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Edição Nº 117 Director: Mário Lopes Sexta, 23 de Julho de 2010
Linha do Oeste de novo esquecida
ADLEI quer mobilizar a região para modernização da Linha do Oeste
   A ADLEI – Associação para o Desenvolvimento de Leiria, ao tomar conhecimento da suspensão pela REFER do investimento previsto para o início do processo de modernização da Linha do Oeste (99 milhões de euros para os anos 2010/2013), vem manifestar publicamente a sua preocupação e desacordo em relação a tal decisão. Preocupação que se manifesta com maior veemência quando este investimento, anunciado em Agosto de 2009, é uma ínfima parte dos 3,1 mil milhões de euros previstos para os próximos anos na modernização da linha ferroviária clássica do País. A ADLEI não pode deixar de chamar à atenção para o facto de ser a Linha do Oeste uma das vias sistematicamente sacrificadas, agora mais uma vez, no processo em curso de modernização da via-férrea nacional. 

   Segundo o comunicado da ADLEI, datado de 16 de Julho, este novo adiamento vem juntar-se ao incompreensível arrastamento da elaboração do Plano Estratégico da Linha do Oeste mandado elaborar há mais de quatro anos sem que, até hoje, a opinião pública conheça o conteúdo das suas propostas ou qualquer estudo prévio. A ADLEI apela aos responsáveis políticos que tutelam a REFER para a necessidade e justeza da reconsideração da decisão do abandono do investimento, já que o distrito de Leiria e as populações que a Linha do Oeste serve, aguardam há mais de três décadas pela sua modernização. 
   
   Apela ainda ao envolvimento das instituições do Poder Local e do movimento associativo do distrito na exigência de uma solução urgente para Linha do Oeste, ao mesmo tempo que manifesta desde já a sua disponibilidade para uma análise conjunta sobre a actual situação do processo de modernização.
23-07-2010
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Comentário de Carlos
24-07-2010 às 23:54
É chover no molhado! A linha do oeste só tem alguma viabilidade de Lisboa até ao Valado.
Comentário de Saul Gomes
23-07-2010 às 15:44
A construção da linha do "Oeste", no século XIX, teve virtualidades, naquele tempo, mas que rapidamente se desfazaram, sobretudo depois dos anos de 1920-1950, da realidade, do dinamismo económico e da vida das populações a que poderia e deveria servir. E é pena, porque não foi o Distrito de Leiria e o acesso à Figueira da Foz/Coimbra, quem mais perdeu com isso; quem mais perdeu foi, como obviamente continua a ser, o desenvolvimento de Portugal.
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