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Edição Nº 18 Director: Mário Lopes Sexta, 7 de Abril de 2006
Torres Vedras
Exposição internacional inaugurada na Fábrica das Artes

Klaus Zylla e os seus quadros 

A "Fábrica das Artes", espaço torreense dedicado ás artes e actividades de índole cultural, foi palco, no dia 6 de Abril, da inauguração de mais uma exposição internacional colectiva de artistas plásticos. A exposição, patente ao público no inovador espaço da "Fábrica" tem trabalhos da autoria do alemão Klaus Zylla, de Mário Nunes, escultor da Figueira da Foz, da espanhola Reipa "Pussy" Moraes e dos torrenses Urbano da Cruz e Sandra Tomás Pereira.

"Quiosque Negro" foi o nome dado à exposição de pintura, desenho e instalação que o artista Klaus Zylla nascido em 1953 em Cottbus, na Alemanha nos trouxe até Portugal. O autor vive em Berlim e reside actualmente no Reguengo Pequeno (Portugal). Em 80/82 estudou na Escola de Artes de Berlim e já realizou exposições em várias partes do muno com especial destaque para os Estados Unidos, Brasil, Inglaterra, Holanda e Alemanha.

 Escultura de Mário Nunes

Klaus Zylla, pintor de craveira internacional, afirmou ao "Tinta Fresca" que «é a primeira vez que exponho aqui em Torres Vedras e gostei muito deste espaço. Embora já conheça bem Portugal, acho que a "Fábrica" tem excelentes condições para os artistas exporem de forma conveniente os seus trabalhos. Dediquei parte dos meus trabalhos ao Fernando Paes pelo seu gosto por livros antigos. A minha próxima exposição será na Madeira».

"Faces de uma Cidade" é o nome dado à exposição de pintura da autoria de Sandra Tomas Pereira, jovem artista natural de Torres Vedras, Portugal, nascida em 1971. A autora considera-se uma autodidacta. Possui o 12.º Ano e tem o curso de pintura em cerâmica do CENCAL Caldas da Rainha. No dizer de Sandra Pereira estes são «traços em faces que transformaram, ao longo dos tempos, Torres Vedras numa cidade.

Urbano da Cruz utiliza a técnica do berbequim 

Diferentes olhares: diferentes objectivos... diferentes contributos... pare que Torres Vedras possa ser sempre uma cidade com olhares dife-rentes: terra de castelha-nos e marroquinos; de foliões e resistentes, de doutores a sábios popu-lares, de desportistas e amigos da natureza. Com tudo isto, e muito mais, se tem construído a cidade de Torres Vedras. Esta é a minha cidade!", sublinhou a artista.

A todos os que não estão presentes, e muitos serão, as nossas desculpas. Esta não foi uma pesquisa exaustiva, mas espero ter a oportunidade homenagear muitos outros torreenses, desconhecidos de alguns, mas reconhecidos por outros. Quero agradecer a todos os que me ajudaram... com as histórias de algumas figures que não se perdem no tempo, porque ficarão pare sempre na história da cidade, na procure de fotografias, no apoio a incentivo pare que este trabalho se fizesse. Esta exposição é de todos os que se interessarem por este projecto. Obrigado!!!

 
Olhos, sangue e órgãos genitais:
a extravagante Reipa Moraes

"Simbioses" foi o nome dado à exposição de escultura, inspirada na natureza, da autoria de Mário Nunes que veio da Figueira da Foz. Ali nasceu no ano de 1954. Este escultor aceitou um convite de Urbano da Cruz e disse-nos que «já realizei diversas exposições em Portugal e no estrangeiro, com particular destaque para a Trienal Latina de Viana do Castelo e 100 Anos de Cinema, no Museu Municipal da Figueira da Foz. Este trabalho não figurativo, essencialmente latão faz parte um trabalho de maior fôlego que estou a fazer entre a junção da pedra e do metal. A aceitação pareceu-me bastante boa neste primeiro dia».

O escultor realizou inúmeros trabalhos de medalhas comemorativas, obras públicas e troféus, nomeadamente dos "Jogos Sem Fronteiras de 1991", que se realizaram na Figueira da Foz. «Até ao fim do ano já tenho duas exposições marcadas, Guarda e Nazaré», afirmou Mário Nunes.

Retratos de Sandra Pereira 

"Criação Sem Culpa..." foi o nome escolhido por Urbano da Cruz para a exposição de pintura que este artista oestino trouxe até à "Fábrica das Artes". Natural de Lourenço Marques, Moçambique, ali nasceu em 1956, residindo em Vila Verde dos Francos (Torres Vedras). «É ter-ceira vez que exponho na "Fábrica" embora seja a primeira vez individual-mente. Este espaço é espectacular para a pintura e escultura. Considera-o uma das melhores do País. Vende-se mal no Oeste em geral. Este espaço é uma prova da qualidade das nossas galerias que existem no Oeste» afirmou Urbano da Cruz.

Nesta exposição Urbano tem quadros feitos com técnica de berbequim, sendo um dos únicos a nível mundial que utiliza esta técnica. O autor, considera-se «um expressionista simbólico, tentando dar todos os dias novas formas aos meus trabalhos. Inspiro-me no sentido das pessoas e nas crianças. O meu estilo é inovador e honesto. Tenho ajudado muitos artistas novos e desejo no futuro pensar mais em mim. Tenho pena a Câmara Municipal de Torres Vedras não apoiar mais a arte. Nesta cidade valia a pena criar um museu de arte».

Fernando Paes Moreira 

Urbano da Cruz começou por encarar as Artes Plásticas como forma de expressão em 1987. Frequentou um curso de Gravura, em 1988, no Atelier Municipal da C. M. de Oeiras, orientado pela artista Ilda Reis. É sócio da Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, e membro da "Figuration Critique" de Paris. Autor de ilustrações de vários livros. Realizou exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro por diversas vezes.

Fernando Paes Moreira, proprietário da galeria de exposição da "Fábrica das Artes" era novamente um homem feliz no dia da inauguração de mais este conjunto de exposições. «Como podem ver e apreciar trouxemos mais uma vez um conjunto de excelentes artistas plásticos ao nosso espaço. As vendas têm correspondido às expectativas». Fernando Paes deixou no ar que «dentro em breve irão ser dadas a conhecer mais novidades. Mas, por agora, fico-me por aqui».

Carlos Maximiano Baptista

07-04-2006
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