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Edição Nº 238 Director: Mário Lopes Segunda, 9 de Novembro de 2020
Santarém
Assembleia Municipal aprova Voto de Pesar pelo falecimento de Joaquim Veríssimo Serrão
  
    Joaquim Veríssimo Serrão na apresentação do livro
                           Foral de D. Manuel I a Santarém
Tendo como proponentes a Bancada do PSD na Assembleia Municipal e a União de Freguesias da Cidade de Santarém, a Assembleia Municipal de Santarém, manifestou, no dia 28 de setembro, o seu profundo pesar pelo falecimento do ilustre Scalabitano, Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, ocorrido no dia 31 de julho de 2020, e endereça à família enlutada, as mais sentidas condolências.

   Joaquim Veríssimo Serrão, nasceu em 08 de Julho de 1925, em Tremês. Santarém, é pai, do historiador da Arte, Victor Serrão e da Filosofa Adriana Veríssimo Serrão
Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 1948. Um ano antes dera à estampa “Ensaio Histórico sobre o Significado da Tomada de Santarém aos Mouros em 1147”, e estreia-se, em 1948, como conferencista, apresentando “A mundividência na poesia de Guilherme de Azevedo”.

   Em 1950 partiu para Toulouse, no sudoeste de França, onde foi leitor de Cultura Portuguesa da universidade local. Durante este período contactou com lusitanistas como Paul Teyssier, León Bourdon e Jean Roche. Durante esta estada publicou “A Infanta D. Maria (1521-1570) e a sua Fortuna no Sul da França” e dá a conhecer investigações sobre António de Gouveia, Francisco Sanches, Diogo de Teive, Manuel Álvares e outros letrados portugueses que frequentaram aquela universidade.
Em 1957 defendeu a tese de doutoramento na Universidade de Coimbra, intitulada “O Reinado de D. António Prior do Crato: 1580-88”, e iniciou funções docentes na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

   Na década seguinte, o historiador foi particularmente profícuo: além de dar aulas e conferências, publicou trabalhos sobre humanistas portugueses nas universidades de Salamanca, Montpellier e Toulouse, as relações externas entre Portugal e as cortes europeias no século XVI, o Brasil colonial (séculos XVI e XVII) e a crise dinástica de finais do século XVI.

   Fez parte do grupo de colaboradores da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira e do Dicionário da História de Portugal, dirigido por Joel Serrão, onde assinou dezenas de entradas.

    Entre 1967 e 1972, suspendeu a atividade docente, por ter sido nomeado diretor do Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris. Nestas funções destacou-se na divulgação dos estudos portugueses, tendo, entre outros títulos, publicado “Arquivos do Centro Cultural Português”.

   Em 1973 regressou a Portugal e ocupou a cátedra de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, da qual foi reitor até 1974, cargo do qual saiu após a Revolução de 25 de Abril.

    Pouco depois, o historiador deu testemunho da sua amizade a Marcello Caetano, último presidente do Conselho de Ministros do regime corporativista, publicando “Confidências no Exílio” (1985) e “Correspondência com Marcello Caetano 1974-1980” (1994).
Recebeu em 1954, o prémio Alexandre Herculano, em 1965, o prémio D. João II em 1992, o prémio Identidade Nacional, em 1995, foi distinguido com o prémio Príncipe das Astúrias em Ciências Sociais e recentemente nomeado membro efetivo da Academia Europeia de Yuste 2000. Em 2006 foi agraciado com a grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago de Espanha.

   Pelo excecional mérito do seu percurso pessoal e Académico, recebeu a Medalha Honorífica da Universidade de Coimbra em 19 de Abril de 2007 e o titulo Professor Honoris Causa do Instituto Politécnico de Santarém em 2011.

   Foi sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa de História, a que presidiu de 1975 a 2005, da Academia da Marinha, da Associação dos Arqueólogos, da Académie du Latin de Paris, do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Brasileira de Letras e e das Academias Nacionais de la História da Venezuela, da Argentina, do Uruguai, da Bolívia, da Colômbia, do Chile, Porto Rico e da Republica Dominicana, assim como de outras instituições cientificas nacionais e estrangeiras, como a Real Academia de la História de España.

   Foi igualmente Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Montpellier (1974) Complutense de Madrid (1995). Comendador da Ordem do Cruzeiro do Sul. Brasil (1966), Grã-Cruz das Ordens do Mérito Civil (1990), da Ordem de Andrés Bello, da Venezuela (1994) de Afonso X o Sábio, de Espanha (1995), bem como da Medalha de Plata da Galiza (1993).

   Foi ainda um dos fundadores do Instituto Politécnico de Santarém tendo sido Presidente da sua Comissão Instalador de 1980 a 1984 e foi desde sempre colaborador da imprensa regional como o Correio do Ribatejo, Vida Ribatejana e o Ribatejo.

     Assim, a Assembleia Municipal de Santarém, na sua Reunião de 28 de Setembro de 2020, deliberou aprovar um voto de profundo pesar pela morte do ilustre cidadão de Santarém, Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, dando conhecimento do teor deste, à família enlutada.
09-11-2020
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