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Edição Nº 237 Director: Mário Lopes Domingo, 4 de Outubro de 2020
Opinião
Estrada Nacional Nº 1
   
                     Nuno Catita
A Estrada Nacional Nº 1 foi, até 1991, ano em que a A1 passou a ligar Lisboa ao Porto, a principal via rodoviária do país. Já nesse tempo, a falta de condições eram mais que evidentes e só o elevar de fortes protestos e cortes de estrada pela população levaram à sua melhoria. Na Benedita, morar do lado da serra, era arriscar a vida por cada vez que era necessário atravessar a estrada. Parar no eixo da via era como jogar à roleta russa, pois a possibilidade de ser abalroado por outra viatura era enorme. Uma passagem aérea entre os dois lados da estrada e separadores centrais nos principais cruzamentos responderam a algumas exigências. Embora fosse um investimento irrisório face à melhoria significativa da segurança que se exigia, diminuíram a sinistralidade.

   Neste pacote de melhorias, só que anos mais tarde, incluiu-se também um novo troço entre Rio Maior e Alcoentre, evitando a sinuosidade da estrada e reduzindo o fluxo de trânsito na fustigada Asseiceira. Mais um passo em frente pela segurança, concluímos todos nós.

   Mas, estes 20 km, responsáveis pela nova designação da estrada para IC2, apresentam hoje um tal estado de degradação que as consequências para os utentes são extremamente gravosas, iguais ou piores aos vividos na velha N1, cuja memória me continua a trazer o estrondo do choque e os gritos de agonia provocados por acidentes de pesados, ligeiros, motociclos, sem falar dos inúmeros atropelamentos..

  O governo central, conhecedor deste cancro rodoviário no nosso país, pelas inúmeras interpelações feitas quer por governantes locais, quer por entidades várias, quer pelos próprios cidadãos, têm ignorado o problema, escudando-se em aberturas de concursos de empreitadas que não passam de intenções para acalmar a revolta. Certo, sr. ministro Pedro Nuno Santos?

   Já por duas vezes se fizeram marchas lentas em protesto, com resultados muito concretos de promessas do governo, por intermédio das Infraestruturas de Portugal (IP). A primeira aconteceu a 12 de julho de 2019, que resultou numa garantida adjudicação da obra até ao final do ano. Acreditou-se que era verdade, mas os organizadores do protesto não baixaram os braços. Foram fazendo contactos atrás de contactos junto da IP, e as poucas respostas que recebiam eram confusas e inconclusivas. Os acidentes continuavam a acontecer e chegou-se a março de 2020 sem quaisquer desenvolvimentos sobre as prometidas obras, o que motivou a segunda marcha lenta, a 6 de março. Para a evitar, os jornais encheram-se de anúncios do avanço do concurso público e a IP enviou ofícios às autarquias locais, indicando o final do semestre para o início das obras.

  Estamos em setembro, a “estrada da vergonha” está pior que nunca e prepara-se uma terceira marcha lenta. O Governo vai vergonhosamente esticando os prazos para a execução de uma obra urgente, numa descarada tentativa de se aproximar do próximo ato eleitoral. Qual será o custo real de um voto, quando continuamos a ouvir o estrondo do choque e os gritos de agonia?

    Nuno Catita
04-10-2020
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