Google
Mantenha-se actualizado.
Subscreva a nossa RSS
Twitter Tinta Fresca
De momento não existem Sondagens activas.
Ver Sondagens Anteriores
Edição Nº 232 Director: Mário Lopes Sábado, 23 de Maio de 2020
Com a presença do ministro Manuel Heitor
Politécnico de Leiria recebeu conferência
sobre os desafios do mundo pós-COVID
    
                               Manuel Heitor
«Como é que a capacidade de adaptação a esta crise pode ser usada como oportunidade numa fase seguinte?». Foi com esta questão que Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior iniciou a sua intervenção e justificou a pertinência do programa nacional “Skills 4 Pós-Covid”, na sessão de apresentação que teve lugar esta quinta-feira, dia 21 de maio, na Biblioteca José Saramago do Politécnico de Leiria. «Há novas oportunidades associadas à eventual necessidade de estimular uma maior soberania europeia e reduzir a dependência externa, nomeadamente do Oriente, mas há também outros processos, como a dependência da economia portuguesa, do turismo, que demorará mais tempo a adaptar-se», considera o ministro.

    Para Manuel Heitor, importa perceber, «neste quadro de grande incerteza», como é que «as instituições de ensino superior e cientificas se podem melhor integrar com o mercado de trabalho para mobilizar o desenvolvimento social e económico». Na sua intervenção, o governante recordou que «aumentámos em 90 mil o número de desempregados, voltámos a ter o número de desempregados que tínhamos em 2015. Temos 600 mil pessoas em layoff», e defendeu que a solução passa por criar «redes articuladas entre diferentes atores, percebendo e segmentando os públicos do ensino superior, e perceber como podem ser mobilizados para aprender mais e requalificar o nosso tecido social e económico».

   O ministro entende que «é possível inovar pedagogicamente», e defendeu ser preciso «simplificar os processos de acreditação e de modernização dos nossos currículos». Ainda sobre a inovação no sistema de ensino superior, Manuel Heitor considera que «há também a necessidade de nos abrirmos aos alunos provenientes por via profissional, uma vez que haverá mais estudantes a acabar o ensino secundário por esta via».

   «As oportunidades que a pandemia criou levam-nos a pensar numa melhor relação entre os empregadores e as empresas, que conhecem o mercado de trabalho, com a criatividade das pessoas que são os públicos das instituições de ensino superior», afirma o ministro da Ciência e Ensino Superior, confessando-se «um feroz adepto da interligação entre atividades de investigação e atividades de formação», e revelando a intenção da Tutela em conceber novos estímulos para conjugar projetos de investigação com as atividades de pós-graduação para articular melhor os empregadores com o ensino pós-graduado. «Tudo isto tem de ter um contexto local e regional», e só faz sentido se Portugal «estiver integrado em redes, pelo menos europeias, e a zona de Leiria sabe bem o que é isso».

     
         Participantes na mesa-redonda “Skills 4 pós-Covid
                 – Competências para o Futuro”
Por sua vez, Rui Pedrosa, presidente do Politécnico de Leiria, na sessão de abertura, admitiu que «a ideia de criar condições e o pensamento de um ensino superior para as competências para o futuro, que as nossas empresas, os nossos empresários, a nossa região e os países necessitam, estava já na agenda, mas esta pandemia acelerou o processo».

    Para o presidente do Politécnico de Leiria, «se há momento em que o conhecimento e o ensino superior tem particular importância é neste contexto de pandemia. Contrariamente ao que muitos possam pensar, está afirmada esta ideia de pensar na multiculturalidade, na multidisciplinaridade, em mobilidade e em ter fronteiras abertas», dando o exemplo da criação, em apenas uma semana, do teste PCR – Polymerase Chain Reaction, de diagnóstico à COVID-19, através da colaboração internacional em rede.

   Na mesa-redonda, moderada por Ana Sargento, vice-presidente do Politécnico de Leiria, que integrou esta sessão do programa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o futuro”, Joaquim Menezes, presidente do Grupo Iberomoldes, afirmou que «a desindustrialização da Europa, mais tarde ou mais cedo, teria impacto», e que «esta situação dos últimos meses veio demonstrar que nos permitimos achar que outras regiões, por força da sua competitividade, podiam tornar mais fácil a solução dos nossos problemas». O empresário destacou ainda que «a atitude, as soft skills são essenciais para flexibilizar o conhecimento».

