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Edição Nº 126 Director: Mário Lopes Segunda, 4 de Abril de 2011
Opinião
Adotas ou não adoptas o novo acordo?
     


Luís Reis

Côm  a êntráda âim vigôr du nôvu acôrdu ortugráficu, ábresse máis huma caicha de Pandóra. (Sem acordo algum, todos conseguiram compreender, sem dificuldade, a frase anterior).

   Fernando Pessoa dizia da Coca-Cola que “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. O mesmo se está a passar com este novo acordo ortográfico; aliás, a ortografia de determinadas palavras estranha-se tanto, que chega a causar algumas eructações, tal como acontece ao bebermos aquela bebida. Entramos num bota abaixo de pês, tês e cês que já se vê gente a fazer uma hipercorrecção e tirarem-nos mesmo nas palavras onde são pronunciadas. (Já vi escrita a palavra “fição”, tornando ficcional qualquer acordo). Ao ler certas palavras agora, parece-me vê-las despidas, estropiadas! Parece o mesmo que retirar o “h” à palavra “homem”; a palavra perde logo toda a sua virilidade! Além destas alterações, vê-se informação divergente na Internet, aumentando mais a incerteza. Também a aceitação de duplas grafias provocará alguns desacordos. Desaparecem alguns acentos e o hífen, nalguns casos, tornou-se facultativo, o que invalida qualquer unificação ortográfica; para aumentar mais ainda a incerteza, há excepções!

   Se foi para aproximar a ortografia da oralidade, por que é que não passamos a escrever todas as palavras terminadas em “o” (átono) com um “u”, que é exactamente aquilo que pronunciamos?! (carro > carru; menino > meninu; copu > copu; tudo > tudu…) Por que é que não substituímos também, por exemplo, as palavras “venho”, “tenho”, “lenha” por “vanho”, “tanho”, “lanha”? E já agora, se é para caírem as consoantes mudas, caia o “h” também! Simplifiquemos (ou compliquemos) até à loucura! 

   Fernando Pessoa dizia também que “A minha pátria é a língua portuguesa”; ao alterarmos a língua de Pessoa e de Camões, estamos a mudar a nossa pátria (nos tempos que correm, não é coisa que não tivéssemos pensado já!) Como não somos nós que mandamos, resta-nos fazer o que se fazia na antiga Roma; quando ninguém podia fazer mais nada, restava-lhe a opção de protestar ou vaiar a metrópole: «Quem tem boca vaia Roma!»

   Luís Reis
04-04-2011
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