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| Casa-Museu Afonso Lopes Vieira |
A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, concelho de Marinha Grande, reabre as suas portas ao público no dia 8 de Julho (sexta-feira), a partir das 18h. Às 21h30, as visitas à casa serão acompanhadas de um concerto de violino e guitarra, pelo "Duo Domingues" e por momentos de animação pela Escola Profissional e Artística da Marinha Grande. Durante três anos, a Câmara Municipal da Marinha Grande realizou obras nos vários edifícios que compõe a Casa-Museu, tendo sido alvo de uma cuidada e profunda beneficiação.
Houve um esforço por manter a traça inicial e por preservar a cumplicidade do proprietário com a sua casa e os seus objectos. Também o edifício que acolhe a Colónia Balnear Infantil foi recuperado para voltar a receber os risos das crianças.
O projecto museológico, a cargo da Câmara Municipal da Marinha Grande, teve como comissão científica a Profª. Doutora Cristina Nobre, o escultor e amigo do poeta, Joaquim Correia, e a afilhada de Afonso Lopes Vieira, Helena Barradas.
| Tentativa de reproduzir o original |
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| Edifício foi totalmente recuperado |
A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira está instalada no primeiro andar da sua antiga residência, área de maior importância na vida literária do poeta, uma vez que constitui o palco por excelência da criação das suas obras e da sua vivência como homem de letras e da arte, amante da natureza.
À entrada da casa há informações gerais sobre o historial e principais funções actuais. O hall apresenta a introdução, o percurso museológico e o enquadramento. Na sala de estar é feita a introdução à vida e obra de Afonso Lopes Vieira.
A Sala de Estar acolhe uma exposição de livros e objectos pessoais do escritor, que abordam a cultura e os seus interesses pelas tertúlias, fotografia, cinema, entre outras áreas.
Passando pela Sala das Chitas, o visitante pode observar como era este espaço tal como Afonso Lopes Vieira o entendeu deixar. Aqui, vislumbram-se objectos pessoais do poeta e a descrição do significado de alguns deles.
A varanda, um dos locais mais emblemáticos de toda a Casa, foi conservada como o espaço de visitas e de reunião de vários homens e mulheres de cultura. O local, de onde se avistam e se escutam as deambulações das ondas do mar, serviu muitas vezes de inspiração aos escritos do poeta.
Também a capela da Casa dedicada a Nossa Senhora de Fátima, mandada construir pelo poeta para a sua mulher e inaugurada em 12 de Agosto de 1929, foi musealizada, para reconversão do espaço tal como esta estava durante a vida do poeta. Dispõem-se dados históricos sobre a capela e sobre cada um dos seus elementos arquitectónicos / decorativos.
A Casa-Museu está aberta ao público, de Julho a Setembro, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h30 e das 14h00 às 18h00; ao sábado, das 15h00 às 19h00 e das 20h00 às 22h00; e ao domingo, das 11h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00. A entrada é gratuita.
A Casa-Museu - Colónia Balnear Afonso Lopes Vieira é constituída pelo edifício residencial, capela e colónia balnear.
O edifício residencial principal situa-se junto ao mar, onde está instalada, no primeiro andar, a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira e no rés-do-chão, parte das instalações da Colónia Balnear Afonso Lopes Vieira. A Norte, localizam-se a Capela e um edifício onde funcionam os dormitórios da Colónia Balnear.
A casa foi oferecida pelo pai de Afonso Lopes Vieira (1878-1946) como prenda de casamento, ao poeta e à sua mulher, D. Helena Aboim, em 1902. Aqui viveram durante longos períodos de tempo - principalmente durante as estações mais quentes, de Abril a Outubro - alternando com as estadias na casa das Cortes e na Casa de Lisboa.
Foi na "Casa-Nau", como lhe chamava, que Afonso Lopes Vieira escreveu grande parte das suas obras literárias, ensaios, conferências, artigos, etc. e recebeu grandes nomes das artes e da literatura nacional do princípio do século XX.
A casa constitui em si um testemunho literário da obra de Afonso Lopes Vieira, na medida em que possui diversos elementos decorativos mandados aplicar por este, ao longo da sua vida (principalmente expressos em lápides e azulejos) que aludem a algumas das suas obras.
Em 1938, no seu testamento, o poeta legou a casa à Câmara Municipal da Marinha Grande, para que aqui fosse instalada uma Colónia Balnear Infantil, para os filhos dos operários vidreiros, bombeiros e trabalhadores das Matas Nacionais.
Encontra-se a funcionar como tal desde 1949, onde as crianças têm passado alguns períodos das suas férias, realizando actividades, frequentando a praia e visitando a região.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal da Marinha Grande