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Edição Nº 215 Director: Mário Lopes Sexta, 9 de Novembro de 2018
Na abertura do ano letivo
IPL anuncia como prioridade alterar designação para Universidade Politécnica de Leiria
  
                                          Rui Pedrosa
Rui Pedrosa, presidente do Politécnico de Leiria, afirmou ser o desígnio para a instituição, e que «se tivesse uma única prioridade, seria a da alteração da designação para Universidade Politécnica de Leiria», para uma denominação «condizente com a missão e plenitude funcional do Politécnico de Leiria, determinante e diferenciadora, sem preconceitos». Na sessão solene de abertura do ano letivo, Rui Pedrosa deixou ainda claros os vários constrangimentos de ordem orçamental que poem em causa a sustentabilidade da instituição, nomeadamente um deficit orçamental para 2019 fruto das alterações legislativas.

   Depois de dar as boas vindas aos 4500 novos estudantes à instituição, e assumindo que a missão do Politécnico de Leiria passa por continuar a política de ampliar e aprofundar contextos nacionais e internacionais de captação de estudantes, Rui Pedrosa não deixou de destacar a emergência da implementação de politicas governamentais que promovam e adjudiquem esse esforço - como a outorga de doutoramentos, a alteração da designação e a criação de uma nova fórmula de financiamento do ensino superior - que mais não é que uma valorização do ensino superior nacional.

   «O Politécnico de Leiria cumpre em pleno a sua responsabilidade de instituição de ensino superior pública, quer ao nível nacional, quer num contexto internacional», é uma instituição que tem como prioridades absolutas o ensino, a inovação pedagógica, a melhoria contínua do processo de ensino-aprendizagem, a flexibilidade curricular, a internacionalização e a capacidade de integrar cada vez melhor a diversidade multicultural dos estudantes, apostas que «visam a promoção de um ensino superior que forma para as profissões e para competências do presente e do futuro», destacou o presidente do Politécnico de Leiria, lamentando que esta seja uma realidade que não tem merecido a devida atenção, e tem até sido penalizada no contexto nacional.

   Sobre as dificuldades orçamentais, o presidente do Politécnico de Leiria deixou clara a sua preocupação: «terá que chegar, obrigatoriamente, um reforço financeiro ao Politécnico de Leiria, sob pena de termos de bloquear todas as aquisições de bens e serviços até ao final do ano por falta de disponibilidade de tesouraria. Fruto do aumento das despesas exclusivamente decorrentes de alterações legislativas, faltam-nos aproximadamente 600 mil euros de reforço via Orçamento de Estado.»

   O responsável constatou ainda que a esta situação «penaliza quem mais faz e quem assume em pleno a missão de uma instituição de ensino superior, ou seja, quem coloca de forma eficaz o conhecimento ao serviço da sociedade»: «O Politécnico de Leiria tem hoje mais de 130 projetos de I&D financiados, na sua maioria, com empresas e instituições, cuja execução pode ficar comprometida caso o reforço do financiamento não nos chegue urgentemente.» Para 2019 é já possível estimar um deficit orçamental, via Orçamento de Estado, de 1.1 milhões de euros no Politécnico de Leiria, decorrentes do aumento das despesas resultantes das alterações legislativas.

   Também o financiamento dos cursos Tecnicos Superiores Profissionais (TeSP) merece atenção, pela «necessidade muitíssimo urgente de um financiamento simplificado através dos custos unitários. A carga burocrática atual é incomportável e insustentável, quer pela elevada necessidade de recursos humanos dedicados ao processo, quer pelos atrasos inerentes ao processo de pedidos de pagamento, que têm consequências financeira nefastas e estrangulamentos operacionais que condicionam a atividade normal do Politécnico de Leiria.»

   A política de financiamento do ensino superior é também uma das preocupações, partilhada pelo Conselho Geral (CG) do Politécnico de Leiria. O seu presidente, Pedro Lourtie lembrou que o Politécnico de Leiria «tem uma das verbas de financiamento por aluno das mais baixas do país, o que cria uma série de constrangimentos, não favorece o seu trabalho e diminui as respostas que pode dar à região.

   Neste tópico, o presidente do Politécnico de Leiria concretizou: «O Politécnico de Leiria é a nona maior de 34 instituições de ensino superior, porém é a quinta mais subfinanciada» destacou o responsável. Para Rui Pedrosa «há mais de uma década que o financiamento em vez de premiar o mérito faz o oposto. Ano após ano o Politécnico de Leiria recebe mais novos estudantes que nos anos anteriores, porém este esforço para atrair e reter talento para a Região vai resultar em mais constrangimentos financeiros, pois por este sucesso e o consequente aumento da despesa via Orçamento de Estado, não recebemos nem mais um euro. É absolutamente injusto ter instituições de ensino superior que recebem mais de 5000 euros por estudante por ano, e outras que recebem menos de 2000 euros».

   «Quando existirá coragem política para abrir a discussão do financiamento do ensino superior e a definição de uma fórmula de financiamento coerente, que permeie o mérito, a igualdade de oportunidades e, simultaneamente, possa ter fatores de convergência social e territorial, nomeadamente para os territórios de baixa densidade populacional», questionou Rui Pedrosa.

   Além das preocupações do CG com o financiamento ao ensino superior, Pedro Lourtie não deixou de relembrar que a possibilidade legal de atribuir doutoramentos é no Politécnico de Leiria uma necessidade absoluta e justa, pelo «número significativo de doutorandos que fazem todo o seu trabalho aqui, com empresas da região e ao serviço das suas necessidades, mas que não são legalmente doutorados do Politécnico de Leiria». O presidente do CG falou ainda dos exames exigidos para o acesso ao ensino superior, que «diminuem abruptamente o número de estudantes que conseguem ingressar no ensino superior, e são um sinal de falta de confiança nas instituições. É necessária mais flexibilidade nas instituições», destacou.

   A sessão solene de abertura do ano letivo é ainda marcada pela atribuição de prémios e distinções vários. D. António Marto, cardeal, e bispo da Diocese de Leiria-Fátima, e Joaquim Menezes, engenheiro e empresário, que fez parte da comissão instaladora do Politécnico de Leiria e é hoje membro do seu Conselho para a Avaliação e Qualidade, foram os homenageados com a distinção honoríficas professor honoris causa.

   Maria Fernanda Rollo foi a preletora da oração de sapiência, que traçou um quadro da realidade económica e social única da região de Leiria.

   Fonte: Midlandcom
09-11-2018
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