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Edição Nº 207 Director: Mário Lopes Quarta, 24 de Janeiro de 2018
Na área de concessão denominada “Batalha"
Câmara da Batalha acolhe contributos da Oikos na pesquisa de petróleo na Bacia Lusitânica
  
                                      São Mamede
Na sequência da assinatura dos contratos de concessão das áreas denominadas "Batalha" e "Pombal", em 2015/09/30, entre o Estado português e a concessionária Australis Oil & Gas Portugal - Sociedade Unipessoal, Ltd., estão em curso um conjunto de estudos geológicos e de avaliação de impacte ambiental (AIA) que o Município da Batalha pretende acompanhar e divulgar junto da população, tendo para o efeito solicitado a colaboração da Oikos – Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria.
 
   No âmbito desse trabalho conjunto, a câmara municipal recebeu um primeiro contributo da Oikos que mereceu total acolhimento e sinaliza um conjunto de preocupações que a autarquia pretende desde já alertar a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) e a ENMC - Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis, E.P.E., entidades competentes pelo licenciamento e controlo dos contratos de concessão das áreas denominadas "Batalha" e "Pombal" atribuídos à empresa Australis Oil & Gas Portugal.
 
   Das áreas sinalizadas pela Oikos e tendo em conta que a concessão admite especificamente que possam vir a ser efetuados trabalhos de exploração de hidrocarbonetos nas áreas concessionadas, fica claro a rejeição liminar por parte do Município do recurso à técnica de fraturação hidráulica para a sua realização.

   “Esta opção colocará os aquíferos que abastecem o município da Batalha em questão em gravíssimo risco de contaminação por hidrocarbonetos e metais pesados, pois elevada vulnerabilidade dos mesmos está intimamente associada à reduzida espessura e tipologia dos solos existentes na região, à densidade de fraturação e à porosidade/permeabilidade das rochas carbonatadas, facto tanto mais preocupante quanto esta tipologia de rochas é a mais comum na área de concessão”, considera a Oiko nas suas recomendações e que merecem concordância da autarquia batalhense.
 
   Também é evidenciado no parecer municipal a remeter à DGEG que a atividade extrativa de hidrocarbonetos pode ainda “revelar-se danosa para o património arqueológico concelhio - tendo em consideração o elevado número de sítios arqueológicos já inventariados, e nos quais se identificaram vestígios de fixação Paleolítica, Neolítica, da Idade do Bronze, Idade do Ferro e presença Romana, dispersos pela quase totalidade do território em causa – obrigando à realização de exaustivos estudos prévios ao início dos trabalhos de pesquisa e exploração”, ressalta do documento.
 
   Fica igualmente claro no parecer que “todas as atividades a desenvolver, deverão estar em total concordância com os instrumentos de ordenamento do território de âmbito nacional, regional e municipal em vigor no Concelho da Batalha, nunca perdendo de vista ser necessário assegurar a garantia da qualidade de vida das populações, para o que se torna evidente a assegurar cumulativamente a qualidade ambiental do concelho/população da Batalha”, pode ler-se no documento emanado da Oikos e acompanhado pela Câmara.
 
   “Face ao exposto, antes da implementação de qualquer atividade associada ao processo de concessão da prospeção e pesquisa, exploração experimental e exploração de hidrocarbonetos, entende-se como essencial a realização de exaustivos estudos dos impactes ambientais sobre o património biológico e geológico concelhio. Estes estudos deverão contemplar os impactes cumulados com outras atividades já instaladas a nível concelhio e nos concelhos limítrofes, suscetíveis de causar danos sobre este património, merecendo particular destaque as que ocorram no conjunto do maciço calcário estremenho e Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, bem como nas principais linhas de água da bacia Hidrográfica do rio Lis, da qual o rio Lena é um contributo essencial”, resulta das conclusões do parecer adotado pela Câmara Municipal da Batalha.
 
   Para o presidente da Câmara, Paulo Batista Santos, “esta parceria com a Oikos – que muito agradecemos - veio reforçar o empenho ambiental do Município neste processo de concessão de hidrocarbonetos, na defesa dos recursos locais e afastando qualquer possibilidade de ações que possam constituir um risco para os aquíferos que abastecem o município da Batalha ou para a população”.
 
   Fonte: MB
24-01-2018
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