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Edição Nº 228 Director: Mário Lopes Quinta, 16 de Janeiro de 2020
Abertura da mostra integrou-se nas comemorações do Feriado Municipal
Selma Fuster inaugura exposição de pintura
na Biblioteca Municipal do Cadaval
    
                                     Selma Fuster e Fátima Paz 
Está patente, até dia 31 de janeiro, na Biblioteca Municipal do Cadaval, a Exposição de Pintura “Estudos sobre retratos célebres”, da autoria de Selma Saraiva Fuster, filha do reconhecido médico Mário Saraiva que residiu no Vilar e trabalhou no Concelho. A mostra abriu ao público aquando das comemorações do Feriado Municipal, a 13 de janeiro.

   Integram a exposição cerca de 30 telas onde constam retratos célebres, mas também paisagens e “natureza morta”. A título de curiosidade, um dos trabalhos reflete uma pintura executada numa parceria da autora e respetivo pai.

  A mostra ficará gratuitamente patente ao público até dia 31 de janeiro, no horário da biblioteca, de segunda a sexta-feira, das 09h30 às 18h30, e ao sábado, das 10h30 às 17h00.

   Selma Fuster: uma vida ligada à cultura

   
                                   Pinturas de Selma Fuster
O gosto de Selma Saraiva Fuster pela pintura vem do tempo de escola. «O meu pai sempre desenhou bem e ensinou-me os primeiros passos, no Vilar», relata a própria.

  Embora tendo frequentado a licenciatura em Farmácia, a sua veia artística conduzi-la-ia a mudar de rota, vindo a completar o conservatório de música, designadamente em Piano. Cursou ainda tradução e também técnicas documentais. Mas foi em paralelo com o ensino secundário que frequentou alguns cursos de pintura.

   Trabalhou na captação de jovens para concertos sinfónicos e foi agente artística do pianista António Toscano e da cantora de ópera Elvira Ferreira. «Conheci muitas personalidades da cultura, que também tiveram uma certa influência na minha formação», salienta Selma.

   Já em idade adulta, voltaria a cursar Pintura, no sentido de se aperfeiçoar nesta sua forma de arte. «Trabalhei na RDP, viajei muito e tive uma vida muito ocupada, e portanto estive muito tempo sem pintar. Fazia só umas coisas a lápis», conta.


   Foi nos últimos quatro anos, e já depois do falecimento do marido, que retomou a pintura. Escolheu o Vilar para exercer a sua arte, por ser um local que considera inspirador. Quando pinta, o antigo consultório de seu pai, situado naquela localidade, transforma-se em ateliê de pintura. Em boa verdade, a artista divide a sua vida atual entre Lisboa e o Vilar (Cadaval).

   A sua pintura reflete-se muito nas viagens que fez, no entanto revela ter sempre gostado muito de fazer retratos. «Visitei muitos museus e, talvez influenciada por isso, quando vejo um rosto, com determinado vestuário, que me atraia, sou impulsionada a fazer um estudo sobre ele», declara. Isto porque gosta de poder ter em sua casa algo que a ajude a reter essas boas memórias. «Também me interesso por figuras históricas, por exemplo Mozart, mas independentemente do que representam, para mim o que conta é a beleza que o retrato tem», adianta. «Chamo-lhes estudos porque os faço à vista, a partir de uma revista ou livro; uns mais fiéis ao original do que outros», nota a autora.

   A exposição inclui, também, quadros de natureza morta, mais antigos. «Há um que o pai não acabou e eu, depois, é que lhe dei as últimas pinceladas e acrescentei mais qualquer coisa», refere.

   Elaborados maioritariamente a óleo sobre tela, embora também a lápis de carvão, os seus trabalhos não foram feitos com a intenção da venda, embora excecionalmente isso possa acontecer.

   Antes desta mostra, e por opção própria, apenas havia exposto nos tempos de estudante. Fez gosto em expor no Cadaval por ser esta a sua terra. «Eu gosto da zona, tenho cá pessoas amigas e tenho de vir fazer companhia à casa [Vilar]. Também gosto muito das pessoas daqui, tratam-nos muito bem», destaca a autora da exposição.

    Mário Saraiva: médico altruísta viveu no Vilar

    Mário António Caldas de Mello Saraiva (12/05/1910 – 28/05/1998) radicou-se no Vilar em 1936. Foi diretor do Hospital da Misericórdia do Cadaval, trabalhou no Posto Clínico da Caixa de Previdência no Vilar e foi médico da Esquadra n.º 11 da força Aérea, na Serra de Montejunto, além de clínico privado e também crítico literário. Pelo seu papel altruísta enquanto médico, o povo da freguesia do Vilar prestar-lhe-ia, em 1987, ainda em vida, homenagem pelos 50 anos de dedicação.
 
    Fonte: BF|SCRP|CMC
16-01-2020
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