo em Porto de Mós, foram “registadas 81 saídas, o que corresponde a mais de uma saída por dia, verificando-se que a grande maioria das ocorrências ficaram concluídas na primeira intervenção”, afirmou.

  
  Ministro inaugurou as obras de requalificação e ampliação
               do Centro de Meios Aéreos de Porto de Mós
Assim segundo o autarca, “estes números visam bem a importância que constitui a presença de um meio aéreo para esta região e sobretudo a prontidão da sua atuação que se traduz numa ajuda permanente aos bombeiros na primeira intervenção”, salientou.

   O edil portomosense anunciou ainda que pretende “ampliar estas instalações e criar um polo formativo de excelência, estabelecendo protocolos e parcerias para contribuírem para a execução do plano de fogo controlado do município e criar condições para dotar este polo formativo de condições para alojar os diferentes agentes de proteção civil de todo o país, com vista a receberem formação sem pôr em causa a operacionalidade do Centro de Meios Aéreos”.

   Jorge Vala revelou também o trabalho desenvolvido na sensibilização e prevenção de incêndios no concelho de Porto de Mós, onde foram limpos mais de 200 hectares pelas entidades locais de um total de 2 mil hectares de terreno, naquele que foi “um esforço ímpar feito pela comunidade”. O edil lembrou que em 2018, e até à data, foram registadas 23 ocorrências no concelho, dos quais oito foram incêndios agrícolas, resultando na menor área ardida desde 2001, com apenas 1,97ha.

   Em resposta a Jorge Vala, Eduardo Cabrita não se comprometeu em garantir um meio em permanência, mas deixou a porta aberta para a concretização da medida. Segundo o ministro, “vamos fazer daqui a umas semanas a avaliação, de modo a que no próximo ano se possa fazer ainda mais e melhor. Certamente haverá meio aéreo em Porto de Mós. A resposta operacional dependerá desta avaliação global. Temos um balanço extremamente positivo deste Centro de Meios Aéreos, da importância do meio aéreo, da presença dos GIPS [Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro] e da articulação, quer com a Câmara Municipal, quer com a Junta de Freguesia”.

  
             Operacionais a postos na helipista de Alcaria
Eduardo Cabrita referiu que o helicóptero presente na helipista de Alcaria se insere dentro daqueles que tiveram prolongada a sua presença até 15 de outubro, face às condições meteorológicas existentes.

   O ministro da Administração Interna faz “um balanço extremamente positivo deste centro de meios aéreos” e " da "parceria com as entidades locais, tendo realçado o “papel notável que foi desenvolvido ao longo deste ano pelas autarquias locais, pela GNR e pelos bombeiros portugueses na resposta que está a ser dada que envolveu o grande empenho de meios”.

   Segundo Eduardo Cabrita, “sem o esforço local de investimento e de parceria não teria sido possível em tão pouco tempo passar de 22 para 33 Centros de Meios Aéreos”, nem “duplicada a capacidade de resposta dos GIPS que passaram a atuar em todo o território nacional”.

   O ministro salientou a importância da “consciência de que a autoproteção é um elemento fundamental” e lembrou que “nunca tanto como este ano se limpou tanto, nunca no inverno a agenda da limpeza da floresta foi tão viva”, mas “sabemos que há causas que são estruturais e que não se alteram num ano”, pelo que “temos de dar respostas imediatas. A resposta ao resultado efetivo do que foi o esforço de limpeza deste ano é começar já a preparar o próximo para que se faça ainda mais e melhor e se aperfeiçoe”, concluiu.

   À margem da cerimónia, Eduardo Cabrita lembrou aos jornalistas que após as tragédias de 2017 e as críticas ao sistema de proteção civil foi dada uma resposta pelo Governo, estando prevista para o futuro “uma aposta na prevenção, autoprotecção e resposta de meios”.

   Eduardo Cabrita recusou fazer balanços para já da atual época de incêndios, porque o Governo decidiu alargar o reforço de meios face às previsões meteorológicas que apontam para a continuação dos dias de calor mas revelou que os dados até hoje apontam para um número de incêndios de 44% face à média dos últimos 10 anos e uma área ardida de 63% por comparação com a média dos últimos 10 anos.


   Segundo o ministro, “não seria adequado comparar apenas com o ano passado. Há anos piores e melhores e uma comparação séria é uma comparação de longo prazo. A avaliação que fazemos quer da limpeza da floresta quer na autoproteção, quer no combate, é uma avaliação que permite dar confiança ao sistema e às populações e que nos obriga para o futuro a fazer para os próximos anos ainda mais e ainda melhor”, concluiu.

   Mónica Alexandre
29-09-2018
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