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Edição Nº 62 Director: Mário Lopes Quinta, 29 de Dezembro de 2005
Entrevista ao Jornal de Notícias
Candidatos de Esquerda contestam proposta de Cavaco para criação de secretaria de Estado

Cavaco Silva 

Os candidatos de Esquerda contestaram a proposta de Cavaco Silva para a criação de uma secretaria de Estado dedicada ao investimento estrangeiro,  constante da entrevista publicada no dia 27 de Dezembro no Jornal de Notícias, uma vez que o assunto segundo a Constituição é da exclusiva responsabilidade do Governo. No dia seguinte, Cavaco Silva voltou atrás, referindo que apenas indicara exemplos do que acontece no estrangeiro. Por sua vez, o ministro da Economia, Manuel Pinho, reagiu com surpresa à sugestão do candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, lembrando o seu recente envolvimento pessoal no acompanhamento do processo negocial da Autoeuropa.

O excerto da entrevista do Jornal de Notícias que mais polémica provocou é o que se reproduz de seguida:

JN- Problema grave é o da deslocalização de empresas estrangeiras. Nessa matéria o presidente pode ajudar?
Cavaco Silva - Há uma coisa que pode ser feita em Portugal, que eu sei que já foi feita noutros países. Podia existir um responsável do Governo que fizesse a lista de todas as empresas estrangeiras em Portugal e, de vez em quando, fosse falar com cada uma delas para tentar indagar sobre problemas com que se deparam e para antecipar algum desejo dessas empresas se irem embora, para assim o Governo tentar ajudá-las a inverter essas motivações. Tem que ser um acompanhamento com algum pormenor que deveria ser feito por um secretário de Estado, especialmente dedicado a essa tarefa.

JN- Vai propor isso ao Governo?
Cavaco Silva - Já o estou a propor aqui.

JN- Onde é que isso foi feito?
Cavaco Silva - Na Áustria em relação a empresas que queriam mudar para outras paragens. Mas também noutros países, tenho a lista completa. Por outro lado, investimento estrangeiro em Portugal está muito bloqueado. O presidente não pode fazer aí alguma coisa para ajudar a desbloquear? Se ajudar a aumentar o clima de confiança já faz alguma coisa. Esta é fase em que Portugal devia concentrar o investimento estrangeiro nas chamadas médias empresas e internacionalizar.

As reacções

Contudo, Mário Soares considerou as afirmações de Cavaco "muito graves", remetendo a resposta para o seu porta-voz. Nuno Severiano Teixeira considerou que as declarações de Cavaco Silva configuram "uma clara intromissão nas competências exclusivas do Governo" quanto à sua organização e funcionamento e "mais um forte indício do incorrecto entendimento das competências do Presidente da República". O ex-ministro da Administração Interna concluiu tratar-se de "mais um indício do risco de conflito de competências entre Governo e Presidente, e de instabilidade política, caso viesse a ser eleito".

Por sua vez, Manuel Alegre considerou a afirmação de Cavaco como o sintoma de "uma deriva perigosa de governamentalização do cargo de Presidente". Em campanha nas Caldas da Rainha, onde inaugurou a sua sede de candidatura local, o candidato independente considerou que "isto mostra que ele não abandonou as suas ideias e que pensa que é ainda o homem do leme. Quando fala em cooperação estratégica é isso que ele está a pensar . E quando diz que vamos remar todos está-se a ver no papel do timoneiro e de comandante supremo do regime".

Também Francisco Louçã acusou Cavaco de se intrometer nas competências do Governo. O candidato presidencial apoiado pelo Bloco de Esquerda considerou as afirmações "um pouco precipitadas, de quem pensa que já faz a lei quando ainda é candidato e ainda não foi eleito".

Finalmente, o porta-voz do PS, Vitalino Canas, considerou muito preocupante a declaração de Cavaco Silva, uma vez que confirma "que Cavaco Silva tem uma agenda escondida para, a partir da Presidência da República, tentar fazer o que não conseguiu quando era primeiro-ministro, ou seja, exercer o Governo sem qualquer tipo de limites".
Fonte: JN e DN


29-12-2005
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