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| Zona ribeirinha é a principal área de intervenção |
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| Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Rio Maior promete uma cidade do séc. XXI |
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 Carlos Frazão, Isaura Morais, Pedro Mendonça e Salomé Araújo Martins A Câmara Municipal de Rio Maior apresentou, no dia 2 de maio, no Cineteatro da cidade, o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Rio Maior. Estiveram presentes a presidente da Câmara Municipal, Isaura Morais, o vice-presidente Carlos Frazão, os arquitectos Pedro Mendonça e Salomé Araújo Martins, da empresa Beabstract, responsável pela concepção do projecto, numa sala que contou com uma centena de pessoas na plateia. O plano, que pretende mudar a face da cidade e torna-la mais amiga dos residentes e dos visitantes, inclui a zona ribeirinha, Villa Romana, Praça do Comércio e Praça da República.
O arquitecto Pedro Mendonça justificou a intervenção na perspectiva da recuperação dos centros históricos, que, tal como em Rio Maior, se foram desertificando, devido à falta de estacionamento e habitações de qualidade a preços acessíveis, lembrando que actualmente as cidades competem entre si para atrair residentes, turistas e empresas.
Para o autor do projecto, as Salinas de Rio Maior são a sala de visitas da cidade, mas o ex-líbris do concelho não é suficientemente atractivo, por si só, para atrair turistas, pelo que defende a criação de outros motivos de interesse na cidade, como a abertura ao público da Villa Romana, que actualmente não é visitável (encontra-se protegida por uma cúpula opaca) ou a Moagem Maria Celeste, adquirida recentemente pela autarquia, mas que necessita de obras de requalificação.
 Arquitecto Pedro Mendonça Pedro Mendonça garantiu que as intervenções previstas não são megalómanas, mas terão muito significado na qualidade de vida das pessoas e, por isso, irão contribuir para a melhoria da autoestima dos riomaiorenses.
A entrada do Cineteatro é um dos espaços a requalificar, devendo desaparecer o espelho de água que tem causado problemas de infiltrações na cave, sendo erigida em sua substituição uma estrutura metálica com as iniciais “RM”, pintada a vermelho, de forma a não deixar ninguém indiferente quando visita o espaço. O arquitecto explicou que o lettering é inspirado numa intervenção semelhante na cidade de Amsterdão, na Holanda.
Por sua vez, a Praça da República irá ter lajetas junto às habitações e junto às árvores já existentes, as quais irão ter bancos à sua volta, de forma a que as pessoas possam usufruir das suas sombras nos dias de sol. No local irão ser implantados cinco repuxos de água que o arquitecto garante não irem molhar o resto da praça. Certo é que o mobiliário urbano será idêntico em todas as intervenções do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Rio Maior.
Relativamente à Praça do Comércio, está prevista uma cobertura metálica oval sobre o varandim que tem servido informalmente de palco para espectáculos, de forma a servir de abrigo para todos quantos atuam naquele espaço. Debaixo do varandim estão localizados sanitários que, segundo o arquitecto, não permitem alterações estruturais, pelo que se irão manter.
 Espaço de acesso ao Cineteatro de Rio Maior A zona ribeirinha, actualmente degradada, será uma das que mais se irá notar a diferença após a intervenção, estrando previstas hortas colectivas, parque infantil, parque radical, parque lúdico de temática romana, parque de merendas, parque geriátrico, anfiteatro, ciclovia, pontes pedonais e campo de jogos.
Para a Villa Romana está prevista a construção de uma cobertura metálica e de um passadiço metálico elevado, de forma a que os visitantes circulem à volta das estruturas arqueológicas aí existentes e as possam apreciar sem risco de as danificarem.
As margens do Rio Maior - que dá o nome à cidade - vão ser tratadas, mas fica por resolver o problema da poluição da linha de água, cuja resolução não depende da edilidade. O vice-presidente Carlos Frazão responsabiliza algumas empresas situadas nas imediações pelo problema, mas garante que a autarquia tem vindo a dialogar com os empresários e que estes estão a tentar encontrar soluções para eliminar ou minorar a poluição do rio.
O arquitecto Pedro Mendonça, ressalvando que a intervenção no edifício da Moagem Maria Celeste não será da sua responsabilidade, defendeu que o edifício poderá conter várias valências, como um espaço museológico dedicado à história da moagem, uma parte residencial (hostel) e espaço de apoio à Villa Romana.
Satisfeita com a participação do público nesta sessão, a presidente da Câmara Municipal de Rio Maior adiantou que o objetivo da autarquia é repovoar a zona histórica, projecto que já começou com a instalação da Loja do Cidadão nas imediações e o projecto de recuperação da Casa da Cultura.
Isaura Morais informou que o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Rio Maior conta com um orçamento de 3,9 milhões de euros, a que acresce uma majoração de 10% (390 mil euros), comparticipados em 85% pelo programa comunitário Portugal 20220, cabendo à Câmara Municipal de Rio Maior comparticipar a verba restante.
Mário Lopes
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| 14-05-2017 |
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