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Edição Nº 170 Director: Mário Lopes Sexta, 12 de Dezembro de 2014
Doença afeta 1 milhão de portugueses
Frio pode agravar sintomas da DPOC
   A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é uma doença crónica e progressiva. É a quinta causa de morte em Portugal, afetando 14,2% da população portuguesa com mais de 40 anos. Apenas 10% dos cerca de um milhão de doentes em Portugal estão corretamente diagnosticados; os restantes 90% recorrem repetidamente a assistência médica não programada justificando os elevados custos indiretos consumidos pela doença (300 milhões de euros/ano).

   O tabagismo é a principal causa de DPOC, com os fumadores a terem 13 vezes mais probabilidades de morrer de DPOC do que os não fumadores. A exposição passiva ao fumo ou a outros poluentes interiores ou exteriores, também pode aumentar a possibilidade de uma pessoa vir a desenvolver esta doença.

   Os sintomas mais comuns da DPOC são dispneia (dificuldade em respirar/falta de ar), expetoração excessiva (uma mistura de saliva e muco nas vias aéreas), tosse crónica e pieira. Estes sintomas têm um impacto devastador sobre a qualidade de vida do doente. As atividades diárias, como por exemplo subir um pequeno lance de escadas, podem vir a tornar-se muito difíceis, pois a condição do doente piora gradualmente. A maioria dos doentes indica a manhã como o período do dia em que os sintomas são piores do que o habitual, referindo a falta de ar como o sintoma mais associado às dificuldades sentidas na rotina matinal.

   O diagnóstico desta doença passa por um simples exame designado por espirometria, que mede a quantidade do ar que uma pessoa consegue expirar. O subdiagnóstico é frequente devido ao facto de os doentes não serem sujeitos ao exame para detetar a doença. Uma vez que os sintomas da DPOC podem ser atribuídos pelos doentes ao seu hábito de fumar ou até ao envelhecimento, é frequente não pedirem ajuda e permanecerem sem diagnóstico até que se dê um agravamento do seu estado.

   Os broncodilatadores são a base do tratamento desta doença, sendo usados regularmente como tratamento de manutenção para reduzir os seus sintomas. A combinação de dois broncodilatadores num único medicamento proporciona uma melhoria significativa nos sintomas, menos falta de ar, maior tolerância ao exercício, diminuição do uso de medicação de alívio e melhoria da qualidade de vida do doente.

   A adesão à terapêutica é um desafio no tratamento da DPOC e ao mesmo tempo indispensável para o controlo dos sintomas e para evitar a progressão da doença, sendo que os dispositivos inaladores assumem um papel fundamental no cumprimento da terapêutica por parte do doente.

   Nuno Filipe Pires

Assistente Hospitalar de Pneumologia do Hospital Santa Maria Maior EPE - Barcelos
12-12-2014
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