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| Kansha – Cozinha Vegetariana |
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| Fátima já tem um restaurante vegetariano |
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 Restaurante Kansha Desde o início deste ano que os apreciadores de cozinha vegetariana e os que pretendem conhecer esta alimentação têm um espaço em Fátima ao seu dispor, o Kansha, que tem como lema Cozinha vegetariana com sentimento. As ementas diárias, para pequenos-almoços, almoços e lanches, estão a sair cheias de novidades: taças Kansha com fruta, cereais e super-alimentos, smothies, sumos verdes, moussaka, assado ou bolonhesa de seitan, burgers de feijão, bifinhos de tofu ou tofu com broa, quiches variadas, entre outros, além das mais diversas saladas, sopas e sobremesas para consumo no espaço ou para take-away. Brevemente serão servidos jantares às sextas-feiras e aos sábados.
O conceito-base do Kansha é simples, porque é também de simplicidade que falamos: ali come-se de tudo, à exceção de carne, peixe, ovos, leite e seus derivados. Os pratos servidos podem ser dos tamanhos S ou M – isso, como na roupa! – e os principais produtos usados na confeção das refeições são regionais e sazonais, como as maçãs de Alcobaça e os produtos biológicos do Feijão da Velha. Os vinhos são Montalto e Alveirão e a doçaria e condimentos de marcas locais como a We Plant e Aromas d’Oureana.
O Kansha – Cozinha Vegetariana abriu portas a 3 de janeiro, na Rua S. João de Deus, na Cova da Iria, e os seus proprietários, o casal Sofia Ferreira e Pedro Machado, que investiram no projeto na ordem dos cinquenta mil euros, não poderiam estar mais satisfeitos: «Estamos muito contentes. Alguns clientes já aqui vieram mais de uma vez e outros chegam recomendados pelos primeiros. Sabíamos que o projeto estava a despertar interesse, mas não antevíamos que logo ao início corresse tão bem», diz Sofia Ferreira, natural de Santa Catarina da Serra, no distrito de Leiria.
 Pedro Machado e Sofia Ferreira investiram no projeto cerca de cinquenta mil euros «Fizemos um percurso de descoberta, participámos em workshops, estudámos, primeiro, cozinha convencional, depois, vegetariana, agora assumimos este projeto familiar e de filosofia de vida como projeto profissional. Para nós, faz todo o sentido, porque é necessário prevenir para não adoecer e cuidar do planeta, porque ele não se consegue regenerar à mesma velocidade com que nós exploramos os seus recursos».
Mas porquê Kansha? «É simples», explica Pedro Machado, natural do Porto, «Kansha é uma palavra japonesa que significa gratidão. É importante sermos gratos para com os que nos rodeiam e para com o mundo; a expressão tem que ver com relações humanas, mas também com o aproveitamento dos alimentos e das combinações que fazemos com eles».
E porque se fala de gratidão, Sofia e Pedro pretendem agradecer, em especial, a três pessoas por todo o apoio ao projeto, a Carla Abreu Vaz e a Rita Oliveira, as madrinhas do Kansha, e a Yolanda Carneiro de Oliveira, do restaurante Tamari, em Leiria, «por nos ter aberto as portas e nos ter ensinado tanto»!
O Kansha é luminoso e acolhedor. Tem 30 lugares sentados. O mobiliário tem o toque de outra empresa de Fátima, a U Shabby Chic, e a loiça do restaurante é da Matcerâmica, de S. Mamede, Batalha.
Mais do que apenas restaurante, o projeto Kansha pretende ser espaço de formação e informação sobre Cozinha vegetariana. Para cumprir esse objetivo, estão a ser preparados os primeiros workshops.
 Algumas das propostas gastronómicas do novo restaurante O primeiro, a 3 de fevereiro, orientado por Pedro Machado, será sobre Cozinha vegetariana para não vegetarianos: «vamos apresentar-nos, falar do nosso percurso e experiência e explicar o que é ser vegetariano, qual o valor culinário, nutricional, cultural, ecológico e ético desta alimentação».
O segundo workshop, em março, será orientado por Ana Castro, da Sabor Fazer, do Entroncamento, consultora na área da alimentação vegetariana e uma das responsáveis pela introdução de uma opção vegetariana nas cantinas escolares, no qual ajudará as famílias a preparar uma lancheira vegetariana, para crianças e adultos.
Uma outra iniciativa, a decorrer no dia 10 de fevereiro, prende-se com a apresentação de uma marca que o Kansha representa: a dōTERRA, óleos essenciais para uso terapêutico e culinário.
Noutro âmbito de ação, o Kansha assume também a missão cultural e social de acolher, ajudar e divulgar trabalhos de associações, artistas e artesãos de Fátima. O arranque foi dado pela própria Sofia, que expõe este mês um conjunto de trabalhos de patchwork. Em fevereiro será a vez de os utentes do Centro João Paulo II mostrarem as suas criações.
Um outro toque acolhedor do espaço foi concebido com a ajuda da filha do casal, a Ângela, de cinco anos. O Cantinho da Ângela é um espaço infantil, onde as crianças podem pintar, escrever, ler e conversar.
Fonte: LRS|AIRPC
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| 04-02-2018 |
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