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Edição Nº 55 Director: Mário Lopes Sábado, 14 de Maio de 2005
Opinião
XIII Festival de Música de Alcobaça - O Encontro das Artes

no cinquentenário da morte de Luís de Freitas Branco
no tricentenário do nascimento de António José da Silva «O Judeu
»

 Alexandre Delgado

O carácter interdisciplinar é a imagem de marca do Cistermúsica 2005 - XIII Festival de Música de Alcobaça, que tem como tema «O Enconro das Artes» e explora ligações da música com a pintura, a dança, a poesia, o teatro e o cinema.
Comemorando o tricentenário do nascimento de António José da Silva, o teatro estará presente através de uma das óperas d´«O Judeu», As Variedades de Proteu, com a magnífica música barroca de António Teixeira. Numa produção que conta, tal como na versão original, com teatro de marionetas, será a primeira apresentação de uma ópera em versão cénica no Festival de Música de Alcobaça.

Incluindo, também pela primeira vez, um espectáculo de dança, o Festival assinala igualmente o bicentenário do nascimento de Hans Christian Andersen através de um bailado de Florent Schmitt inspirado nos contos de fadas do escritor dinamarquês. Esse programa, acompanhado com música ao vivo, é completado com Ma mère l´oye de Ravel e Gymnopédies de Erik Satie, em novas coreografias encomendadas pela Companhia de Dança Contemporânea. Estes dois espectáculos, envolvem forças vivas da vida cultural alcobacense: as S.A. Marionetas e a CeDeCe.

A poesia estará presente num recital que inclui o Spanische Liebeslieder de Schumann, ciclo para quatro vozes e piano a quatro mãos com poemas de Camões e Gil Vicente, num programa que percorre o universo do Lied. Quanto à pintura, surgirá no concerto inaugural através de quatro extraordinários poemas sinfónicos de Max Reger inspirados em quadros do pintor simbolista Arnold Böcklin e provavelmente inéditos em Portugal.

Esta ligação entre as artes condiz afinal com a personalidade culta e multifacetada de Luís de Freitas Branco, compositor fulcral do século XX português, cujo cinquentenário da morte será assinalado através da audição de obras tão importantes como a Sinfonia nº 2, o Quarteto de Cordas e os Três Sonetos de Antero. Além de uma mesa redonda dedicada ao compositor, a programação do Cine-Teatro de Alcobaça incluirá a projecção dos filmes Frei Luís de Sousa e Gado Bravo, com banda sonora assinada por Luís de Freitas Branco.

Dois programas de música de câmara incluirão a estreia de um quarteto de cordas encomendado pelo Cistermúsica a João Pedro Oliveira, nome cimeiro entre os actuais compositores portugueses, bem como a primeira apresentação em Portugal do jovem Trio Mediterrain.

A componente infanto-juvenil não foi esquecida, com o espectáculo Morte e Nascimento de uma Flor, pela Companhia de Música Teatral, que será apresentado no Dia Mundial da Criança.

Como habitualmente, concertos didácticos da Academia de Música de Alcobaça e da Banda de Alcobaça terão lugar em várias escolas da região.
Mantendo a ligação ao Mosteiro de Alcobaça e ao Mosteiro de Cós, o Festival tem doravante com o renovado Cine-Teatro de Alcobaça como espaço ideal de acolhimento.
Destaque-se ainda a inclusão, na brochura do festival, de verdadeiros ensaios de Yvette K. Centeno e José Oliveira Barata, dedicados, respectivamente, ao recital de «Música e Poesia» e à figura e obra d´«O Judeu», entre outras colaborações de relevo.


        Alexandre Delgado (Director Artístico)

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                              Programa

MESA REDONDA

Sáb. 14 de Maio, 18h00 / Cineteatro de Alcobaça
EM TORNO DE LUÍS DE FREITAS BRANCO
Com a presença de:
José Pedrosa Cardoso (musicólogo)
Nuno Bettencourt Mendes (musicólogo)
Virgílio Melo (compositor)
Moderador: Alexandre Delgado

                       CONCERTOS

Sáb. 14 de Maio, 21h00 / Cineteatro de Alcobaça
MÚSICA E PINTURA - Concerto Sinfónico


