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Edição Nº 19 Director: Mário Lopes Terça, 11 de Abril de 2006
Marinha Grande
Carlos André: o aplauso na hora da despedida

Mário Soares, Carlos André e esposa 

Cerca de 500 pessoas reuniram-se no Parque de Exposições da Marinha Grande, no dia 3 de Maio, para homenagear Carlos André, ex-governador civil de Leiria nos últimos cinco anos e meio. A presença de Mário Soares foi a grande surpresa do jantar que contou ainda com a presença de João Bonifácio Serra, em representação do presidente da República, Jorge Sampaio.

No jantar, foi possível testemunhar a presença de pessoas de todas os quadrantes políticos, sectores sociais ou áreas profissionais, num reconhecimento unânime da sociedade civil do distrito pelo trabalho desenvolvido pelo professor da Universidade de Coimbra.

 Duarte Raposo de Magalhães
e Carlos André

Foram oradores o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Álvaro Órfão, Tomás Oliveira Dias, do Movimento Pró-Ota, Mário Gonçalves, director do Hospital das Caldas da Rainha, João Bonifácio Serra (em nome de Jorge Sampaio), José Manuel Cerqueira, do Partido Popular e Duarte Raposo de Magalhães, em nome dos industriais da cristalaria.

Tomás Oliveira Dias sintetizaria o sentimento dos presentes numa frase: "Carlos André soube ser mais um representante do distrito no Governo, do que um representante do Governo no distrito". Como manifestação de apreço e reconhecimento, os presentes ofereceram ao homenageado um quadro do leiriense José Luís Tinoco, além de um presente em cristal, oferecido pela Associação de Industriais de Cristalaria.

Mesa de honra 

Carlos André recordou que a sua nomeação para o cargo partiu de um convite de Alberto Costa, Ministro da Administração Interna, "um nome soprado por Júlio Henriques", seu amigo. "Foi do meu pai - antigo motorista do Governo Civil de Leiria - que me lembrei no dia em que fui nomeado governador civil", começa por recordar o homena-geado.

Para Carlos André, o governador civil é "um incompetente, no sentido de que quase não possui competências". Contudo, não foram as limitações legais que fizeram diminuir o empenho do governador civil de Leiria, de 95 a 2002.


Quadro de José Luís Tinoco 

"Sei bem que inventei competências que a lei não me atribuía: na Cultura, acção Social, na educação, na segurança, falando ás vezes onde não devia e a respeito do que não era propriamente da minha competência. Fui mais longe do que me competia? Talvez, mas não me levem a mal por isso. Se a lei não dá ao governador civil motivos que o mantenham ocupado a tempo inteiro, forçoso é que os procure para não defraudar os cidadãos e, já agora, para merecer o salário que os contribuintes lhe pagam", considera o ex-governador civil de Leiria.

Manifestando o seu orgulho por ter representado os XIII e XIV Governos constitucionais, "os governos socialistas de António Guterres", Carlos André confessou que a lealdade a quem o nomeou nunca esteve em causa, mas "lealdade não significa subserviência, antes deve implicar frontalidade. Importa que o governador seja mais ponte do que veículo de transmissão".

 Mário Soares

Carlos André confessa que deu de si quanto tinha para dar ao serviço do distrito e do Governo e que sai em paz consigo próprio. A presença de tanta gente neste jantar é para o ex-governador civil reconfortante, mas lê, nessa presença, mais amizade do que homenagem: "Quem cumpre o dever faz apenas aquilo que lhe compete. A tranquilidade de consciência é recompensa bastante", sublinha.

A proposta deste jantar de homenagem partiu de dois amigos, Vitor Faria e Acácio de Sousa, "dos tantos que fiz ao longo destes 5 anos" e em nome de muitas outras pessoas. "Amigos, a quem não se pode dizer que não, sobretudo, se é para vivermos a amizade em conjunto", acrescenta.

Mesa de honra com Tomás Oliveira Dias
e Isabel Damasceno em primeiro plano
 

Para Carlos André, a presença de Mário Soares constituiu "uma gratificante surpresa. O País tem-no por referência e eu costumo dizer que me ensinou a olhar de outra forma o mundo e o tempo da história".

Por sua vez, Mário Soares observou que a Cultura portuguesa vai ganhar muito com o regresso do académico à sua cátedra. Significativo foi também o recado do fundador do Partido Socialista para as estruturas locais do PS: "O facto de ser homenageado por pessoas de todos os quadrantes deve fazer reflectir os dirigentes socialistas, se Carlos André não merece outro nível de responsabilidade partidária no distrito".

Mário Lopes

11-04-2006
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