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 Dulce Alves
As eleições internas do PSD fazem-me lembrar uma conhecida história bíblica - a de David e Golias. Um simples pastor israelita que ousou defrontar - saindo vitorioso - um gigante guerreiro filisteu. Associar política partidária ao Antigo Testamento pode não parecer muito sensato, mas tendo em conta as particularidades destas eleições directas históricas para o PSD, esta alusão faz todo o sentido.
Com efeito, neste combate intra-partidário perfila-se, de um lado, Luís Filipe Menezes (leia-se: ‘David’), ousando conquistar a liderança de um partido que se encontra moribundo. Determinado, corajoso e consciente da urgência que há em ‘virar a página’ no PSD, Menezes avançou impedindo também que Mendes fosse sozinho a este combate. Não dispõe dos mesmos recursos e meios que Mendes, tal como o israelita David - que apenas possuía uma pequena fisga e algumas pedras – mas a garra com que tem pautado a sua campanha é uma arma a temer. É também facto que as hostes que o ladeiam não são compostas pelos ditos ilustres do partido, mas revela mais hombridade e menos dependência de poder que o adversário. E por falar em adversário, do outro lado do campo de batalha, Mendes é Golias – está longe de ser ‘gigante’ mas, comparativamente a Menezes, parte para este combate com alguma vantagem. A vantagem de já estar alojado na sede da Lapa há dois anos – embora mal se tenha dado por ele - e a vantagem de se ter munido de hostes com algum peso. Ainda assim, o seu apego ao poder – a roçar a obcecação – não o deixam ver que Menezes está bem mais preparado para liderar com a dedicação, firmeza e coerência exigíveis a um líder partidário.
Passados dois anos, Mendes resolveu ressuscitar e vem agora apregoar “estabilidade”, bradar clemência e implorar uma segunda oportunidade aos sociais-democratas! Eu por cá, acredito que “o estado-maior de Marques Mendes” tem os dias contados. No combate do próximo dia 28, a história de David e Golias pode repetir-se. E se assim for, Menezes dará uma inaudita lição aos gigantes do partido.
Assim queiram os militantes sociais-democratas. Ou pelo menos, aqueles que – como eu - não se acomodando, lutam com coragem pelos nossos valores e causas sociais-democratas, demonstrando mais ética nas responsabilidades e mais ética nas convicções. Que no próximo dia 28 levem até à urna não só as convicções, mas também a indignação – face aos que teimam em desacreditar, fragilizar e manter morno um grande partido, que é o meu e o de muitos portugueses.
Dulce Alves Mandatária para a Juventude (Concelho de Alcobaça) na Candidatura de Luís Filipe Menezes ao PSD
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