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Edição Nº 194 Director: Mário Lopes Quarta, 28 de Dezembro de 2016
Livro reúne o trabalho realizado pela autarquia em defesa e promoção desta arte
Jorge Amador lança livro sobre últimos 10 anos da Renda de Bilros de Peniche
  
   Jorge Amador autografando o seu livro
A Renda de Bilros de Peniche tem mais um registo para a memória presente e futura. Trata-se do livro “10 anos a fazer história – Renda de Bilros de Peniche”, da autoria de Jorge Amador. A apresentação oficial da nova publicação decorreu no dia 17 de dezembro, no auditório Municipal de Peniche, que teve sala cheia para apadrinhar este projeto. De acordo com o autor “trata-se de uma abordagem alargada sobre uma Estratégia Municipal, com resultados reconhecidos nacional e internacionalmente, sobre uma arte – a Renda de Bilros de Peniche”, numa publicação que reúne o trabalho realizado pela autarquia nos últimos 10 anos em defesa e promoção desta arte.

   Jorge Amador, vice-presidente da Câmara Municipal de Peniche, responsável pelo Pelouro da Renda de Bilros de Peniche, referiu que a capa da publicação “é o espelho do grafismo deste livro, tendo como mote a peça anfitriã, onde se evidencia a arte das nossas Rendas de Bilros e o ouro da joalharia portuguesa naquele que foi um dos momentos altos desta arte, associando as rendas à joalharia”, explicou o autarca.

   Na sessão de apresentação, o autor agradeceu a autarcas, técnicos, rendilheiras e a todos os homens e mulheres que se dedicam à arte de bem-fazer a Renda de Bilros e que nele depositaram confiança no desenvolvimento do seu no trabalho no âmbito da estratégia municipal de promoção e valorização deste artesanato penichense. Jorge Amador confessou que “cresceu a ver almofadas e rendas”, pois a sua mãe, à semelhança de muitas mulheres de pescadores, “procuravam nesta arte um rendimento extra para a família”.

   Na opinião de Jorge Amador, as Rendas de Bilros, “uma arte com mais de 400 anos tem futuro, mas a inovação não deve beliscar a tradição. Deve apostar-se em nichos de mercado como, por exemplo, a bijuteria, ou a moda, áreas que têm vindo a merecer uma aposta especial por parte do Município”.

   Sobre o trabalho realizado e que vem no referido livro, em mais de três centenas de fotos e textos explicativos, o autarca dá o exemplo da aposta no mundo da moda, com o “estabelecimento de várias parcerias com o Modatex, entre outras, daí resultando um espólio riquíssimo com mais de uma centena de coordenados, trabalhos efetuados por jovens criadores e as nossas rendilheiras”, destacou.

   Já em relação à projeção internacional da Renda de Bilros de Peniche, Jorge Amador, evidencia o trabalho realizado ao longo da última década na Mostra Internacional. “Em 2006 começámos com duas delegações estrangeiras, hoje temos 30 delegações. Quisemos alastrar a onda da Renda de Bilros a outros continentes e o resultado está à vista”, referiu. Por isso, não tem dúvidas em afirmar que “a Renda de Peniche atingiu um patamar de nível mundial”.

   O edil destacou ainda o novo Museu da Renda de Bilros, uma obra que foi inaugurada há cerca de seis meses e que já recebeu mais de quatro mil visitantes. No plano da formação, dedicou uma palavra especial para a Escola de Rendas do Município de Peniche, “um equipamento que tem cada vez mais gente a fazer rendas, uma arte tão difícil”, destacou.

   Renda de Peniche: Uma marca da identidade do território

  
    Livro e material da Renda de Bilros:
                 rebolo, pique e bilros
Durante a sessão de apresentação, António Jose Correia lembrou que este livro “traduz a atitude de responsabilidade do seu autor”, acrescentando que a “Renda de Peniche representa uma imagem de promoção do nosso território. Nos últimos anos, esta arte tem vindo a afirmar-se como uma marca da nossa identidade graças ao contributo das nossas rendilheiras”, enfatizou o Presidente da Câmara Municipal.

   Também Maria João Avelar, presidente da Assembleia Municipal de Peniche, se associou a este lançamento, referindo que “as Rendas de Peniche são sempre importantes para cada um de nós”. Para a autarca, “a Renda é inspiração, é património, e este livro deixa registo e memória desse património. Aqui está um testemunho para perpetuar essa tradição, pois acredito que a tradição nos faz mais fortes e faz evoluir”, enfatizou.

   Por sua vez, Ângela Malheiros, a quem coube a apresentação do livro, considerou que a obra, oferecida a todos os presentes, “faz a compilação do que foi feito em prol desta arte ao longo da última década. Este é, por isso, um registo para memória presente e futura, onde se dá a conhecer a estratégia da autarquia para a nossa Renda, desde a captação de novos públicos até à conservação desta tradição”, afirmou.

   A convite do autor, a rendilheira Ida Guilherme, também ela autora de várias publicações sobre a Renda de Bilros de Peniche, elogiou o trabalho agora publicado, afirmando que o seu autor, Jorge Amador, “tem dado uma proteção especial a esta arte”. A rendilheira lembra ainda que “hoje em dia é muito difícil tirar rendimento das rendas, que já foram o sustento de muitas famílias”. Confiante no futuro desta arte, Ida Guilherme mantém a convicção que, mesmo com dificuldades, “em Peniche nunca irá morrer a tradição.”

   De referir que o livro “10 anos a fazer história – Renda de Bilros de Peniche” foi apoiado pela Associação de Solidariedade Social de Ferrel, uma IPSS que, desde o seu início, contempla a prática da Renda de Bilros por ser “uma atividade extremamente enriquecedora para os nosso idosos que a praticam, contribuindo para a manutenção de uma vida ativa”, afirmou o presidente da Instituição, Luís Ganhão, acrescentando que a associação “abre a porta e apoia os que nos possibilitam este saber”. O dirigente associativo elogiou o trabalho de Jorge Amador na “defesa, preservação, valorização e divulgação da nossa maior e secular tradição: as Rendas de Peniche”.

   Nesta viagem de 10 anos pelo mar de Rendas de Peniche, Jorge Amador deixou o registo da estratégia municipal para esta arte, com um enfoque especial em cinco vetores: Captação de Novos Mercados, Internacionalização e Escoamento de Produtos; Inovação; Captação de Novos Públicos para a aprendizagem e aperfeiçoamento; Certificação e Credenciação e, por último, a Conservação e Preservação. Depois da cerimónia de lançamento da obra, seguiu-se uma sessão de autógrafos com o autor e um convívio entre convidados, tendo o programa encerrado com um porto de honra.

   Fonte: GAP|CMP
28-12-2016
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