   Também Paulo Almeida, partner da Deloitte, destacou a flexibilidade necessária perante as necessidades de mercado, «que mudam de dia para dia, e para as quais temos de nos saber adaptar», destacando que os estudantes precisam de saber se o seu curso é relevante de acordo estas mesmas necessidades.

   Já Maria Guarino, docente do Politécnico de Leiria e Coordenadora do CiTechCare – Center for Innovative Care and Health Technology, considera que «o processo de investigação é a melhor ferramenta face à imprevisibilidade», e defende que «é fundamental dar aos estudantes ferramentas para que possam lidar com a insegurança», sendo que «o envolvimento de estudantes em processos de investigação com empresas desde o primeiro ano de licenciatura é fundamental».

    Por sua vez, Susana Rodrigues, docente do Politécnico de Leiria e diretora executiva da D. Dinis Business School, destacou a importância da reconversão de competências, um aspeto complementado por Renato Bispo, docente do Politécnico de Leiria e Coordenador do LIDA - Laboratório de Investigação em Design e Artes, que defendeu que os centros de investigação associados ao ensino superior podem «trazer uma forma de ligação dos nossos alunos à escola mais dilatada no tempo», reforçando que os centros de investigação conseguem ter um tipo de disponibilidade que os currículos não têm.

   Do ponto de vista dos estudantes, Silvana Lemos, estudante de Licenciatura em Desporto e Bem-Estar do Politécnico de Leiria, destacou a participação no programa Erasmus+ como o aspeto mais marcante do seu percurso académico, que lhe permitiu adquirir competências que de outra forma não teria.

    Já Miguel Matos, estudante de Mestrado em Gestão e Direção Hoteleira do Politécnico de Leiria, partilhou que sempre optou por se envolver em atividades extracurriculares, no seio da comunidade académica, e que o envolvimento noutros órgãos da instituição de ensino é uma mais-valia na obtenção de diferentes competências.

    O programa “Skills 4 pós-Covid – Competências para o Futuro” tem como objetivos: identificar os principais constrangimentos, desafios e oportunidades que a pandemia da COVID-19 introduz e/ou aprofunda nas atividades de ensino superior e na sua relação com a ciência e os mercados de trabalho, públicos e privados; antecipar o papel que as instituições de ensino superior (IES) terão no período pós Covid-19, avaliando as transformações socioeconómicas em curso no que diz respeito à natureza das competências procuradas, mas também como o sistema de ensino superior pode influenciar este processo de transição; e identificar e fomentar novas abordagens ao funcionamento e organização das IES, que permitam capacitar a resposta aos desafios introduzidos pela Covid-19, incluindo soluções inovadoras de forma colaborativa e em rede, estimulando consórcios de formação avançada, investigação e inovação, IES com empregadores públicos e privados.

    Fonte: Midlandcom
23-05-2020
« Voltar

Comentários

Nome:*
Email:*
Comentário:*

* Obrigatório
Ao comentar aceita automaticamente a
política de utilização deste portal.
Para que o seu comentário seja válido deve preencher todos os campos acima indicados como obrigatórios. O email é usado apenas para efeitos de verificação e não será exibido com o comentário. Os comentários deste portal são moderados, pelo que são sujeitos a verificação antes de serem publicados. Não serão aceites comentários de carácter insultuoso, discriminatório, racista ou spam.
Pesquisar
Ed. Anteriores
Contactos
Newsletter
 
Cartas ao Director
Blogue Tinta Fresca
Blogues
Sítios Úteis
 
OPINIÃO
Cuidados a ter com a postura em situação de teletrabalho
Dr. Francisco Oliveira Freitas
A importância do uso racional dos antibióticos
Dr. Ricardo Jorge Silva
Entrar na primavera com bons olhos
Dr. Raúl Sousa
Sugestões de viagem pela nossa região no verão
Por Andrew Balza
 

Projecto Co-Financiado por  Promotor  Desenvolvimento
Acessibilidade [Alt + D seguido de ENTER] D  POS_Conhecimento
FEDER União Europeia
FEDER
Associa��o de Munic�pios do Oeste Makewise - Engenharia de Sistemas de Informa��o