Luís de Freitas Branco: Sinfonia nº 2 (1926)
Max Reger: Quatro poemas sinfónicos inspirados em Böcklin (1913)

Sinfonietta - Orquestra Sinfónica da ESMAE, António Saiote (direcção)

O alemão Max Reger inspirou-se nos quadros do pintor romântico Arnold Böcklin - autor da célebre Ilha dos Mortos - e compôs em 1913 quatro extraordinários poemas sinfónicos que provavelmente nunca foram ouvidos em Portugal. A Sinfonia nº 2 de Luís de Freitas Branco, obra-prima do reportório sinfónico português, de inspiração gregoriana, não é ouvida ao vivo há várias décadas. Estas duas obras serão tocadas pela excelente Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto, sob a direcção de António Saiote.


Dom. 15 de Maio, 18h30 / Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça
DE HAYDN AO SÉCULO XXI - Obras para Quarteto de Cordas

Joseph Haydn: Quarteto op. 77 nº 1 (1799)
João Pedro Oliveira: Quarteto de cordas - estreia absoluta (2005)
Luís de Freitas Branco: Quarteto de cordas (1911)

QUARTETO LACERDA
Alexander Stewart (1º violino), Regina Aires (2º violino), Alexandre Delgado (violeta),
Hilary Alper (violoncelo)

O Quarteto Lacerda apresenta, na Sala do Capítulo do Mosteiro de Alcobaça, o Quarteto de cordas de Luís de Freitas Branco, marco da introdução do Modernismo em Portugal, num programa que inclui um dos mais geniais quartetos do «pai do quarteto de cordas», Joseph Haydn, e a estreia absoluta de um quarteto de João Pedro Oliveira encomendado pelo CISTERMÚSICA em parceria com o Festival de Música do Estoril.


Sáb. 21 de Maio, 21h00 / Cineteatro de Alcobaça
MÚSICA E POESIA - Recital de Canto e Piano


Franz Schubert: Gretel am spinnrad, Erlkönig, Heideröslein
Hugo Wolf: Excerto do «Spanisches Liederbuch»
Luís de Freitas Branco: Três Sonetos de Antero
Alexandre Delgado: Poema de Deus e do Diabo
Robert Schumann: Spanische Liebeslieder op. 138

Ana Ester Neves (soprano), Larissa Sevchenko (meio-soprano), Mário João Alves (tenor), Luís Rodrigues (barítono), Raul Pinto (piano), Jaime Mota (piano)

Um grupo de quatro cantores e dois pianistas percorre o universo do Lied do século XIX, interpretando obras de Schubert, Hugo Wolf e Schumann, incluindo, deste último, o raríssimo Spanische Liebeslieder op. 138 para quatro vozes e piano a quatro mãos, com poemas de Gil Vicente, Sá de Miranda e Luís de Camões. Assinalando o cinquentenário da morte de Luís de Freitas Branco, o programa é completado com os Três Sonetos de Antero deste compositor e com Poema de Deus e do Diabo de Alexandre Delgado, sobre texto de José Régio.


Dom. 22 de Maio, 18h30 / Mosteiro de Cós
ROMANTISMO E PÓS-ROMANTISMO - Obras para Clarinete, Violoncelo e Piano


Viana da Mota: Trio em Si menor (1889)
Alexander Zemlinsky: Trio para clarinete, violoncelo e piano op. 3 (1896)
Johannes Brahms: Trio para clarinete, violoncelo e piano op. 114 (1891)

TRIO MÉDITERRAIN
Laura Ruiz Ferreres (clarinete), Bruno Borralhinho (violoncelo),
Florian von Radowitz (piano)

O Trio Méditerrain, agrupamento luso-hispano-germânico sediado em Berlim, leva-nos ao fim do século XIX interpretando o deslumbrante Trio para clarinete, violoncelo e piano de Brahms, no Mosteiro de Cós. De Zemlinsky, compositor que fez a ponte entre o romantismo e o modernismo, ouviremos um juvenil trio para os mesmos instrumentos. O Trio em Si menor de Viana da Mota, originalmente para violino, violoncelo e piano, é uma jóia desconhecida da música de câmara portuguesa.


