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Edição Nº 213 Director: Mário Lopes Terça, 2 de Outubro de 2018
Município quer integrar Rede de Cidades Criativas
Leiria apresenta candidatura a Cidade Criativa da Música da Unesco
  
                          Celeste Afonso e Gonçalo Lopes
O Município de Leiria quer ser Cidade Criativa da Unesco na área da Música. A Câmara Municipal de Leiria apresentou, no dia 1 de outubro, a sua intenção de candidatar o concelho de Leiria à Rede de Cidades Criativas da Unesco, na área da Música com o objetivo de projetar o enorme potencial criativo deste concelho. A Rede de Cidades Criativas Unesco (UCCN) foi criada em 2004 com o objetivo de estabelecer uma ligação e cooperação entre cidades que identificam a criatividade, a arte e a cultura enquanto fatores estratégicos para o desenvolvimento económico.

   Estiveram presentes na conferência de apresentação, que se realizou no Centro Cívico de Leiria, Gonçalo Lopes, vice-presidente e vereador da Cultura do Município de Leiria e Celeste Afonso, ex-vereadora do Município de Óbidos e responsável pela candidatura daquele município a Cidade Criativa da Literatura, que irá liderar todo o processo de candidatura de Leiria a Cidade Criativa da Música.

   Além de assumir o compromisso de alargar o âmbito da cooperação e parcerias, desenvolver iniciativas que visem reforçar dinâmicas locais de atividades criativas, culturais e artísticas, fortalecendo a criação, produção, distribuição e disseminação, tal como fomentar oportunidades para os criadores e profissionais do sector cultural e criativo, o Município terá também de melhorar e alargar os mecanismos de acesso e participação na vida cultural da cidade, particularmente para grupos e indivíduos mais vulneráveis ou desfavorecidos, e a integração da atividade cultural e criativa nos planos de desenvolvimento sustentável local.

   Na ocasião, Celeste Afonso destacou a importância que pode representar para Leiria fazer parte da Rede das Cidades Criativas da Unesco, porque “fazer parte da rede de cidades criativas implica, acima de tudo, assumir um compromisso com a criatividade e com o local”, referiu, salientando a ampla participação das instituições e da população que se pretende neste projeto.

   Para já, Celeste Afonso mostrou-se “completamente fascinada” com a cidade: “Estou apaixonada por Leiria, não tinha noção que fervilha, há uma criatividade no ar, em todo o lado, toda a gente tem ideias, toda a gente tem vontade", dando como exemplos diferenciadores da candidatura os concertos para bebés de Paulo Lameiro com a companhia Musicalmente, o projecto Ópera na Prisão e o carrilhão da Sé de Leiria, enquanto referência da tecnologia e engenharia.

   A líder da candidatura referiu ainda que “o trabalho com a cidade vai ser intensificado a partir de agora com as instituições, o associativismo e com todos os que têm responsabilidades ao nível da música e da cultura para definição da estratégia”.

   Segundo Celeste Afonso, os responsáveis pela candidatura já reuniram com a Comissão Nacional da Unesco e com o Ministério da Cultura, para que possa obter apoios formais destas entidades, seguindo-se reuniões de preparação e partilha de ideias, com instituições e associações do concelho, para que em conjunto, possam definir a estratégia a usar na candidatura apresentada e o que Leiria se propõe a fazer no âmbito da candidatura.

   Além disso, a cidade de Leiria irá receber em dezembro ou janeiro do próximo ano um conjunto de cidades criativas “por forma a refletir sobre o que pode ser uma cidade criativa da música”, explicou Celeste Afonso. A candidatura de Leiria à Rede de Cidades Criativas Unesco na área da Música será submetida no próximo mês de maio, sendo a decisão da Unesco conhecida em dezembro de 2019.

   Por seu turno, Gonçalo Lopes explicou que “este é um grande desafio” onde o objectivo é “preparar-nos para o futuro” juntando “todos os agentes culturais” e definindo “um planeamento a médio e longo prazo”. Segundo o autarca, esta candidatura é “uma necessidade” porque irá contribuir para “afirmar um território” onde “um dos principais problemas é a falta de notoriedade”. Segundo Gonçalo Lopes, Leiria “é uma comunidade plena em várias funções, mas isso é desconhecido a nível do País”.

   Segundo o vereador da Cultura, esta candidatura servirá para “podermos explicar a quem não nos quer ouvir, ou a quem não está habituado a ouvir o que se passa fora dos círculos de Lisboa, como um concelho como Leiria tem feito tanto em prol da comunidade nas mais diversas áreas." O autarca justifica a candidatura à Rede das Cidades Criativas da Unesco (UCCN), na área da música, com “a vocação e as capacidades” da capital de distrito, lembrando que “Leiria é seguramente o concelho do País onde há mais pessoas que têm formação musical de base”, sendo a música “um dos sectores onde mais se tem destacado”, tendo “provas dadas” nessa área.

   A Rede de Cidades Criativas Unesco (UCCN) foi criada em 2004 com o objetivo de estabelecer uma ligação e cooperação entre cidades que identificam a criatividade, a arte e a cultura enquanto fatores estratégicos para o desenvolvimento económico.

   Desde então, a Rede tem vindo a crescer, 180 cidades de 72 países, distribuídas por sete áreas, comprometem-se a colocar as indústrias culturais e criativas no centro da sua ação governativa.

   A área da música conta, atualmente, com 19 cidades, duas delas portuguesas, Idanha-a-Nova e Amarante. Ao nível da UCCN, Portugal tem, ainda, Óbidos na área da Literatura (2015), Braga, na área das Media Arts (2017) e Barcelos, na área do Crafts &Folk Art (2017).

   Mónica Alexandre
02-10-2018
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