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Edição Nº 210 Director: Mário Lopes Terça, 12 de Junho de 2018
Professor, cronista, político e criador da EPHEMERA
Pacheco Pereira é o próximo convidado
da Biblioteca Municipal de Leiria
  
                   Pacheco Pereira
Pacheco Pereira, professor, cronista, político e criador da EPHEMERA é o convidado da próxima tertúlia “Leiria Convida”, sábado, dia 16 de junho, às 17 horas, da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria. Pacheco Pereira estará à conversa sobre a EPHEMERA, que tem como objetivo divulgar os espólios, acervos, livros, periódicos, manuscritos, panfletos, fotos, objetos que pertencem ao seu arquivo pessoal.

   José Pacheco Pereira nasceu na cidade do Porto. Em 1978 concluiu a licenciatura em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Professor do ensino secundário, acumularia a sua carreira no ensino com uma intensa colaboração nos meios de comunicação social, na opinião política e de comentário da atualidade. Mais recentemente, empenha-se na investigação e na atividade na organização de documentos sobre a história contemporânea portuguesa.
Também lecionou no ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa e em instituições de ensino particular; nomeadamente na Universidade Autónoma de Lisboa.

   A par da sua carreira no ensino, Pacheco Pereira desenvolveu uma intensa colaboração com os meios de comunicação social, nos jornais, na rádio e na televisão.
Na blogosfera, assina os blogues Abrupto, Estudos sobre o Comunismo e Ephemera.
No âmbito da sua dedicação à investigação da história contemporânea portuguesa, merece destacar, nomeadamente, a sua atividade na recolha e classificação de documentação e objetos sobre a vida política portuguesa.

   A sua biblioteca, instalada desde 2003 na vila da Marmeleira, com cerca de 110.000 títulos, é possivelmente a maior biblioteca privada portuguesa. São exemplos de materiais recebidos e incluídos na biblioteca os papéis de Sá-Carneiro deixados à sua secretária e a mobília de Vítor Crespo, antigo presidente da Assembleia da República, os relatórios do general Henrique Galvão na Guerra Civil de Espanha.

   Pacheco Pereira viria a aderir ao PCP (m-l) em 1972, de inspiração maoísta, fundando a Secção Norte desse mesmo partido. Já publicara então o seu primeiro livro, As lutas operárias contra a carestia de vida em Portugal: a greve geral de Novembro de 1918, editado em 1971. Este livro seria apreendido e proibido de circular pela PIDE, a qual, pouco depois, instaurou um processo ao autor, sob a direção do inspetor António Rosa Casaco. Após uma rusga da PIDE à sua casa, a 30 de Abril de 1973, viveu na clandestinidade, da qual só sairia completamente após o golpe de 11 de Março de 1975.

   Depois do 25 de abril de 1974, e afastado da esquerda radical, Pacheco Pereira fundou em 1984, com João Carlos Espada e Manuel Villaverde Cabral, o Clube da Esquerda Liberal.

   Em 1986 apoiou ativamente a primeira eleição presidencial de Mário Soares.

   A seguir, aproximando-se do Partido Social-Democrata e da liderança de Aníbal Cavaco Silva, Pacheco Pereira foi eleito deputado pelo PSD durante quatro legislaturas (1987–1991, 1991–1995, 1995–1999 e 2009–2011), tendo sido eleito da primeira vez como independente, pois só se filiaria no partido em 1988, ano subsequente à primeira maioria absoluta de Cavaco. Acabaria por ser líder parlamentar do mesmo partido.

   No Parlamento seria, ainda, membro da Delegação da Assembleia da República à Assembleia da NATO e presidente do Subcomité da Europa de Leste e da ex-URSS da Comissão Política da Assembleia do Atlântico Norte. Foi também Vice-Presidente do Instituto Luso-Árabe para a Cooperação. No seio da estrutura social-democrata, seria ainda presidente da comissão política distrital de Lisboa do partido.

   Em 2002 foi cabeça de lista pelo círculo eleitoral do Porto, nas eleições legislativas que culminaram com a vitória do Partido Social Democrata, então dirigido por Durão Barroso. Em 2004 foi nomeado embaixador de Portugal na UNESCO. Um mês após a divulgação de que iria ocupar este cargo, quando se soube que Santana Lopes iria substituir Durão Barroso como primeiro-ministro, demitiu-se por não querer ficar na dependência funcional de um governo que pretendia criticar.

   Depois de ter sido apoiante destacado da liderança de Manuela Ferreira Leite — apesar de recusar, ainda antes de esta ser indigitada presidente do partido, na sequência das eleições diretas de 2008, qualquer cargo na estrutura partidária — Pacheco Pereira voltou a ser eleito deputado, como cabeça de lista por Santarém, nas eleições legislativas de 2009. Abandonaria o cargo, porém, com a eleição de Pedro Passos Coelho como líder do PSD.

   A 9 de Junho de 2005 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade pelo então Presidente da República Jorge Sampaio. É autor de dezenas de obras de investigação, entre as quais a biografia política de Álvaro Cunhal.

   Fonte: GRPG|CML
12-06-2018
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