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Edição Nº 84 Director: Mário Lopes Terça, 2 de Outubro de 2007
Santarém
Teatro Rosa Damasceno regressa de novo
à agenda política

     


Teatro Rosa Damasceno
em noite de vigília

A Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém e um grupo de jovens actores promoveram, na noite de 28 de Setembro, uma vigília junto ao Teatro Rosa Damasceno, em Santarém, exigindo a sua recuperação. O edifício classificado foi vendido pelo Club de Santarém a um investidor privado, mas o caso está em litígio em tribunal, uma vez que a Câmara de Santarém invocou o direito a ser parte interessada na venda. Dezenas de pessoas deram o seu testemunho sobre os laços que as ligam ao velho teatro “art deco”, inaugurado em 1938 e, e assinaram uma petição on-line que conta já com mais de 500 assinaturas.

       Usaram da palavra Vasco Serrano e Martinho da Silva, presidentes da direcção e da assembleia-geral da Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém (AEDPHCS), respectivamente, Carlos Borga, Artur Duarte, João Castro, Xana, actriz da Cena Aberta, Carlos Oliveira (Xona), Vera Duarte, Rosalina Melro, o cantor João Mira, o vereador da Câmara do Cartaxo Francisco Colaço e o estudante e actor Pedro Oliveira, primeiro subscritor da petição, entre outros.

     


Rosalina Melro: histórica das lutas cívicas de
Santarém propôs diálogo com Moita Flores

Entre as várias propostas para colocar novamente o assunto novamente na agenda política, destaque para a oferta do cantor João Mira, que propôs a realização de um espectáculo de fado, acompanhado pelos respectivos guitarristas, no hall exterior da entrada do Teatro Rosa Damasceno. A ideia teve acolhimento imediato entre os presentes, podendo este espaço do teatro vir a ser palco de outras iniciativas idênticas.

       Segundo Vasco Serrano, o objectivo desta vigília consistiu em retomar uma causa da Associação de há uma década: a recuperação do Teatro Rosa Damasceno. O presidente da direcção da Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém criticou a ministra da Cultura por não se manifestar sobre o estado de degradação do edifício, vítima de um incêndio no dia 10 de Março de 2007, que destruiu a maior parte do seu interior.

     


Hall do teatro serviu de ponto de encontro

Lembrando que a Constituição da República remete para o Estado o papel de salvaguarda do Património nacional, o arquitecto criticou também a Câmara de Santarém por “não salvaguardar e valorizar o Património da cidade nem ter ideias para o centro histórico.” Vasco Serrano defendeu que, apesar do incêndio, as fachadas são recuperáveis e que a valência de teatro é necessária em Santarém porque há ausência de espaços para essa função.

       Quanto à falta de estacionamento no local, argumento avançado pela autarquia para não defender a reconstrução do teatro, o arquitecto lembrou que a falta de estacionamento é válida para todo o centro histórico, cabendo às entidades públicas resolver o problema. Vasco Serrano referiu que a AEDPHCS não aceita esta justificação para não se recuperar o Rosa Damasceno, situado bem no eixo principal do centro histórico, reiterando a necessidade de ser revitalizado e valorizado.

     


Vasco Serrano considera haver negligência
do poder local e central

O presidente da direcção da Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém revelou que pediu uma reunião com a autarquia em Março, mas não obteve qualquer resposta, apesar de ter elencado previamente os assuntos que a AEDPHCS queria ver discutidos. O arquitecto considerou a atitude da autarquia scalabitana “uma falta de respeito pelas instituições, neste caso, uma associação de Património com 30 anos.”

       Vasco Serrano admitiu que a iniciativa desta vigília não partiu da AEDPHCS, mas que a associação a acarinhou desde logo, integrando-a no programa das Jornadas Europeias do Património, lamentando apenas não ter havido mais participantes nesta vigília, que juntou uma centena de pessoas no local.  O arquitecto defende a transformação do Rosa Damasceno num edifício polivalente, com valência de teatro, lembrando que a sua recuperação é defendida também pela Ordem dos Arquitectos.

      O recém-eleito presidente da direcção da Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Santarém aproveitou ainda a ocasião para alertar que há dois monumentos nacionais em risco de ruir: o Convento de São Francisco e as muralhas das Portas do Sol, por falta de trabalhos manutenção. Relativamente à requalificação da Ribeira de Santarém, já anunciada pela autarquia, o arquitecto desvaloriza o projecto por não ter havido discussão pública, considerando ainda que tal não corresponde a nenhuma linha de rumo.

       Vasco Serrano informou ainda que a nova direcção da AEDPHCS tenciona manter os prémios anuais de Património “Cidade a Defender” e “Prémio Limão”, criados pela direcção anterior, justificando a sua não atribuição este ano por não ter havido obras de recuperação no centro histórico.

      Mário Lopes

02-10-2007
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