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| Turismo foi o tema em debate no dia 28 de fevereiro |
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Movimento ViverAlcobaça propõe associação de turismo de Alcobaça e sua região |
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Turismo foi o tema em debate na reunião promovida pelo movimento ViverAlcobaça, que levou ao auditório da Caixa de Crédito Agrícola especialistas agentes da oferta turística, no dia 28 de fevereiro. A importância do trabalho em rede, assim como a necessidade do reforço de coordenação do destino Alcobaça, com a criação de um gabinete local e Conselho Municipal de Turismo, marcou a discussão, num debate moderado por Marco Clemente, responsável do movimento Viver Alcobaça, e Ana Caldeira, mestre em Turismo.
Questões abordadas e ideias propostas:
• Com a reorganização dos órgãos regionais de turismo em curso, a gestão local do destino turístico Alcobaça, integrada numa grande área regional, é ainda mais importante. • Alcobaça deverá ser integrada em Lisboa e Vale do Tejo mas, em termos de financiamento comunitário (QuadrodeApoio2014--2020) deverá continuar incluída na Região Centro. • Se quer desenvolver o turismo neste quadro de recessão em muitos setores da economia, tem de se apostar sério no Turismo com conhecimento, união de vontades e visão estratégica. • definição de estratégia clara e fundamentada para o turismo do concelho de Alcobaça, em consonância e diálogo com oferta turística e fundamentada no conhecimento científico específico do Turismo é fundamental. • Para além da promoção realização de eventos, um gabinete local de Turismo (técnico, de orientação na concretização) com função, mais ampla do que até agora, de organização de gestão de destino local assente na Câmara Municipal seria muito importante. Designadamente na definição dos produtos âncora ou estratégicos (atrações) - bem como conceção de imagem, promoção, recolha da informação, sinalização, captação de investimento, formação e, de grande relevância, de coordenação dos vários agentes da oferta. • No âmbito da recolha de informação, poderia ser particularmente interessante o contributo de um observatório local do turismo para monitorizar, em termos de sustentabilidade, a procura e oferta turísticas. • proposta de criação de um conselho municipal do turismo, de ligação entre os vários stakeholders (incluindo oferta turística mas também juntas de freguesias, comerciantes e residentes) é outro contributo para a gestão integrada, articulada e coordenada do destino Alcobaça com vista ao sucesso. • disposição e vontade dos vários agentes da oferta turística para trabalhar em rede são fundamentais. • Potenciar as redes internas é tão importante como potenciar parcerias externas, que devem ser criadas tendo em conta o perfil e itinerários do turista consumidor dos vários produtos a desenvolver e oferecer. •No âmbito do marketing de destinos, é importante desenvolver vários produtos adequados a diferentes segmentos (sol e mar, cultural, ecoturismo e, sem preconceitos, turismo religioso a 3Kms de Fátima). Na criação de experiências criativas, interativas, sensoriais, recriações, seria importante envolver outras entidades locais (associações, paróquias), ampliando os benefícios para a comunidade local. • Aumentar a duração da estada só será possível com trabalho em rede, aumentar cluster local de atrações e adequada comunicação e comercialização de produtos complementares ao Mosteiro. • Envolver a tecnologia na promoção e aposta do turismo (aplicações smartphone, site em várias línguas e Google AdWords). • Importância da estratégia de comunicação. Criar a marca Alcobaça, não sendo necessário desenvolver de antemão melhores produtos, Mas ir atuando sobre produtos e comunicação ao mesmo tempo. • Promover turismo de experiências, criando uma experiência marcante ao turista que volta e recomenda o destino Alcobaça. • Desenvolver eventos criativos de baixo custo. Por exemplo: noite à luz das velas com temática Pedro e Inês, geocaching, etc. • Melhorar aspeto visual da cidade e centro histórico. Há edifícios abandonados, muitas lojas fechadas e algumas montras pouco cuidadas. • Apostar no empreendedorismo local. • Associar ao Turismo a agricultura. A região é rica em produtos agrícolas: maçã, pêra, vinhos, hortícolas. Há turistas que vêm de propósito fazer vindimas. • Diversificar produtos dirigidos a diferentes segmentos de mercado. Fim do parque Campismo limita oferta num determinado segmento de mercado.
Associação de turismo precisa-se
A reunião sobre Turismo, promovida pelo Viver Alcobaça, no dia 28 de fevereiro, evidenciou a necessidade de agir. Nesse sentido, o movimento lança a debate a ideia de criação de uma associação de turismo de Alcobaça e sua região (cujos modelo e forma de atuação deveriam ser discutidos e consensualizados entre os que a quisessem integrar, mas cuja eficácia dependeria de uma estrutura profissional).
Com efeito, o trabalho em rede por parte dos agentes da oferta turística parece ser a única e mais profícua alternativa, tanto mais num contexto de diluição na projetada grande área turística regional de Lisboa e Vale do Tejo. Essa associação deveria procurar ser fator de coordenação dos vários agentes da oferta turística, desenvolvendo a sua ação na promoção de produtos no contexto do turismo de experiências, na comunicação do destino Alcobaça e sua região, na recolha de informação no formato de um observatório local do turismo, incentivo ao empreendedorismo, potenciando parcerias internas e externas. A associação poderia desempenhar o papel de porta-voz das necessidades e potencialidades do setor turístico da região perante o poder local e órgãos regionais e nacionais de Turismo.
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| 18-03-2013 |
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