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| Museu Leopoldo de Almeida abre portas no Dia da Cidade |
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Caldas da Rainha inaugura Museu dedicado ao autor do Padrão dos Descobrimentos |
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 Tinta Ferreira, Helena Almeida e Eduardo Cabrita O Museu Leopoldo de Almeida foi inaugurado no dia 15 de maio, Dia da Cidade, no Centro de Artes das Caldas da Rainha. Autor que mais obras executou para o Estado Novo, Leopoldo de Almeida (1898-1975) deixou como obras mais visíveis o Padrão dos Descobrimentos (1940), em Belém (em parceria com Cottinelli Telmo), e a estátua equestre de D. Nuno Álvares Pereira, de 1961, colocada na Batalha em 1968. O acervo museológico inclui cerca de 290 esculturas, modelos e esbocetos que o escultor produziu entre os anos 20 e 70 do século XX. O investimento ascendeu a quase 1 milhão de euros, comparticipado em 650 mil euros por fundos comunitários.
Estiveram presentes na cerimónia o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, Tinta Ferreira, presidente do Município de Caldas da Rainha e restante vereação, Lalanda Ribeiro, presidente da Assembleia Municipal de Caldas da Rainha, José Antunes, diretor do Centro de Artes e vários membros da família de Leopoldo de Almeida, nomeadamente, a filha Helena Almeida, entre outras entidades.
l José Antunes, Eduardo Cabrita e Lalanda RibeiroO Museu Leopoldo de Almeida nasceu por “encontro de vontades entre o Município de Caldas da Rainha e a família de Leopoldo de Almeida” e “inaugura com a vontade de ser um ponto de partida para um melhor conhecimento da sua obra”. Este é o quinto espaço museológico inaugurando no Centro de artes
das Caldas da Rainha, depois do Atelier-Museu António Duarte,
Atelier-Museu João Fragoso, Museu Barata Feyo e Espaço da Concas, que
reúne parte da obra da pintora Maria da Conceição Nunes, a Concas
(1946-1991).
Na ocasião, José Antunes, realçou o “desafio muito aliciante e trabalhoso” que foi criar este museu. Para o diretor do Centro de Artes, este museu irá “permitir olhar de forma aprofundada e mostrar o lado menos conhecido da obra de Leopoldo de Almeida, trazendo à luz do conhecimento algumas caraterísticas menos conhecidas do seu trabalho”.
 Réplica da estátua de D. Nuno Álvares Pereira na Batalha Por sua vez, a vereadora da Cultura recordou a demora em concluir esta obra, que se iniciou ainda sobre a governação de Fernando Costa. Para Maria da Conceição Pereira, com a inauguração deste Museu “o Centro de Artes cumpre mais um passo do seu objetivo, reunir nas Caldas da Rainha o maior património de esculturas tornando-o uma referência nacional” e “um centro de permanente interação e desafio sobre as artes”. Por seu turno, Tinta Ferreira referiu que esta é “uma obra magnífica, que valoriza ainda mais o nosso Centro de Artes”. O autarca agradeceu a todos os que contribuíram para que a inauguração se tornasse uma realidade, lembrando alguns dos percalços, como por exemplo, a falência da empresa construtora. Tinta Ferreira agradeceu também à família de Leopoldo de Almeida “por ter ajudado a enriquecer as Caldas da Rainha”.  Sessão solene de inauguração do Museu A finalizar, Eduardo Cabrita afirmou que este é “um notável espaço, mais uma peça para o Centro de Artes que é um exemplo no nosso caminho de afirmação de uma identidade positiva dos territórios”. Segundo o ministro, “as artes são um valor essencial e um investimento dos mais reprodutivos” pelo que a “aposta nestes espaços que são elementos diferenciadores de um local é muito positiva, valorizando o papel das artes como elemento de identidade e elemento de futuro”.
A coleção doada pelos herdeiros de Leopoldo de Almeida é apenas uma parte do vastíssimo conjunto de esculturas (modelos, desenhos e maquetas) que o escultor produziu, entre os anos 20 e os 70. É uma coleção constituída essencialmente por maquetas e modelos, sobretudo de pequeno e médio formato, de obras que podemos, em muitos casos, admirar em praças e edifícios públicos de norte a sul do país e nas cidades das antigas colónias. São momentos de um processo feito de muitas etapas, que culmina na obra de arte pública, deixando para trás versões da ideia que o escultor vai trabalhando até à sua forma final. A notável e vasta coleção de desenhos, onde podemos perceber a intimidade do processo criativo, é um das dimensões da coleção que permitirá um melhor entendimento da sua obra.
 Exterior do Museu O Museu Leopoldo de Almeida inaugura com a vontade de ser um ponto de partida para um melhor conhecimento da sua obra, pretendendo assumir um papel importante na investigação, estudo, conservação e exposição do legado de um escultor, que foi obreiro, como nenhum outro no século XX, da construção de um lugar cimeiro para a escultura em Portugal, marcando indelevelmente com isso, a paisagem artística nacional.
Mónica Alexandre
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| 18-05-2017 |
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