Sáb. 28 de Maio, 21h00 / Cineteatro de Alcobaça
BAILADO A 4 MÃOS - Espectáculo de Dança com Música ao Vivo


Ravel: Ma Mère L´Oye / coreografia de Clara Andermatt
Erik Satie: Gymnopédies / coreografia de Gagik Ismailien
Florent Schmitt: Le Petit Elfe Ferme l´Oeil / coreografia de Jean Louis Barning

CeDeCe - Companhia de Dança Contemporânea
António Rosado e Bruno Belthoise, piano a quatro mãos


Fascinado pelo universo da infância, Ravel compôs em 1910 a suite Ma Mère l´Oye para piano a quatro mãos, inspirada em contos de fadas franceses do século XVII. Florent Schmitt fez, dois anos depois, uma adorável réplica a essa obra, com a suite Le Petit Elfe Ferme l´Oeil, inspirada em Andersen. Neste espectáculo, novas coreografias encomendadas pela Companhia de Dança Contemporânea a Clara Andermatt e a Jean Louis Barning serão acompanhadas ao vivo pelos pianistas António Rosado e Bruno Belthoise, num programa que inclui as célebres Gymnopédies de Erik Satie, numa coreografia de Gagik Ismailien.


4ª Feira 1 de Junho / Cineteatro de Alcobaça
MORTE E NASCIMENTO DE UMA FLOR - espectáculo para crianças

Concepção: Companhia de Música Teatral
Música e direcção artística: Paulo Maria Rodrigues
Guião: a partir do livro Morte e Nascimento de Uma Flor de Elvira Santiago
Sistemas Interactivos e Desenho de Som: Luís Girão
Desenho de Luz: Manuel Alão
Intérpretes: Ana Paula Almeida, Carolina Rodrigues, Rui Rosa
Ideia: Helena Rodrigues
Produção: Companhia de Música Teatral e Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
Director de produção: Jorge Leal

Inspirado no livro de Elvira Santiago, este espectáculo da Companhia de Música Teatral reune música, movimento e arte digital, transpondo para o palco as ideias de transformação e de ciclo presentes na obra literária. Morte e Nascimento de Uma Flor procura cativar simultaneamente crianças e adultos, recorrendo a elementos básicos de comunicação, a diferentes tipos de música, à interacção entre público e intérpretes e a situações de humor, num registo poético que apela à sensorialidade e ao deslumbramento.


Sáb. 4 de Junho, 21h00 / Cineteatro de Alcobaça
MÚSICA E TEATRO - Ópera Barroca de Marionetas


AS VARIEDADES DE PROTEU
Ópera de António José da Silva e António Teixeira

Mário João Alves (Proteu), Susana Teixeira (Cirene), Maria Repas Gonçalves (Maresia), Armando Possante (Caranguejo), Paula Pires de Matos (Dórida), Marco Alves dos Santos (Nereu), Rui Baeta (Rei Ponto), Carlos Guilherme (Políbio)

Encenação: Salmo Faria

S.A. MARIONETAS
Construção de Marionetas/Figurinos/Cenários de Bárbara Santos
Apoio técnico na Construção de Marionetas e Cenários de José Gil
Direcção de José Gil
Marionetistas : Sofia Vinagre / Jaime Lelo / José Gil / Bárbara Santos

ORQUESTRA «A ESCOLA DE RHETORICA, METRICA E HARMONIA»
Direcção musical: Stephen Bull

Assinalando o 3º centenário do nascimento de António José da Silva, «o Judeu», o CISTERMÚSICA orgulha-se de produzir e apresentar, em co-produção com a companhia S.A. Marionetas, a ópera As Variedades de Proteu, com fascinante música barroca de António Teixeira, cantada em português e estreada em 1737. Esta história mágica e cómica, de amores trocados entre príncipes e princesas da Antiguidade, será apresentada, tal como na época, com marionetas, oito cantores e orquestra.

                           CINEMA

Quinta-feira 19 de Maio, 21h30, Cine-Teatro de Alcobaça

GADO BRAVO (1934)
Um filme de António Lopes Ribeiro
Música de Luís de Freitas Branco


Quinta-feira 26 de Maio, 21h30, Cine-Teatro de Alcobaça

FREI LUÍS DE SOUSA (1950)
Um filme de António Lopes Ribeiro
Música de Luís de Freitas Branco

14-05-2005
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