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Edição Nº 123 Director: Mário Lopes Quinta, 13 de Janeiro de 2011
Opinião
A candidatura de Francisco Lopes
    


Ricardo Miguel

 I Onde estamos 

   A população portuguesa enfrenta, há demasiados anos, uma situação de agravamento das condições de vida, de aumento do desemprego e da precariedade, de falências e encerramento de empresas, de acentuação das injustiças e desigualdades, de incremento da dependência externa e perda de soberania.

   Ao contrário do que alguns dizem a crise económica e social não resulta de qualquer inevitabilidade ou da incapacidade dos portugueses, antes de opções políticas ao serviço de uma minoria privilegiada.

   Estes mais de 30 anos de políticas erradas destruíram a capacidade produtiva, fábricas e campos, abateram navios e embarcações de pesca, arrancaram árvores de fruto, acabaram com culturas e empobreceram o interior, privatizaram serviços e empresas estratégicas, serviram interesses financeiros e especulativos.

   Política errada que garantiu a concentração e centralização capitalista através de um modelo de produção manufactureira de reduzido conteúdo tecnológico, de elevada e intensa utilização de mão-de-obra barata e pouco qualificada, no favorecimento dos sectores não transaccionáveis, nomeadamente na construção e imobiliário, sectores financeiros, energia e grande distribuição e na crescente financeirização da nossa economia.

   II As presidenciais e a resposta necessária

   As eleições presidenciais de Janeiro de 2011 são uma oportunidade e um momento decisivo no desenvolvimento da luta para uma profunda mudança na vida nacional que defenda o emprego, o aparelho produtivo, combata as injustiças e garanta a soberania e independência de Portugal.

   Não foi preciso esperar muito para ver confirmada a natureza da candidatura de Cavaco Silva, ao serviço da direita conservadora; de Fernando Nobre, ao serviço do centro-direita populista; de Defensor Moura, tentando captar os sectores mais à direita dentro do PS e de Manuel Alegre, incapaz de gerir as insanáveis contradições do seu projecto pessoal, comprometido com décadas de políticas nefastas para o nosso povo.

   Não foi preciso esperar muito para confirmar (e os debates televisivos foram bem claros) o acerto da decisão do PCP em avançar com uma candidatura própria, patriótica e de esquerda, verdadeiramente comprometida com os valores de Abril e, particularmente, o acerto da escolha de Francisco Lopes para dar um rosto a essa tarefa.

   É já notório que temos uma grande candidatura e um grande candidato. Certo de que em democracia os votos não têm “donos” a não ser os eleitores que votam segundo a sua consciência, ninguém tem o direito de se reclamar vencedor antecipado, antes da contagem dos votos.

   Mais do que em episódios marginais, ainda que inaceitáveis, Francisco Lopes tem concentrado o seu discurso nas raízes da dramática situação nacional (e internacional): a aceitação de um sistema que tem permitido, como é hoje mais do que evidente, a desigualdade e a injustiça social.

   Talvez o Francisco Lopes não ganhe as eleições mas porque é o candidato que, em minha opinião, tem melhores condições para o cargo tem o meu VOTO. É preciso votar bem.

   Ricardo Miguel
   Professor
13-01-2011
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