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Edição Nº 180 Director: Mário Lopes Terça, 6 de Outubro de 2015
Opinião
“Disciplinados”, os Portugueses foram votar
  
                   Joaquim Vitorino
A maior abstenção de sempre em eleições legislativas marcou o dia cinzento e chuvoso de 4 de Outubro, em que os portugueses descrentes e desconfiados acorreram às urnas de voto, para que melhores dias resultassem desta Via-Sacra que já tem 40 anos de martírio e nos redimir de alguma má orientação que temos dado à “pedra basilar de uma democracia” que é o direito a votar.

   Para além da brutal abstenção, mais uma vez os portugueses provaram que são um povo com a mais baixa cultura democrática da Europa, pois teimam em colocar o chicote nas mãos de muitos que, despudoradamente, lhes têm dado com ele.
 
   O PS foi castigado porque sempre esteve conivente com a dívida que atirou Portugal para o subdesenvolvimento; não conseguindo o seu líder um discurso que descolasse das políticas que levaram aos caminhos da emigração, da pobreza, do subdesenvolvimento e do atraso.
 
   Quando A. Costa, depois de conhecidos os resultados, veio tardiamente fazer o “discurso da derrota”, tentando habilmente transformar esta em vitória, pensei que se iria demitir o que, na minha opinião, deveria ter feito; mas esqueceu-se de como chegou a secretário-geral do PS, acusando A. J. Seguro de ter “pouca estaleca” para o cargo.
 
   Os homens valem o que valem e a ambição deixa muitas vezes a descoberto o verdadeiro valor e vulnerabilidades de cada um de nós. É que nas atuais circunstâncias ninguém tem a varinha mágica para nos levar a “bom porto” sem pesados sacrifícios para os já torturados pobres e classe média portuguesa, que foi a mais penalizada com a crise. Portugal está mais uma vez adiado, e começam a surgir motivos de preocupação acrescida, com dois partidos radicais a alimentarem-se da pouca cultura política e da pobreza de um povo que está quase a perder a esperança de melhores dias e o que aí vem, é uma incógnita de difícil previsão.

   Uma coisa é certa, a coligação ganhou as eleições e, por isso, deve governar. O PS apostou numa maioria absoluta com o Partido fragmentado, o que revela que a situação foi muito mal avaliada pelo seu líder; pelo que deve dialogar com os vencedores e não tentar transformar uma derrota em vitória, porque foram eles socialistas que perderam as eleições e não a coligação.

   Quanto ao BE e PCP, falam em políticas alternativas de esquerda, mas seria bom que explicassem aos portugueses o que “isso é”, porque, recentemente, foi essa promessa que levou a Grécia ao descalabro e ao volte-face de Alexis Tsipras e do seu partido, o Syriza.

   As promessas são fáceis de fazer, eu também já fiz algumas que depois não consegui cumprir. Os erros pagam-se, e só têm um lado positivo, que é a lição. A. Costa também vai pagar os erros dele: já perdeu a Câmara Municipal de Lisboa porque cedeu o lugar a Fernando Medina e, em breve, deixará de ser o Secretário-geral do PS, porque já se ouvem vozes nesse sentido e nunca, como tudo indica, será primeiro-Ministro deste país.

   J. Vitorino
06-10-2015
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